O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 31 de Março de 2011

O guião está a ser muito previsível. Passo a passo, o cenário vai-se tecendo.

 

Hoje, reuniu-se o Conselho de Estado e foram marcadas eleições.

 

Entretanto, a dívida aumenta e o recurso à ajuda externa torna-se inevitável.

 

A situação avança de modo tão rápido. E a reacção ocorre de forma tão lenta.

 

Cada dia, há notícias novas.

 

Governo novo só lá para fim de Junho ou início de Julho.

 

Lá chegaremos mais divididos, mais pobres.

 

Ainda iremos a tempo de reconstruir Portugal?

publicado por Theosfera às 23:03

Cada fase da vida tem as suas perguntas próprias.

 

Há as perguntas do início da vida, as perguntas do meio da vida e as perguntas do fim da vida.

 

Tudo isto é dissecado no mais recente livro de Tolentino de Mendonça que, a propósito, evoca Dante: «A meio do caminho desta vida me vi perdido numa selva escura».

 

É um conjunto de textos que depõem a favor da procura incessante do divino a partir do fundo da alma.

 

O elogio do silêncio na relação com Deus entronca na defesa da verdade como construção sobretudo interior. Traz Kierkegaard à colação para dizer que «a verdade não é algo externo, que descobrimos como proposições frias e impessoais, mas algo que experimentamos no nosso interior, de maneira pessoal».

 

No meio do caminho, «olhamos e a vida tornou-se uma floresta. As evidências parecem-nos menos frequentes e acessíveis». Para o poeta, «a sensação que nos sobrevém é a de uma desorientação ou de um certo adormecimento interior».

 

Apesar dos recursos da linguagem, chega um momento em que «fazemos a experiência da impossibilidade de nos dizermos, ou de nos dizermos totalmente».

 

Mais do que viajantes, na vida somos peregrinos com um rumo sempre aberto ainda que nem sempre pareça disponível.

 

Se nem sempre nos dizemos quando falamos, resta dizermo-nos quando peregrinamos.

 

O nosso caminho é a nossa voz.

publicado por Theosfera às 10:45

Hoje, vai haver uma reunião do Conselho de Estado.

 

O Presidente da República falará, depois, ao país.

 

Em princípio, tudo se conjuga para a marcação de eleições.

 

Ainda me resta uma esperança. Um amplo entendimento será mesmo impossível?

 

A atracção por caminhos ínvios parece tornar-se fatal nalguns espíritos.

 

Será que não perceberam que a dicotomia já não é entre partidos, mas entre Portugal e o mundo?

 

Quanto mais nos dividimos, mais nos endividamos.

 

O tempo corre. E não é a nosso favor.

 

Diminui o dinheiro e começa a faltar o tempo.

 

Como é possível que haja partidos a dizer que só em fins de Abril terão um programa?

 

A situação actual não se compadece com lentidões.

 

Depressa e bem, desta vez, tem de haver quem.

publicado por Theosfera às 10:31

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