O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

Agora, que a noite já começa a cair, há uma neblina que, mansamente, se apodera da alma. Esconjura o desespero, mas não afasta a melancolia.

 

Há uma correria pelas ruas e uma mulitdão de viaturas pelas estradas.

 

Esta é uma noite que antecipa a grande tempestade que se prepara.

 

Há sorrisos que timidamente se desenham nos rostos, embora não cheguem a cair na profundidade da alma.

 

A tristeza, por hoje, fica à porta. Ela tem muito tempo para nos embalar.

 

Ainda temos de lhe agradecer, à tristeza, porque, ao menos, ela nos acompanha. Já a alegria parece que nos abandonou.

 

Creio, porém, que um raio de sol há-de vencer a espessura das nuvens.

 

Uma noite serena que consiga alavancar um tempo de paz, condimentado com muita saúde e sempre temperado com bondade.

 

Eis o que desejo. Para todos. Para si.

publicado por Theosfera às 16:42

Portugal está na situação em que se encontra por causa da classe política ou por causa dos cidadãos?

 

Salomonicamente, a resposta é imediata.

 

Porém, o ano que amanhã começa poderá ajudar a perceber um pouco mais a interacção entre estes dois pólos.

 

Conseguirá a classe política melhorar a vida dos cidadãos? E conseguirão os cidadãos ajudar a melhorar a qualidade da classe política?

 

A classe política é como é por causa dos cidadãos? Os cidadãos são como são por causa da classe política?

 

É certo que a classe política emerge da sociedade. Funciona, pois, como um seu espelho.

 

Mas também é verdade que a sociedade está muito condicionada pela classe política.

 

A crise actual deve-se muito à forma como o país tem sido conduzido.

 

E o pior é que se pressente uma anemia e uma espécie de torpor em todos os sectores da sociedade.

 

Há uma mudança preambular a incrementar: a mudança de mentalidades, de cultura, de ética.

 

Uma sociedade madura produzirá uma classe política diferente.

 

O panorama actual não é animador. Mas há caminhos. Não desistamos do país. Não abdiquemos de nós.

 

 

publicado por Theosfera às 11:58

O novo ano pode não ser o melhor. Mas nós podemos ser melhores no ano novo.

 

O ano será novo não porque o tempo avança, mas porque a vida pode mudar.

 

A sua amizade é um tesouro que muito prezo e que transporto para o novo ano e para toda a vida.

 

Muita paz para todos.

 

Abraço amigo. Do fundo do coração.

publicado por Theosfera às 10:59

Politólogos, psicólogos e sociólogos estão desconcertados.

 

Como é que a situação que o país vive não está a provocar manifestações em massa, greves com força e protestos em série?

 

É por demais sabido que as realizações que ainda se vêem são tudo menos espontâneas. São organizadas por instituições, designadamente sindicatos. Têm de ser preparadas com muita antecedência. O impacto é, notoriamente, inferior ao de antanho.

 

Por muito menos já se promoveram acções muito mais ruidosas.

 

Que se passa, então? Porque é que, com uma situação pior, o povo se mostra tão desmobilizado?

 

Há muitas explicações doutas e, sem dúvida, pertinentes.

 

Subsistem, quanto a mim, três leituras.

 

A primeira, e a mais optimista, é que a população está mais madura e prefere o diálogo ao protesto. Não creio, porém, que seja aquilo que se está a verificar.

 

A segunda hipótese, que será a mais pertinente, é que as pessoas estão tão desalentadas que já nem para protestar encontram forças. Não acreditam no poder nem na oposição. Sentem-se a colapsar a partir do fundo.

 

Sobra, entretanto, uma terceira leitura, porventura a mais emergente.

 

Se repararmos bem, a pequena criminalidade está a aumentar. Os assaltos estão a crescer. Já não só de noite. Também de dia, a qualquer hora, haja ou não vigilância. O desespero dá boleia à anarquia. É impossível ignorar o significado de tudo isto.

 

O desnorte é tal que as pessoas já não se juntam para denunciar. O outro não é para convocar. É, crescentemente, para eliminar.

 

O problema é que o alvo já não é sequer o potencial culpado. Começa a ser, cada vez mais, o inocente.

 

Eis o sintoma que esta contracultura está a pôr a descoberto.

 

A tendência já não é sequer para actuar contra o outro. É, cada vez mais, para viver sem o outro.

 

Devíamos pensar nisto. É importante reflectir. E urgente inflectir.

 

Quando o egoísmo insufla a violência, o resultado não pode ser animador.

 

A ausência de acções de rua não nos devia, pois, deixar tranquilos. Há muito desespero alojado nas almas. Quando explodir, os danos poderão ser devastadores. Os estilhaços já se fazem ouvir. Com estrondo! 

 

 

publicado por Theosfera às 10:45

A vida, queiramo-lo ou não, é uma permanente interlocução com a morte.

 

Afinal, já sabemos o desfecho. A morte não convence, mas vence.

 

Além da imortalidade para quem parte, subsiste o rasto para quem fica.

 

Há quem se dê por inteiro e tenha de esperar pela morte para ter o reconhecimento devido.

 

Há quem experimente a mais cruel das solidões: a da ausência, a da ingratidão.

 

Ainda bem que Deus vê o que muitos teimam em não olhar.

 

O bem compensa por si mesmo. Mas aquela presença que não chega na hora própria abre uma ferida na alma que dificilmente cicatriza.

 

Porquê guardar para tarde o que deveria ser oferecido mais cedo?

publicado por Theosfera às 10:44

Confesso que não é este o género de passagem de ano que mais me agrada.

 

Tanto desperdício e folguedo. Tanto ruído e tanta agitação.

 

Chamam a isto alegria e diversão. Mas receio que tudo não passe de uma monumental evasão.

 

Não há ambiente de meditação. Não há clima de oração. Deus é o grande esquecido nestes momentos.  

 

Uma grande noite de oração tinha todo o sentido.

 

 Penaliza-me ver tanta futilidade numa altura tão significativa para as pessoas.

 

Estamo-nos a demitir de ser sal, fermento e luz?

publicado por Theosfera às 00:02

Neste dia, é habitual, à guisa de balanço, indicar qual terá sido o acontecimento do ano.

 

Pois, pela minha modesta parte, queria dizer que o acontecimento do ano é o facto de tanta gente (sobre)viver com tão poucos recursos e com tão reduzidos apoios.

 

Com escolas longe de casa e com hospitais distantes da terra, ainda haver gente (e alegria, apesar de tudo) neste interior é de realçar.

 

Para mim, é o acontecimento do ano. Mais que um acontecimento, é um verdadeiro milagre.

 

Daí que a figura do ano seja o cidadão anónimo, esquecido e abandonado deste interior.

 

Amanhã será melhor. Não por ser ano novo, mas pela vitalidade renovada que as pessoas mostram.

 

Já agora, ao receberes o novo ano, não te embriagues com vinho; embebeda-te, antes, de esperança!

 

Que o Senhor te abençoe, Irmão. Obrigado pela tua vida. Obrigado pelo teu testemunho. Tu és um dom de Deus.

 

Muita paz! Até sempre!

publicado por Theosfera às 00:01

Pressinto que a festa de logo à noite tem mais sabor a evasão do que a celebração.

 

As pessoas querem, sobretudo, esquecer por instantes as agruras de um quotidiano inclemente.

 

A paisagem das almas ressuma abatimento. O esgar dos rostos denuncia melancolia.

 

O meu coração fica apertado e condoído, solidário e impotente.

 

Nestas últimas horas do ano, parece que está a haver mais uma vaga de despedimentos.

 

As pessoas já sabiam que os salários iriam baixar e o custo de vida subir. Agora, muitas são confrontadas com o desemprego.

 

Não se vislumbra bonança para os próximos tempos.

 

A tempestade pode ter feito uma pausa no exterior, mas há temporal com fartura no interior.

 

O poder sufoca as empresas. As empresas não aguentam e despedem.

 

2010 vai-se embora. Não deixa saudades. Deixa, sim, uma herança. Uma herança pesada. Quase insuportável.

 

Mas não esganemos a esperança.

publicado por Theosfera às 00:00

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