O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 27 de Março de 2011

O que ontem parecia banal hoje parece quase genial.

 

Não foram apenas alguns espíritos que refinaram a inteligência.

 

É também a mediocridade que faz reluzir, ainda mais, as estrelas que restam.

publicado por Theosfera às 22:59

Portugal está a viver um impasse e a preparar-se para uma longa recessão.

 

Poderá haver mudanças, mas dificilmente haverá diferenças.

 

O que é estranho é que não se defina um rumo.

 

A Oposição assume que não se revê na política actual. Mas tudo indica que não dispõe de grande margem para fazer diferente.

 

Escusado era haver um discurso para dentro e outro para fora.

 

A tranquilidade dos mercados não tranquiliza as pessoas. A tranquilidade das pessoas não tranquiliza os mercados.

 

Para oscilações, já basta as que provêm da realidade.

 

O discurso político devia ter alguma consistência.

 

Não pode variar tanto conforme os dias e os ambientes em que é proferido.

 

Cada época molda os seus líderes. Mas os grandes líderes é que moldam as épocas.

 

Pressentimos que ainda não é desta que teremos alternativa. Mesmo que tenhamos alternância.

 

O mais certo é termos o mesmo pelos mesmos ou o mesmo por outros.

 

Que, ao menos, haja decoro, verdade e sobriedade.

publicado por Theosfera às 22:16

Pelos vistos, já é só mesmo na ausência de títulos que o Sporting se distingue dos seus principais rivais.

 

Quanto ao civismo, deixou de haver qualquer distinção.

 

Eu era dos que pensavam que a compostura estava inscrita na matriz leonina.

 

Mas o que se está a passar pulveriza toda e qualquer réstia de ilusão.

 

A bem dizer, o início deste século vinha prenunciando algo de estranho.

 

É como se de uma autofagia se tratasse.

 

Os insultos gritados esta noite contra o presidente eleito filiam-se no mesmo perfil de actuação que impediu Mourinho de treinar o Sporting, que levou Paulo Bento a deixar de treinar o Sporting e que obrigou José Eduardo Bettencourt a abandonar a presidência do Sporting.

 

Aliás, vale bem a pena reflectir sobre este último caso.

 

Contesta-se Godinho Lopes por ter sido eleito por estreita margem. Mas Bettencourt foi eleito por 90% dos votos e nem isso obstou a que fosse severamente contestado.

 

É tudo muito triste e preocupante. Acresce que estes fenómenos são protagonizados por gente nova.

 

É bom que os mais novos acalentem sonhos. Mas é importante que aprendam a ter paciência, a saber esperar e a respeitar normas.

 

Só  merece ganhar quem sabe perder.

 

Acresce que nem a língua se salva. Como se não bastasse o calão que bolsam, aparece um Português completamente degradado.

 

Ainda agora, surge um comunicado onde se lê: «Houveram inconformidades»! Houveram...

 

Quando falta humildade, começa a faltar tudo o resto.

 

É claro que tudo será remediado se a bola entrar com mais frequência nas balizas dos adversários.

 

Mas há coisas que não se decidem no campo. Nem nas bancadas. Nem nas ruas.

 

A educação e o respeito são o maior património. Nenhum troféu os iguala.

 

Serenidade precisa-se!

publicado por Theosfera às 19:58

Até quando irá durar a longa noite sportinguista?

 

Não há vitória desportiva que apague a penosa derrota cívica que a noite passada desferiu no palco dos pesadelos leoninos.

 

Será que um triunfo valerá tamanho destempero?

publicado por Theosfera às 12:57

Jesus aposta na pessoa.

 

Abre caminhos.

 

Adorar a Deus não é tanto uma questão de lugar. É uma atitude do coração.

 

Os verdadeiros adoradores são os que adoram em espírito e verdade.

publicado por Theosfera às 06:06

Pensávamos nós que a Oposição chumbara o PEC porque ia longe demais na dureza.

 

Acontece que o líder do PSD vem dizer que a reprovação se deve ao facto de tal PEC não ir suficientemente longe na austeridade.

 

O discurso político está a ser muito oscilante, com rotações constantes, guinadas imprevisíveis e uma geometria excessivamente variável.

 

Esperam-nos tempos difíceis, sem dúvida.

 

Urge reflectir bastante. E inflectir depressa.

 

A realidade muda. E o discurso parece mudar também.

publicado por Theosfera às 06:02

Enquanto vulcão de emoções habitualmente reprimidas, o desporto acaba por ser um retrato da sociedade.

 

E, neste capítulo, o Sporting pode ser visto como um espelho de alguma degradação da sociedade portuguesa.

 

Outrora, este clube era conhecido pela compostura dos seus dirigentes, atletas e adeptos. O seu civismo manifestava-se, particularmente, mas horas de adversidade.

 

De há uns tempos para cá, tudo tem vindo a mudar.

 

A campanha para a presidência do clube foi marcada por uma agressividade inesperada entre os candidatos e por uma violência inaudita entre simpatizantes.

 

Basta olhar para alguns comentários que circulam nos diversos espaços informativos. Até parecia que o adversário morava em casa.

 

Ontem, houve eleições. A contagem de votos demorou. Foi anunciado um vencedor. Terá sido pedida uma nova recontagem. Foi indicado um outro triunfador.

 

É natural que a euforia e a desilusão mudem de campo. Muita coisa pode explicar alguma amargura. Mas nada justifica o desacato e o insulto.

 

Percebe-se que a comunicação social goste de trabalhar por antecipação. Mas, diante de um ambiente efervescente, a prudência era recomendada.

 

Durante horas, um vencedor era dado como certo. Sucede que a informação oficial diz que nunca houve dúvidas quanto aos resultados. A demora destes terá ficado a dever-se ao processo.

 

As imagens desta noite irão, seguramente, marcar a actualidade deste domingo chuvoso.

 

O Sporting tem vindo a perder muito. Já não nem o civismo lhe restará?

publicado por Theosfera às 05:55

A Bíblia pode ser vista como uma longa palavra com 73 sílabas.

 

46 são soletradas no Antigo Testamento e 27 são entoadas no Novo Testamento.

 

Em relação à imagem de Deus, muitas dessas sílabas são completamente átonas. Quase O desfiguram. Basta pensar no Terror de Isaac, assim Deus é apresentado numa passagem genesíaca.

 

Entre desfiguramentos e aproximações, vamos gaguejando, sílaba a sílaba, até chegar a Lucas.

 

Aqui encontramos a sílaba tónica.

 

Deus não castiga. Deus não condena. Deus abraça. Deus festeja.

 

Deus não é um polícia a escrutinar os nossos erros. Deus é o Pai que Se alegra com o nosso bem.

 

Deus é misericórdia.

 

A maior festa não é quando se dá o encontro. É quando ocorre o reencontro após o desencontro.

 

Porque é tão difícil, então, pronunciar devidamente a sílaba tónica?

 

Porque é que, ainda hoje, continua a prevalecer a linguagem do castigo sobre a cultura da bondade, da compaixão e do amor?

publicado por Theosfera às 00:00

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