O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Ele há coisas que não se explicam.

 

Hoje, passei ao lado da Gráfica de Lamego, mas não precisava de comprar nada.

 

Resolvi, no entanto, entrar só para cumprimentar as pessoas que lá trabalham.

 

Acabo de saber que o senhor António Mendes Guerra faleceu.

 

Penso que foi ao fim do dia.

 

Mais um homem bom e um bom amigo que parte.

 

Deus já o recebeu, seguramente. Fica, porém, uma saudade imensa.

publicado por Theosfera às 22:34

Um português reconhecido como melhor do mundo é sempre motivo de contentamento.

 

Numa altura em que a nossa auto-estima está tão debilitada, eis um tónico precioso.

 

A personalidade de José Mourinho é complexa.

 

É forte em tudo, menos na humildade.

 

Por onde passa, ele está no centro. Mas também é verdade que não seca o talento que à sua volta flutua.

 

Com ele, todos brilham.

 

Veja-se Cristiano Ronaldo. Sempre foi bom. Mas nunca pareceu render tanto como agora.

 

Parabéns.

publicado por Theosfera às 20:58

A era do vazio não nos atira, necessariamente, para o vácuo. Faz pior: expõe-nos ao risco da destruição.

 

O vazio é, acima de tudo, um processo, um processo de esvaziamento.

 

Lipovetsky deixou antever, numa célebre trilogia, que a era do vazio é dominada pelo império do efémero e marcada pelo crepúsculo do dever.

 

É assim que o esvaziamento acaba por redundar numa substituição.

 

O universo de referências e o quadro de valores que teceram a nossa civilização estão a esfarelar-se rápida e estrepitosamente.

 

O que prevalece é a desconstrução, a destruição.

 

Quanto mais trágica é a destruição, mais dissecada ela se torna aos olhos de todos.

 

O caso BPN saiu (por momentos?) do prime time por causa do homicídio de um jornalista em Nova Iorque.

 

O ingrediente é comum: suspeita, intriga.

 

Mas a dimensão é maior: sangue, violência, sexo, morte.

 

É tudo trágico. Mas tudo nos é servido ao jeito do espectáculo.

 

Já não somos cidadãos? Não passamos de meros consumidores?

 

 

publicado por Theosfera às 13:52

No mundo ideal, ninguém chama seu ao que lhe pertence.

 

No mundo ideal, todos têm acesso a tudo.

 

No mundo ideal, há de tudo menos dinheiro nem bancos.

 

No mundo ideal, também não há forças policiais, nem assaltos, nem mendigos.

 

No mundo ideal, não há usura nem avareza.

 

No mundo ideal, quem necessita de comer vai ao mercado e leva o que precisa.

 

No mundo ideal, quem necessita de vestir vai ao pronto-a-vestir e leva o que precisa.

 

No mundo ideal, quem necessita de saúde vai ao hospital e à farmácia e leva o que precisa.

 

No mundo ideal, quem necessita de aprender vai à escola e leva educação.

 

No mundo ideal, quem necessita de habitação sabe que dispõe de uma casa.

 

Nu mundo ideal, todos contribuem segundo as suas capacidades e cada um recebe segundo as suas necessidades. 

 

No mundo ideal, ninguém precisa de acumular porque sabe que nada lhe faltará.

 

No mundo ideal, as pessoas não trocam bens por dinheiro.

 

No mundo ideal, as pessoas permutam serviços.

 

No mundo ideal, o bem de cada um é a norma para todos.

 

No mundo ideal, é inconcebível que alguém fique privado do que precisa só porque não tem dinheiro ou que alguém se deleite com o supérfluo só porque tem muito dinheiro.

 

No mundo ideal, ninguém controla ninguém porque a confiança é a regra.

 

No mundo ideal, cada um dá o que pode e faz o que deve.

 

No mundo ideal, as pessoas não vêem qualquer utilidade no dinheiro.

 

Pena é que isto se passe apenas no mundo ideal. Pena é que isto não passe para o mundo real.

 

O problema está, pois, no mundo real.

 

O problema é que impedimos que o ideal se torne real.

 

O problema é que, em vez de ser o ideal a iluminar o real, acaba por ser o real a obscurecer o ideal.

 

O problema é que, no mundo real, o dinheiro manda e comanda.

 

Quem tem dinheiro tem (quase) tudo. Quem não tem dinheiro não tem (praticamente) nada.

 

O problema é que, mesmo em democracia, o dinheiro exerce uma cruel ditadura.

 

O dinheiro não pede opinião. Dita as suas leis.

 

Não liga muito à justiça. Faz muitos excluídos. Só assegura a (suposta) felicidade de alguns.

 

Será que o mundo vai acabar sem que ponhamos fim a este jugo?

publicado por Theosfera às 10:30

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