O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

O belo tem muitas visitações, mas consegue surpreender-nos, quase sempre, de um modo discreto, entre o afável e o sublime.

 

A sala de espectáculos estava apenas composta. O concerto merecia mais, justificava muito mais.

 

Mas quem se deslocou sentiu-se lubrificado por dentro.

 

Solo voces é um grupo de Lugo, que se dedica à interpretação de música gregoriana, percorrendo várias fases e múltiplas temáticas.

 

O belo, aqui, não está apenas no conteúdo. Sobressai também na forma.

 

O concerto fluiu com simplicidade, que é, sem dúvida, a grande armadura do encanto.

 

A alma sente-se compensada quando a qualidade é oferecida sem mácula.

 

Nesta noite, a arte foi servida em doses generosas. Não houve dieta de beleza.

 

 

publicado por Theosfera às 23:13

Essencial ler (e meditar) dois notáveis textos neste sábado que começou soalheiro, mas que já está tingido de cinzento: Bagão Félix no Público e José Manuel dos Santos no Expresso Actual.

 

Não estamos preparados para os tempos que aí vêm. E nem sequer sabemos o modo como havemos de sair deles.

 

A falsidade está a converter-se em cânon, à força de tanta insistência e despudor.

 

As palavras que nos avisam nada resolvem. Apenas parecem aprofundar o torpor.

 

José Manuel dos Santos, luminoso como sempre, atinge o zénite: «O pior é ouvir os que são réus a falarem como juízes». No fundo, «as vozes erguem-se para proclamar o óbvio e baixam-se para murmurar o absurdo. As palavras levantam-se para afirmar o injusto e caem para gaguejar o inútil».

 

A vozearia que atordoa e a escrita que nos polui estão «sempre do lado da morte. A monstruosidade quer mais monstruosidade e a avidez exige mais avidez. Todos apontam o dedo a todos, todos desviam o olhar de todos, mas todos se fazem com todos. Os culpados de ontem são os inocentes de hoje e os inocentes de hoje serão os culpados de amanhã».

 

Este é o domingo da alegria. E o certo é que, apesar das agruras deste tempo soturno, ainda se descortinam clareiras de riso. Para fora, pelo menos.

 

Mas quem tem coragem de assumir que é preciso mudar?

publicado por Theosfera às 15:56

Para haver decisão, tem de haver reflexão.

 

Para haver reflexão, tem de haver silêncio.

 

Para haver silêncio, tem de haver recolhimento.

 

Para haver recolhimento, temos de entrar dentro de nós mesmos.

 

Há quanto tempo não visitamos este (nosso) santuário interior?

 

Vivemos de um modo cada vez mais ex-cêntrico, longe do centro da nossa interioridade.

publicado por Theosfera às 15:28

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