O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Não há praticamente ninguém que não tenha ficado surpreendido com o discurso de Cavaco Silva no último Domingo.

 

Todos se sentem à vontade para o criticar. Mas será que alguém tem legitimidade para o censurar?

 

Não reproduziu Cavaco o que é prática corrente na nossa sociedade?

 

Não está a nossa vida (in)cívica afectada pelo azedume e pelo rancor?

 

Já o Mestre dos mestres nos avisara que é fácil olhar para o argueiro que está na vista dos outros, descurando a trave que se encontra na nossa.

 

Nem sempre gostamos de nos ver ao espelho. Porque ali esteve o nosso retrato, como o estivera, aliás, no decurso da campanha.

 

É certo que se trata do supremo magistrado da nação.

 

Mas também é verdade que, mesmo em cargos excepcionais, temos de nos habituar a ter homens comuns.

 

O tempo dos homens excepcionais parece ter passado.

 

É hora de voltar a página. Olhemos em frente. O trabalho é ingente. Todos são indispensáveis.

 

O futuro é obra de todos. 

publicado por Theosfera às 20:28

É no mundo que o homem vive. É no homem que o mundo fala.

 

Xavier Zubiri chamou a atenção para esta ressonância ecóica do mundo no homem.

 

É claro que o mundo não fala do mesmo modo a todos os homens. É por isso que o mesmo Zubiri fala do universo como pluriverso.

 

A realidade acaba por ser a miríade de percepções que dela temos. O mundo são as visitações que nos faz a cada instante.

 

Em cada homem subsiste a humanidade inteira.

 

A humanidade não pode descansar enquanto um só homem sofrer, enquanto um só homem passar fome, enquanto um só homem for explorado.

 

Atentar contra um homem é, pois, atentar contra a humanidade.

 

Respeitar um só homem é (contribuir para) dignificar a humanidade toda.

publicado por Theosfera às 14:15

Um jovem de dezasseis anos mata o pai em Portugal.

 

Um adolescente de treze anos mata a mulher do pai nos Estados Unidos.

 

É arrepiante. É assustador. E não pode deixar de ser interpelante.

 

Como é que a idade de todos os sonhos pode desencadear o turbilhão dos piores pesadelos?

 

Como é que a manhã da existência pode dar lugar ao crepúsculo da vida?

 

Não tenho respostas. Sobram-me perguntas inquietantes.

 

Que está a ocorrer nos nossos lares, para alojarem tantas toneladas de ódio?

 

A vida de quem foi morto não terá nada que ver com a morte de quem matou?

 

Ninguém tem o direito de julgar. Todos temos o dever de reflectir.

 

Por este (des)caminho, a humanidade não vai longe.

 

O essencial para o futuro não se decide nas praças nem nas bolsas. Decide-se no coração de cada ser humano.

 

E há amostras que não são nada animadoras...

publicado por Theosfera às 11:40

Os Estados Unidos são um país e um laboratório de experiências.

 

Os seus rituais impressionam o mundo. Entre o espanto e a estupefacção, a humanidade converte-se numa espectadora atenta.

 

Obama foi a um Congresso que passou a ser hostil. A maioria é republicana e não democrata.

 

As visões são diferentes e os campos parecem demarcados.

 

Mas os deputados estavam mesclados em sinal de solidariedade para com uma congressista ferida num recente (e injustificável) tiroteio.

 

Michelle Obama convidou os cidadãos comuns para estarem presentes.

 

E, depois, o discurso.

 

Sabe-se que Obama é um bom tribuno. Muito melhor tribuno que actuante (ou actante, como dizem alguns semiólogos).

 

Mostrou-se determinado em vencer as dificuldades.

 

Tentou infundir ânimo a uma nação preocupada.

 

Procurou mostrar que a China não porá em causa o estatuto dos Estados Unidos.

 

Estamos diante de um paradoxo.

 

No fundo, Obama acabou por reconhecer à China o papel de potência mais que emergente.

 

A China não sai da cabeça dos americanos.

publicado por Theosfera às 11:30

«Haverá alturas em que nada podemos fazer para impedir a injustiça, mas nunca poderá haver uma altura em que desistimos de protestar».

Assim escreveu (magistral e magnificamente) Ellie Wiesel.

publicado por Theosfera às 11:18

Ao ler isto, lembrei-me de Mark Twain, quando desabafou que a notícia da sua morte estava manifestamente exagerada.

 

É claro que, um dia, ela acabou por ocorrer.

 

Vivo em Lamego e que, eu saiba, não está a nevar.

 

É provável que a neve acabe por cair.

 

É possível que, em algum ponto do concelho, já esteja a derramar-se sobre a terra.

 

Mas, por aqui, apenas o cinzento das nuvens. À espera do branco da neve?

publicado por Theosfera às 11:13

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