O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Não é só nas estantes que encontramos livros. Há grutas que têm alojado preciosas obras.

 

Há cinco anos, um beduíno jordano encontrou, numa gruta em Saham, uma colecção de 70 livros, todos mais pequenos que um cartão de crédito.

 

São de cobre e chumbo, com inscrições em hebraico.

 

Um dos códices tem gravada, na capa, a imagem de um homem com barba e cabelo encaracolado. Será de Cristo?

 

Os primeiros testes apontam para que tais livros sejam do século I. Seriam usados pelos cristãos como um código de ensino secreto, a fim de evitar a perda de conhecimento durante as perseguições.

 

Refira-se que, há cerca de sessenta anos, foram descobertos 930 manuscritos na região de Qumran, a cerca de vinte quilómetros de Jerusalém.

 

São textos bíblicos, comentários e histórias religiosas da época.

publicado por Theosfera às 21:13

A procura de Deus não passou de moda nem perdeu sentido.

 

O que acontece é que ela é feita no âmbito das inquietações que o tempo coloca.

 

A sensibilidade crítica está muito mais apurada que outrora.

 

Daí que a relação com a Igreja esteja marcada por uma atenção muito maior.

 

Até Joseph Ratzinger reconhecia, já em 1973: «Se, antigamente, a Igreja era a medida e o lugar do anúncio, agora apresenta-se quase como o seu impedimento».

 

E, no entanto, a saudade de Deus mantém-se, como salienta Vergílio Ferreira. Tal saudade - acrescenta - «é a inexaurível verificação da permamência de uma interrogação para a qual já não nos basta a resposta que nos deram».

 

Quem não se põe à escuta como pode esperar que o escutem?

publicado por Theosfera às 20:53

Cipriano de Cartago tinha certezas: «Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tiver a Igreja por Mãe».

 

Pacheco Pereira não parece alimentar dúvidas: «Quanto mais perto da Igreja, mais longe de Deus» (cf. aqui).

 

Muitos séculos separam estas afirmações.

 

É importante não desperdiçar o capital de respostas. Mas é fundamental não desatender as inquietações que nos são dirigidas.

 

Há afirmações que podem não ser totalmente certas. Mas não podemos passar ao lado das experiências que não estão na sua base.

 

Antes de responder, o necessário é meditar.

 

A humildade da reflexão é sempre preferível à rapidez de uma (eventual) refutação.

publicado por Theosfera às 19:13

Nascemos no mesmo ano. Éramos formados na mesma área e, a maior das coincidências, fomos orientados pelo mesmo mestre. Que, aliás, sempre me falou muito bem dele.

 

Tinha uma função relevante no seu país. Era uma esperança para muitas pessoas.

 

Acabo de saber (aqui) que partiu.

publicado por Theosfera às 11:48

«É quando a situação é mais dura que a esperança tem de ser mais forte».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Vergílio Ferreira.

publicado por Theosfera às 10:37

As raízes do futuro já estão a deixar-nos de sobreaviso quanto à qualidade dos seus frutos.

 

Um estudo recente diz que 15% dos jovens se magoa de propósito.

 

Trata-se de uma forma de auto-regulação emocional e de uma reacção à tristeza, à irritação e à desesperança.

 

Os motivos podem ser os mais sérios ou os mais fúteis como acharem-se demasiado gordos ou excessivamente magros.

 

O consumo de tabaco e de álccol está a diminuir, mas o recurso à haxixe tende a aumentar.

 

Más notícias para o futuro.

 

 

publicado por Theosfera às 10:34

Nem com a nebulosidade a pairar sobre o futuro conseguimos ter um golpe de asa na forma de fazer política.

 

Os partidos continuam a cavar fossos entre si em vez de unirem esforços em prol do país.

 

Junker até avisou para não pensarmos muito na campanha eleitoral.

 

É que, ganhe quem ganhar, o espaço de manobra vai ser escasso.

 

A governação do país está a ser desenhada, por estes dias, num gabinete algures na Avenida da Liberdade. Por quem? Nem sequer são portugueses. Nem sequer foram escolhidos por portugueses.

 

Atenção que esta ajuda não é apenas um auxílio. É também um negócio.

 

Não há almoços grátis. A gratuidade passou de moda.

 

O preço a pagar será estrondosamente elevado. E não é só em dinheiro que vamos pagar. 

 

Não alienemos um dos poucos capitais que nos resta: a esperança!

publicado por Theosfera às 10:25

O que mais impressiona, por estes dias, não é só a grandiosidade dos problemas.

 

É, acima de tudo, a falta de grandeza das lideranças.

publicado por Theosfera às 10:15

Quando a economia se separa da moral e, desse modo, se impõe à política, o resultado não é famoso.

 

Vítor Bento explica, de forma condensada e magistral, a importância da articulação entre as três disciplinas. E deixa bem claro, no opúsculo recentemente publicado, que a crise é também (e bastante) uma crise de valores.

 

O que a linguagem cifrada dos especialistas nos oculta nestes dias o documentário Inside Job permite ver com toda a crueza. 

 

Sem regras, qualquer actividade pode descambar. O sistema bancário norte-americano foi desregulado a partir da década de 1980. O poder político foi incapaz de antecipar qualquer medida. Houve quem recorresse ao crédito de forma descontrolada. Os vencimentos e os lucros dos quadros eram assustadoramente elevados.

 

Em 2008, o sistema ruiu. Muita gente perdeu as poupanças, os empregos e as casas. O mais curioso é que os responsáveis políticos, que de tudo sabiam e nada fizeram, mantiveram-se nos cargos.

 

Pormenor relevante: as agências de rating, tão severas na classificação das economias e dos bancos de muitos países, foram atribuindo as classificações mais elevadas (AAA) aos bancos norte-americanos em fase de desregulação.

 

O sistema financeiro global foi abalado com um prejuízo de mais de vinte triliões de dólares.

 

A responsabilidade está identificada. Mas os responsáveis não ficaram muito mal. Mal ficaram os cidadãos comuns.

 

Os mercados, como ainda ontem revelou um perito, andam sobressaltados e resolveram pressionar Portugal. O nosso desempenho não será totalmente exemplar, mas, ainda segundo aquele expert, não justificava a forte pressão.

 

Os Estados Unidos e, na sua escala, a Islândia já estão a recuperar. Nós, pelo contrário, ainda vamos na fase do diagnóstico.

 

Vejam Inside Job. É uma lição imperdível. Sobre aquilo que não deveria ser feito.

 

É um filme sobre a crise económica. E sobre o vazio moral.

 

A reter.

publicado por Theosfera às 00:00

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