O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010

Pelos vistos, nem no Natal a luta política amortece. Continuam as insinuações, os ataques, as insídias, as tropelias.

 

Façamos, ao menos, um compasso de espera. Não para desistir. Mas para reflectir, inflectir.

 

Muita paz no Senhor.

publicado por Theosfera às 22:53

Creio, Senhor, que vieste ao mundo

e que no mundo permaneces.

Tu estás em toda a parte,

estás no Homem,

estás na Vida,

estás na História,

estás no Pequeno,

estás no Pobre.

 

Hoje como ontem,

permaneces quase imperceptível.

Há quem continue a procurar-Te no fausto,

na ostentação,

na majestade.

 

Tu desconcertas-nos completamente

e surpreendes-nos a cada instante.

És inesperado

e estás sempre à nossa espera.

 

Os momentos podem ser duros.

O abandono pode chegar

e a rejeição pode asfixiar-nos.

 

Tu, porém, não faltas.

Estás sempre presente.

Estás simplesmente.

 

Creio, Senhor,

que é na simplicidade que nos visitas

e na humildade que nos encontras.

 

Converte-nos à Tua bondade,

inunda-nos com o Teu amor,

afaga-nos na Tua paz.

 

Obrigado, Senhor, pelo Teu constante Advento.

Parabéns, Senhor, pelo Teu eterno Natal!

publicado por Theosfera às 22:50

«Nunca é demasiado tarde para seres aquilo que deverias ter sido».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) George Sand.

publicado por Theosfera às 22:48

«A Terra é apenas um país e o género humano os seus cidadãos».

 

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«Oh Deus, refresca e alegra o meu espírito. Purifica o meu coração. Ilumina os meus poderes. Em Tuas mãos confio todos os meus interesses. És o meu guia e o meu refúgio. Não mais se apossarão de mim a tristeza e ansiedade e sim o contentamento e a alegria».
publicado por Theosfera às 22:42

É belo o rosto de Deus nas imagens que os homens tecem.

 

É mais belo ainda a imagem de Deus na face das próprias pessoas. Cada ser humano é um oásis divino!

publicado por Theosfera às 22:33

Vejo a palavra. Vejo os presentes. Vejo as luzes. Vejo as correrias. Vejo a chuva. E vejo o frio. Só não vejo o Natal.

 

Às vezes, até sou tentado a esquecer que é Natal.

 

Falta justiça. Falta carácter. Falta autenticidade. Falta encanto.

 

Há muita hipocrisia. Há demasiada superficialidade. Há excessivos interesses. E há não pequenas instrumentalizações.

 

Não sei porquê. Há qualquer coisa que se vai apagando. E há muita coisa que vai doendo.

 

O Natal é, sem dúvida, contagiante. Mas a palavra Natal em certos lábios provoca um calafrio mais frio que o próprio frio. É que há vidas que não sabem a Natal. Há vidas que negam o Natal.

 

Falar sobre o Natal não custa. Viver o Natal é que é importante.

 

O Natal não se diz com os lábios. O Natal é um poema que se declama com a vida.

 

É nos pequenos, nas pessoas verdadeiras e nos corações puros que eu vejo brilhar a estrela de Natal.

 

 

 

publicado por Theosfera às 22:24

1. Eu sei que está exausto e apressado. A crise não dá tréguas e as preocupações não permitem qualquer descanso.

  

Sei que a sua vida não tem sido fácil nos últimos anos. E sei também que os problemas se têm avolumado nos últimos tempos.

 

Sei ainda que não fez todas as compras de Natal e o dinheiro já escasseia, mesmo contando com o subsídio extra.

 

Dá para ver que continua sensível ao encanto desta quadra, mas o seu pensamento já está voltado para as dificuldades que se avizinham.

 

Não quer refrear a alegria dos seus familiares, mas é impossível passar ao lado do ambiente que se vive. O seu rosto deixa antever um certo pesar. E, no fundo, o seu coração está um pouco só.

 

Peço-lhe, por isso, apenas dois ou três minutos de atenção.

 

 

2. Queria que pensasse em alguém que veio ter consigo. Que veio há muito tempo, mesmo antes de o caro leitor ter nascido.

 

Esse alguém nunca deixou de pensar em si, no seu bem-estar, na sua tranquilidade, na sua felicidade.

 

Apareceu no mundo na mais absoluta humildade e no mais comovente despojamento.

 

Não teve palácios, não ambicionou poder nem coleccionou glórias humanas.

 

Preocupou-se somente com os outros. Consigo também.

 

Foi alguém muito humano. Ensinou-nos a magna lição da bondade e deixou-nos, como imperativo indelével, o mandamento do amor.

 

Chamou-lhe mandamento novo certamente porque poucos o tinham experimentado.

 

Hoje continua a não ser velho porque muitos continuam a esquecer-se de o pôr em prática.

 

Esse alguém só fez bem. Mesmo assim, não foi poupado a incompreensões.

 

Também às pessoas boas acontecem coisas más. É triste. É injusto. Mas é verdade.

 

 

3. Ele veio para ficar. Ele foi de ontem, é de hoje e será de sempre.

 

Não perde actualidade. Está no seu coração, na nossa vida, no nosso mundo, no nosso tempo.

 

A sua imagem está esculpida em todo o ser humano. A sua cátedra é a humildade.

 

 A sua permanente lição é a de uma humanidade sem limites. Ele vem em cada Homem.

   

Ele mantém-se no nosso coração. Ele quer transformar o nosso destino pessoal e a nossa história colectiva.

 

 

4. Já sabe de quem se trata. É Ele mesmo. É de Jesus que lhe falo.

 

Mas o seu nome é também o seu nome.

 

Ele nasceu há dois mil anos. Numa noite muito fria. Numa noite muito bela.

 

Ele continua, porém, a renascer. Permanece na nossa história. E habita na nossa vida. Na sua também.

 

Na noite de sexta para sábado não deixe de pensar nisto.

 

Seja feliz. Procure fazer alguém feliz.

 

E tenha um feliz Natal!

 

publicado por Theosfera às 14:48

Era importante que a nossa aproximação ao Natal não se quedasse pela superfície. Era mesmo necessário que aterrasse na profundidade.

 

O Natal encerra uma força enorme e transporta uma energia imensa. Ele mostra que é possível conjugar o que há de mais diferente. Se o céu e a terra se tocam, se o divino assume o humano até às suas entranhas, há que retirar todas as ilações.

 

Urge integrar as diferenças, assumir a identidade do outro até à sua espessura mais íntima. O Natal é incompatível com uma cultura da distância. Se Deus vem até ao Homem, é fundamental que nos disponhamos a ir ao encontro do outro, a acolhê-lo.

 

A paz é mesmo possível. A reconciliação não será impossível.

publicado por Theosfera às 11:05

É mau, muito mau, que se aproveite a pobreza (e, pior, a pessoa dos pobres) para qualquer género de aproveitamento. Mas não é menos mau ignorar o problema.

 

A pobreza existe. É fundamental trazê-la para o centro do debate.

 

O que me parece bastante grave é que se faça dos pobres arma de arremesso e instrumento de ataque político.

 

É certo que, a fazer fé na máxima de Clausewitz, a política é uma forma de guerra, embora uma forma não sangrenta.

 

Mas há limites.

 

Acresce que nunca podemos julgar ninguém. Se as pessoas fazem algo pelos pobres, é natural que a comunicação social se faça eco dessas acções.

 

Se há exibicionismo, é péssimo. A pobreza já é suficientemente estigmatizante para que alguém se arrogue no direito de subir à custa de quem é massacrado por ela.

 

Às vezes, o despudor não tem limites.

 

Não nos vangloriemos do que se faz. Mas também não ataquemos quem faz ou tenta fazer.

 

E a erradicação da pobreza faz-se pelo apoio directo às suas vítimas e também pela denúnica das situações que a provocam.

 

Como alguém escreveu, «mais grave que aproveitar a pobreza para fazer política é aproveitar a política para fazer pobreza».

 

Uma coisa é certa. A pobreza não nos pode mobilizar apenas no Natal.

 

O Natal acontece todos os dias. A pobreza também.

publicado por Theosfera às 10:55

Aproveitemos este ano para nos despedirmos do Português. Pelo menos do Português tal como o conhecemos e fomos cultivando. A partir de Setembro, parece que vamos ter de nos habituar ao Brasileiro.

 

Eu sei que isto pode ser um simplismo, quiçá uma boutade. Mas que a mudança em curso na nossa língua é muito diferente das mudanças anteriores, é uma evidência que salta à vista.

 

Não vou repetir o que aqui já escrevi. Creio que não houve debate antes da decisão. Vamos ter de usar, sem consentimento nosso, uma nova língua. No fundo, é isso.

publicado por Theosfera às 10:51

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