O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Hoje é o Dia dos Direitos do Homem.

 

Assinala-se o aniversário da declaração universal, ocorrida neste dia em 1948.

 

O Prémio Nobel da Paz vai ser atribuído, mas, porventura, nunca será recebido.

 

O dissidente chinês continua encarcerado.

 

A China criou um prémio alternativo confiando-o ao patrocínio de Confúcio.

 

E ainda houve países que se solidarizaram com a China, não estando presentes na cerimónia de Oslo. 

 

Notamos, assim, que os direitos humanos ainda subsistem como uma miragem em muitas partes do mundo. Há quem seja reprimido pelo que diz, pelo que faz, pelo que pensa e até só por existir, por ser.

 

Para lá dos casos mais cruéis, há muitas outras situações preocupantes. Não há país ou instituição que tenha as mãos completamente limpas neste capítulo.

 

A cultura dos direitos humanos emerge, portanto, como uma prioridade. Ela só pode desenvolver-se a partir de uma correspondente cultura dos deveres.

 

Os direitos de todos têm de ser deveres para cada um.

 

Hoje, os direitos continuam ameaçados no exterior (pela respressão) e no interior (pelo egoísmo).

 

Penso em tanta gente espezinhada, explorada, ofendida, manietada. Penso também em tantas vozes que se deveriam erguer e permanecem caladas.

 

Creio, porém, que, como diz um Salmo de Advento, a paz e a justiça se hão-de abraçar. Tudo mudará.

 

Ainda viverei para ver? Se não vir aqui, hei-de ver de lá!

publicado por Theosfera às 10:49

Meu Deus, meu Deus, por que permitis que tantos sejam abandonados?

publicado por Theosfera às 10:48

«A amizade tem três vidas: nasce na alma de quem a dá; permanece no coração de quem a recebe e fica na memória de quem a sabe estimar».

Assim escreveu (pura e magnificamente) Elisabete Santos.

publicado por Theosfera às 10:47

O nome por que é conhecida já diz tudo (não dizendo nada) acerca do quadro de referências e de valores que nos são impostos.

 

Lady Gaga vai estar em Portugal.

 

Parece que o seu nome arrasta multidões, além de um séquito volumoso: nada menos que 34 camiões.

 

O que mais impressiona é verificar como, numa jovem de 24 anos, já nada existe de natural, de espontâneo, de puro. Tudo, nesta figura, é fabricado, é construído, colado. Tudo cheira a artificial.

 

Nem o nome é o dela. É todo o mundo que está nela. É toda esta subcultura que a domina por completo. É toda a anticultura que alicerça o seu êxito, mas que revela também o seu (e nosso) vazio.

 

Perturbador é sentir que não falta quem se reveja nestes ídolos. É que, ao contrário do ícone (que aponta para outro), o ídolo aponta para si.

 

O mundo do espectáculo e da moda acaba por constituir uma montra do estado a que chegamos: a mediocridade, o deslumbramento, a vaidade, o nada.

 

Não se vislumbra qualidade, beleza, autenticidade. Tudo é fingido. Tudo é gritado. Tudo é agitado.

 

E ainda há multidões que correm atrás destes modelos! Será o abismo que nos espera?

 

Quero acreditar que uma luz há-de brilhar. Há muito bem a ser semeado.

 

O problema é que os holofotes estão na direcção errada. Só nos mostram o que pouco vale.

publicado por Theosfera às 10:39

Há qualquer coisa de problemático nas festas de Natal que, por esta altura, assomam já aos ecrãs da televisão.

 

Descontando as campanhas de solidariedade, sempre meritórias, há ali ingredientes que nada têm de natalícios.

 

Eis um sinal dos tempos. As pessoas falam dos outros, mas passam o tempo a exibir-se e, ainda por cima, com futilidades revestidas de grotesco que configuram um preocupante mau gosto.

 

Que saudades do tempo em que as pessoas que apareciam na comunicação social primavam pela compostura e por uma nobre sobriedade!

 

Há coisas que vamos perdendo naquilo que vamos conquistando. É preciso ter a coragem de ser diferente.

 

Respeitando a liberdade de cada um, é perturbador verificar a forma caricata como as pessoas se vestem ou se (des)penteiam, o modo como falam ou gritam e a maneira como se deslumbram consigo mesmos.

 

Até no mais ínfimo pormenor, a decadência nos visita. A construção assume, quase sempre, a feição de uma desconstrução.

 

Ontem à noite, vi uma cena que julgo ser reveladora. O que não fizeram alguns actores por terem obtido um prémio vulgar na sequência de um programa banalíssimo!

 

Razão tem, pois, Michael Cunninghan quando fala da dieta do belo que, hoje em dia, percorre grande parte da expressão artística.

 

Desvalorizamos a filosofia (o amor do saber) e estamos a defenestrar a filocalia (o amor da beleza).

 

As próprias músicas que vão passando nas ditas festas de Natal são de uma pobreza assustadora. Mas o que mais impressiona é a falta de humildade. É o tom de voz.

 

Digo isto com pena. Preocupa-me o presente e aflige-me o futuro. Deveras.

publicado por Theosfera às 10:32

Escreveu Séneca: «Ninguém ama a sua terra porque é grande, mas porque é sua».

 

A minha terra é o mundo; a minha pátria é a humanidade. Só posso amar toda a gente e gostar de toda a terra.

 

Pode parecer um relativismo ou falta de bairrismo. Estou, contudo, cada vez mais seguro de que, como disse um dia Shimon Peres, «a terra é sagrada, mas a vida é mais».

 

 Amo, pois, a vida. A minha porque é minha. E a dos outros, porque é igualmente minha!

 

Não fazemos todos parte uns dos outros? Não nos pertencemos todos uns aos outros?

publicado por Theosfera às 10:28

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