O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Em si mesmo, o mal não tem consistência. O mal é carência de bem ou, como adverte Walter Kasper, transtorno de ser.

 

A natureza é boa. Mas, por vezes, transtorna-se e mata. Com fúria e em série.

 

No Rio de Janeiro, as chuvas já fizeram mais de 40 mortos. Na Austrália, as inundações assumem proporções dantescas.

 

A natureza humana nasce tatuada pela bondade. Mas, não raramente, é assaltada pela maldade.

 

O que está a ser dissecado a partir de Nova Iorque não é caso isolado.

 

O que é bom não está imune ao contágio do mal.

 

Há que estar prevenido.

 

O mal é devastador.  A maldade é fatal.

 

 

publicado por Theosfera às 16:35

Morreu um homem bom, culto e afável e pouca atenção foi dispensada. E, no entanto, ele ajudou-nos a viver num país livre e democrático.

 

O silenciamento da morte de Vítor Alves parece (diria ironicamente) um acto de censura generalizada. Da censura que o 25 de Abril, em que ele participou, eliminou.

 

O país está suspenso do que nos é dito acerca do homicídio de Carlos Castro.

 

Como era de prever, os julgamentos são constantes.

 

Tudo é trágico nisto, inclusive nas doses contínuas de informação.

 

Há duas tragédias e duas vítimas.

 

A um roubaram a vida. A outro estragaram o futuro.

 

Nada justifica este crime. Mas haverá muito a explicar este desenlace.

 

A esta hora, não deveríamos estar apenas a comentar a jusante o que se passou. Deveríamos, acima de tudo, reflectir a montante sobre opções que tomamos e cujo desfecho não conseguimos imaginar. 

 

Não seria mais proveitoso um pacto de silêncio para meditar no rumo da nossa existência pessoal e colectiva?

publicado por Theosfera às 11:54

Há um ano, acordávamos com a notícia de um terramoto no Haiti.

 

Muito foi feito. Dizem-nos que ainda há muito por fazer.

 

A solidariedade não pode prescrever.

 

Não nos dispersemos em futilidades que, quase sempre, desaguam em oceanos de tragédia.

 

Esta obsessão na escalpelização de crimes até ao tutano que pedagogia exerce?

 

Façamos desfilar algo de positivo pelos ecrãs da televisão.

 

A vida é tão breve. E pode ser tão bela. Povoemo-la com o melhor que se vai fazendo.

publicado por Theosfera às 11:13

É uma das sensações mais impressivas que a idade nos fornece.

 

Vamos passando por lugares e as pessoas que lhes estavam associadas já lá não estão.

 

Um livro permanece. Podemos sempre relê-lo.

 

Uma pessoa também não passa. Podemos sempre recordá-la.

 

Mas é doloroso não poder senti-la, escutá-la.

 

As pessoas de bem fazem sempre falta.

 

É certo que não morrem. Nós é que vamos morrendo com elas.

 

O que somos deve-se, em grande medida, ao que elas foram.

 

O resto é o rasto.

 

Nunca estamos preparados para a morte.

 

Que estejamos sempre mobilizados para melhorar a vida.

 

Quando morre uma pessoa de bem, fica a colheita. Que fique também a semente.

 

O terreno não parece muito arável. Mas é sempre possível vencer as adversidades.

 

Cada vez estou mais persuadido de que, na hora que passa, as grandes referências não estão na televisão, nos jornais, nem na net.

 

É na rua que as encontramos.

 

São espécies raras. Devemos estimá-las. E conservar, religiosamente, o seu exemplo.

publicado por Theosfera às 11:06

Vinicius acertou em cheio quando disse que «a vida é feita de encontros, mas há tantos desencontros na vida».

 

A experiência mostra que, muitas vezes, é na morte que juntamos mais gente e coleccionamos mais encómios.

 

Tudo tende a ser póstumo, hoje em dia: a presença, o elogio, a emoção.

 

Não seria possível antecipar, um pouco que fosse, o que se propende a postecipar?

 

Que, ao menos, subsista a autenticidade.

 

Zubiri percebeu todo este encadeamento de emoções quando, prestes a finar-se, exarou: «Vive-se sozinho e morre-se sozinho».

 

Depois da morte, tudo chove em catadupa.

 

É bom que se marque presença depois da morte. É melhor que se esteja presente durante a vida.

 

 

publicado por Theosfera às 10:59

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