O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 07 de Abril de 2011

Passamos o tempo a negar aquilo que a realidade nos mostra.

 

Como é que podemos transformar o que negamos?

 

Invocar a situação dos outros é importante, mas, por si só, é pouco eficaz.

 

Que adianta falar das doenças dos outros se não cuido de tratar do mal que me afecta?

 

O primeiro passo para a cura é assumir a doença.

 

Há uma pandemia ética a avassalar-nos.

 

Um surto de verdade é a única via, a única vida.

publicado por Theosfera às 16:39

Num caos de contornos labirínticos, é natural que não seja fácil ver por onde começar a tão necessária recuperação.

 

Mas só há um caminho: a educação.

 

Acontece que, neste momento, também o mundo da educação é mais o sintoma da crise do que o sinal da superação da crise.

 

E, aqui, o problema não se restringe (longe disso) à escola. A educação começa (e, muitas vezes, acaba) em casa.

 

Já estamos todos tão sufocados pelo novo paradigma educacional que mal divisamos um rumo diferente.

 

Todas as discussões, aliás, ocorrem dentro do mesmo paradigma. Limitam-se a propor melhorias, quando o importante seria apostar na diferença.

 

Quando se diz que temos a geração mais preparada de sempre, diz-se uma parte da verdade.

 

Não há dúvida de que nunca, como hoje, houve tanta gente diplomada.

 

Só que a formação escolar e o percurso académico tendem, cada vez mais, a privilegiar as competências. Temos muita gente competente nas tecnologias.

 

E isso é, indiscutivelmente, importante. Mas não chega.

 

Só haverá mudança na sociedade quando a educação voltar a priorizar os valores, os princípios, a conduta, a ética, a sabedoria e as humanidades.

 

Nada disto faz obscurecer o lugar da técnica. Pelo contrário, dá-lhe uma nova luz.

 

Só com um novo paradigma de educação seremos sensíveis à situação das pessoas, que são muito mais que números.

 

Só com um novo paradigma de educação olharemos de outra forma para os desempregados, para os desalojados.

 

Só com um novo paradigma de educação sofreremos com quem sofre.

 

Em suma, precisamos de especialistas do universal.

 

O problema actual não é só (nem principalmente) financeiro ou económico.

 

É muito mais vasto, muito mais fundo.

 

Ir à raiz é fundamental. Sem raízes não há frutos.

publicado por Theosfera às 10:43

À medida que o tempo passa, cada vez nos capacitamos mais de quão temerário e leviano é o longo processo eleitoral em que nos embrulhamos.

 

Governo e Oposição têm de apostar mais em dialogar do que em querelar.

 

Todas as energias são poucas para fazer sair o país da depressão em que caiu.

 

Acresce que, por muito que nos doa (e vai doer cada vez mais), não parece haver grandes alternativas.

 

As eleições podem gerar alternância. Mas não é expectável que ofereçam alternativa.

 

É de fora que vêm as regras. Somos meros executivos e nem os que se apresentam como decisores podem aspirar a algo que não seja executar o que outrem, lá fora, decide.

 

As sondagens destapam-nos um país completamente baralhado.

 

Se é para tudo continuar igual (pensarão não poucos), que fiquem lá os mesmos.

 

Os dois principais partidos têm valores percentuais muito próximos.

 

Não há nenhuma vaga de fundo num ou noutro sentido.

 

E, afinal, a austeridade que foi chumbada em finais de Março acabará por nos ser servida lá para meados de Abril.

 

Agora, que o sol aquece, os ânimos permanecem cinzentos e o coração mantém-se frio. A tiritar de incerteza. 

publicado por Theosfera às 10:31

As nossas vitórias sobre a morte podem ser muitas, mas todas elas são precárias.

 

A vitória da morte sobre nós é apenas uma, mas é definitiva.

publicado por Theosfera às 10:20

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