O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 03 de Abril de 2011

O futebol acaba por ser um vazadouro de emoções que o quotidiano reprime.

 

Pela amostra dos últimos tempos, são muitas as emoções que estão sufocadas.

 

A esta hora, uma parte do país celebra de forma exuberante.

 

O FC Porto acaba de se sagrar campeão. Nas últimas três décadas, o domínio tem sido azul com algumas (breves) interrupções.

 

O importante é que as vitórias não sejam contra ninguém.

 

Saber ganhar é tão (ou mais) importante que ganhar.

 

Que haja serenidade e comedimento.

 

Parabéns aos novos campeões. Aos (quase) crónicos campeões.

publicado por Theosfera às 22:49

Jesus nunca foi, longe disso, um contestatário da Lei.

 

Como bom judeu, respeitava-a, cumpria-a e, acima de tudo, percebia-a. Captava-lhe o sentido e aterrava na sua profundidade.

 

Tinha perfeita noção de que a Lei, sendo importante, não era um absoluto. E nunca passou por cima da sua função instrumental: a lei era para o Homem, não o Homem para a Lei.

 

Estriba aqui a fronteira entre o respeito pela Lei e o mero legalismo.

 

No episódio que o Evangelho deste Domingo nos reporta Jesus não desfaz a Lei, mas vai mais além da Lei.

 

Quando está em causa a pessoa humana, esta é a prioridade. Tudo lhe é, portanto, subordinado. Inclusive a Lei.

 

Jesus nunca propugnou o fim das leis, mas também não Se erigiu a Si mesmo como fonte de um quadro legislativo.

 

A lei vem do exterior para o interior. Jesus inspira uma conduta nova a partir do interior.

 

É por isso que a Sua mensagem é inspiradora.

 

A referência é a Sua pessoa, o Seu exemplo.

 

Nesta altura do ano, há muitas iniciativas no exterior. Dão uma tonalidade especial a vilas, aldeias e cidades.

 

Mas é curioso notar como, já em meados do século passado, estas realizações deixavam um vazio nos espíritos mais inquietos.

 

O Padre Abel Varzim merecia ser relido e devidamente meditado.

 

Quando está em causa o bem da pessoa, tudo deve estar dirigido para aí.

 

Apostar no bem da pessoa é a melhor homenagem que se pode prestar a Jesus.

publicado por Theosfera às 20:12

O jogo ainda não começou, mas a luta há muito decorre.

 

Há confrontos e tiros na Luz.

 

Depois do que vi, na semana passada, em Alvalade já nada me espanta. Apenas (quase) tudo me entristece.

 

Que vitória se pode festejar quando estamos a perder a única coisa que, verdadeiramente, importava ganhar: o civismo?

 

Para onde vamos?

publicado por Theosfera às 20:11

O discurso da culpa está muito entranhado e deveras inflacionado na nossa cultura.

 

O tempo político que estamos a viver (de pós-prosperidade, plena crise e pré-campanha) está a ser dominado pelo passeio da culpa de campo para campo.

 

Cada actor político despacha a culpa para o adversário. O qual, por sua vez, o devolve.

 

Como é fácil de ver, este discurso é tendencialmente paralisante.

 

Nesta altura, o mais importante não é localizar a culpa. É motivar as capacidades. E desencadear compromissos.

 

Insistir na culpa é, pois, enveredar por uma inconsistência discursiva que não nos levará a grande porto.

 

A culpa leva-nos, além do mais, a estacionar no passado. A nossa esperança está grávida de futuro. De um futuro que seja não a continuidade, mas a transformação do presente.

 

Será impossível?

publicado por Theosfera às 18:22

Em vez das respostas de sempre, seria bom que escutássemos as perguntas que este tipo de ocorrências nos coloca.

 

Convém não entrar pela via do alarmismo, mas não deixemos de ter os devidos cuidados.

 

Não creio que este fenómeno corporize um afastamento de Cristo.

 

Um tópico que devíamos encarar devia ser a razão que leva não poucos a configurar, para si, um Cristianismo sem Igreja.

 

Insisto. Antes das respostas, acolhamos as perguntas.

 

Não são poucas.

publicado por Theosfera às 18:01

 

Neste domingo, Jesus aparece-nos envolvido numa grande polémica e numa enorme contenda.

 

Dá luz a quem não via. E, ainda por cima, em dia de sábado.

 

Há quem não aceite o bem e não suporte quem o pratica.

 

Jesus compra um problema que, de degrau em degrau, tem o seu ápice no drama da Cruz.

 

Mas não recua. Também não litiga.

 

Avança. Ele é luz que nos capacita da cegueira em que mergulhamos, mesmo com os olhos abertos.

 

 

publicado por Theosfera às 12:44

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