O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

«Os tempos actuais são tempos de aurea mediocritas e de indiferença, de paixão pela ignorância, de preguiça, de incapacidade para o trabalho prático e da necessidade de receber tudo já pronto. Ninguém raciocina, será raro alguém elaborar uma ideia pessoal».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Fiódor Dostoiévsky.

publicado por Theosfera às 20:59

Real porque tem que ver com a realeza. Não tanto com a realidade.

 

O cenário que as televisões nos mostram, a partir de Londres, parece demasiado irreal.

 

Convidados são quase dois mil. A segurança é apertada. A despesa é enorme.

 

Mesmo assim, há sorrisos para as câmaras. Que haja felicidades nos corações.

 

Longa vida aos príncipes. Que sejam felizes. Na realidade de cada instante. E não apenas na irrealidade aparatosa deste dia.

publicado por Theosfera às 10:29

Por muito imaginativa que seja uma narrativa, ela não pode eximir-se a um mínimo de ética. E o principal ingrediente da ética é a verdade.

 

Por uma estranha coincidência, parece que as conquistas de Abril vão ser imoladas em Maio. Para a semana, pelos vistos, iremos saber o preço a pagar pela ajuda que vamos receber.

 

Um povo sacrificado terá de se sacrificar ainda mais?

 

Um povo que trabalha tanto terá de trabalhar ainda mais?

 

Qual o limite da propaganda? Qual o limite da realidade?

 

Precisamos de quem aponte um rumo. De quem priorize a justiça. De quem não esqueça os mais pobres.

 

A nossa passagem da cidadania para a política faz-se, habitualmente, pelo lado do deslumbramento, do deleite. Parece que o poder é um fim em si mesmo.

 

O trânsito da cidadania para a política tem de fazer-se pelo lado do serviço. O poder não pode ser visto como um fim, mas como um instrumento.

 

Este salto epistemológico está ainda por dar. Este sobressalto cívico está ainda muito longe de acontecer.

publicado por Theosfera às 10:21

Há uma narrativa que descreve a realidade, que a interpreta e que pode ajudar a transformá-la.

 

E há uma narrativa que se sobrepõe à realidade. Que a ficciona.

 

Uma vez que a realidade tende a ser aferida, cada vez mais, pela comunicação, quem comunica melhor ganha vantagem.

 

Em tempos de pensamento débil (conferir o diagnóstico de Lyotard ou Vattimo), as pessoas olham mais para a comunicação.

 

Não é a comunicação que é vista a partir da realidade. É a realidade que é vista a partir da comunicação.

 

A propaganda vive disto. Cria uma realidade apelativa. Distorce os factos. E despacha a culpa. 

 

Numa sociedade plastificada, será com dificuldade que quem tem espessura e densidade consiga um espaço mediático.

 

É por isso que a ilusão tende a substituir a esperança. Enquanto esta não desiste de porfiar pela mudança do real, aquela faz crer que já se vive no melhor dos mundos.

 

As pessoas têm uma grande dificuldade em lidar com a realidade. Preferam que lhes vendam ilusões. 

publicado por Theosfera às 09:47

«O mistério da existência humana não consiste em viver por viver, mas em ter um sentido para a vida».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Fiódor Dostoiévsky.

publicado por Theosfera às 05:49

Será o ateísmo uma pura negação? Ou não será, antes, uma ânsia de purificação?

 

Traduzirá ele uma ruptura? Ou não constituirá, em vez disso, uma nostalgia, uma espécie de saudade que Andrés Torres Queiruga descreve como sendo «a presença na ausência»?

 

Surgiram, neste dia, dados atinentes a uma sondagem segundo a qual a descrença vai crescendo na Europa.

 

Só que este tipo de estudos tende a fundir elementos que importaria distinguir.

 

Como é que se avalia um comportamento ateu? Pelo afastamento da Igreja? Por um estilo de vida meramente consumista, etsi Deus non daretur? Mas não é isso também o que acontece com muitos que se dizem crentes?

 

Já agora, não seria interessante incluir, nesses estudos, uma pergunta relativamente à relação com Jesus?

 

Não escondo a minha curiosidade em comparar os resultados. A resposta à questão sobre Deus será exactamente a mesma que a resposta à questão sobre Jesus?

 

No fundo, não estaremos diante de um problema de credibilidade? Será que a forma como as igrejas falam de Deus corresponde ao modo como Jesus deixava transparecer o Pai?

 

No limite, não poderá Deus ser vítima das próprias igrejas?

 

O ateísmo leva-nos sempre muito longe. E, como advertem os melhores teólogos, ele acaba por ser um irmão gémeo da fé. Irmão talvez desavindo, mas muito próximo.

 

A interacção entre a fé e a descrença é um tópico que não podemos negligenciar.

publicado por Theosfera às 00:00

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