O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Esta não é hora de marcar diferenças. Este é o momento de juntar esforços.

 

Será que só a classe política não entende o espírito deste tempo?

publicado por Theosfera às 11:57

O ateísmo não é apenas uma confrontação. Pode ser visto, acima de tudo, como um estímulo e um convite à purificação.

 

Não percamos de vista que, no princípio, muitos cristãos foram vistos como ateus. Recusavam-se a aceitar toda e qualquer imagem da divindade. Por isso, muitos foram perseguidos e mortos.

 

É meritória a iniciativa da Santa Sé ao promover encontros com não crentes. Escutar as razões do não ajuda-nos, como já reconhecia Karl Rahner, a melhor aprofundar as razões do nosso sim.

 

Mas é importante que tudo isto seja transportado para o quotidiano. Que a Igreja aposte na escuta humilde. E que pense se não são muitas das atitudes que ocorrem no seu seio que espicaçam o ateísmo de outros.

 

Estudando um pouco a tipologia da descrença, facilmente concluímos que o problema não é tanto Deus. São as religões.

 

Chamam-se estes encontros «Pátio dos Gentios». A raiz é bíblica. Mas talvez a opção não seja a mais feliz.

 

Em relação a Deus, ninguém é gentio. Todos são próximos. Incluindo os que consideram estar longe. E que, por vezes, até podem estar mais perto do que aqueles que se julgam próximos.

 

Eis um juízo que tem de ficar mesmo para Deus. Só Ele sabe quem capta melhor o Seu mistério. E reproduz mais claramente a Sua bondade.

publicado por Theosfera às 11:54

Barack Obama foi visitar o seu túmulo e exaltou o seu exemplo.

 

A ONU criou mesmo um dia internacional, a 24 de Março, para acentuar a importância dos direitos humanos.

 

A humanidade, a partir dos seus mais altos dirigentes, curva-se, pois, perante a figura de D. Óscar Romero.

 

A que se deverá o prolongado silêncio da Igreja?

 

Há quem avente explicações de teor ideológico, alegando que se o bispo tivesse sido morto por alguém da esquerda, já teria sido beatificado.

 

Não quero ir por aí. E, aliás, o mais importante é sentir que D. Óscar está no Céu e permanece no Povo. Pois ele próprio foi céu para os mais desprotegidos do seu povo.

 

A santidade decorre não da relação com uma instituição, mas da identificação com Jesus Cristo.

 

E isso foi conseguido por D. Óscar. Na vida. E na morte.

 

S. Óscar, desperta-nos do longo torpor em que nos deixámos atolar.

 

Dá-nos um pouco da tua compaixão pelos pobres.

 

E torna-nos solidários com os mais pequenos.

publicado por Theosfera às 11:46

Muito estranho (e sobretudo deveras perigoso) o que está a acontecer em Portugal.

 

Entre o mau e o péssimo, a opção parece assustadoramente clara. Há quem, em nosso nome, nos esteja a guiar para as imediações faiscantes do abismo.

 

O panorama já não era bom. A cada dia que passa, parece piorar. Basta verificar a descida de Portugal nas agências de notação financeira.

 

A teimosia de uns e a pressa de outros prestaram um serviço inqualificável à comunidade. Ainda por cima, era tudo tão previsível e, por isso, tão evitável.

 

Descodificando um pouco a questão do PEC, não se percebe que a sua discussão nos tenha trazido para aqui.

 

A Europa (ou quem, nela, dispõe do dinheiro) impôs determinadas condições. Seria necessário cumprir as metas do défice. Isto só se consegue diminuindo a despesa e aumentando a receita. Uma vez que a economia teima em não crescer, a alternativa é aumentar os impostos ou, então, congelar e diminuir os salários e as prestações sociais.

 

Basicamente, era esta a proposta do Governo.

 

Não dispondo, porém, de maioria e achando que cumprir as metas do défice é fundamental, porque é que não se mostrou aberto a alternativas?

 

Do chumbo do PEC não decorre, necessariamente, a demissão do Governo. Esta é uma opção política. Respeitável, mas bastante temerária.

 

E a oposição, não aquiescendo às medidas do PEC, porque é que não propôs outras? Porque é que recusou toda e qualquer negociação?

 

O que é mais aflitivo é que o líder do maior partido da oposição já veio avisar que, em caso de formar Governo, não exclui a possibilidade de aumentar impostos.

 

Isto significa que, na substância, a situação não se alterará muito.

 

Lá fora, como se tem visto, é muito difícil perceber a nossa situação, a ligeireza com que somos dirigidos e uma certa irresponsabilidade que subjaz a determinadas atitudes.

 

Que adianta dizer que somos soberanos se precisamos dos outros para sobreviver?

 

Aliás, há um aspecto que deveria ser equacionado. Os trabalhadores portugueses são apreciados em todo o mundo. A sua capacidade é exaltada. E a sua produtividade é reconhecida. Isso não explicará que o problema reside, em grande parte, na forma como somos governados em Portugal?

 

Espanta também que os olhos já estejam focados no futuro, isto é, nas eleições. Olhar para o futuro é importante. Mas o melhor tributo que se pode oferecer ao futuro é a nossa responsabilidade no presente.

 

O caminho que estamos a trilhar é ínvio, quase intransitável.

 

Fala-se do país, mas só pensa no poder.

publicado por Theosfera às 10:57

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