O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 28 de Novembro de 2010

Quando, modestamente, alguém faz o que deve, é que começa a ser mais criticado, mais hostilizado.

 

Alternativa? Fazer o que não se deve? É claro que não terá o menor problema. Será até fartamente vitoriado.

 

 Mas a consciência impede. Antes vituperado por causa do dever do que vitoriado por causa da violação do dever.

 

 Somos servos inúteis. Só fazemos o que devíamos fazer. E quando não fazemos o que devemos?

publicado por Theosfera às 18:39

Como será estar contente?

Lançar os olhos em volta,

moderado e complacente,

e tratar com toda a gente

sem tristeza nem revolta?

Sentir-se um homem feliz,

satisfeito com o que sente,

com o que pensa e com o que diz?

Como será estar contente?

publicado por Theosfera às 18:37

Karl Jaspers alertava que o começo da filosofia vem com o espanto.

 

Já os antigos o notavam. Platão e Aristóteles chamavam a atenção para a importância da admiração.

 

Hoje, faz falta o espanto, a admiração, a contemplação, o olhar para o horizonte ilimitado.

 

É a partir de uma certa estranheza que nos entranhamos na procura.

 

E o que é estranho vai-se entranhando em nós, vai-se tornando familiar.

 

O Advento e o Natal são uma oportunidade para crescermos na capacidade de admirar.

 

As coisas não são só para dominar, para controlar.

 

Acima de tudo, o mundo (embora não o pareça) é uma obra muito bela, com segredos ainda por desvendar.

publicado por Theosfera às 18:33

As grandes fricções na Igreja têm, quase sempre, como epicentro o poder.

 

Ora, isto é totalmente espúrio e indevido.

 

Jesus corporiza a prioridade do serviço e a recusa do poder.

 

A pertença a Jesus vem pelo baptismo. Há em cada discípulo, na sua acção quotidiana, uma autonomia cristónoma, que dispensa tutelas.

 

O próprio Concílio Vaticano II consagra, como carisma dos fiéis leigos, a acção no mundo.

 

A relação é estruturante. A interacção é edificante. A tutela pode ser uma condicionante.

 

Cristo está presente em cada um. Apoiar é importante. Tutelar é menorizar, é não confiar.

 

O Espírito, afinal, sopra onde quer. E não está dominado por ninguém.

publicado por Theosfera às 18:26

No Advento já é Natal.

 

No Natal continua a ser Advento.

 

É Advento no Natal porque o Natal celebra a grande chegada do Senhor Jesus à nossa história, ao nosso mundo, à nossa vida.

 

E é Natal no Advento porque nele o Senhor nasce e renasce.

 

A Eucaristia é o grande Advento e o perene Natal.

 

Creio, Senhor, que vieste ao mundo

e que no mundo permaneces.

 

Tu estás em toda a parte,

estás no Homem,

estás na Vida,

estás na História,

estás no Pequeno,

estás no Pobre.

 

Hoje como ontem,

permaneces quase imperceptível.

 

Há quem continue a procurar-Te no fausto,

na ostentação,

na majestade.

 

Tu desconcertas-nos completamente

e surpreendes-nos a cada instante.

 

És inesperado

e estás sempre à nossa espera.

 

Os momentos podem ser duros.

 

O abandono pode chegar

e a rejeição pode asfixiar-nos.

 

Tu, porém, não faltas.

 

Estás sempre presente.

Estás simplesmente.

 

Creio, Senhor,

que é na simplicidade que nos visitas

e na humildade que nos encontras.

 

Converte-nos à Tua bondade,

inunda-nos com o Teu amor,

afaga-nos na Tua paz.

 

Obrigado, Senhor, pelo Teu constante Advento.

 

Parabéns, Senhor, pelo Teu eterno Natal!

publicado por Theosfera às 00:02

«O Advento é o tempo da quietude. Mas muitos vivem-no como tempo agitado e barulhento. As pessoas correm pelas lojas, para fazer as compras de Natal. É preciso buscar a quietude para Deus entrar em nós. Sem quietude não daremos conta da vinda de Deus. não ouviremos o Seu bater à porta do nosso coração».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Anselm Grün.

publicado por Theosfera às 00:01

Vigiar é a atitude de alguém quem espera e prepara a chegada de Alguém.
 
Não decorre de um qualquer instinto inspectivo, controlador.
 
Não andamos na vida a vigiar os outros, mas antes de mais a vigiarmo-nos a nós mesmos.
 
Advento é vinda. Mas como virá Aquele que nós esquecemos, Aquele que nós teimamos em ignorar?
 
Quando consentiremos que a luz brilhe?

O advento convida-nos à vigilância, ao cuidado, à atenção, à esperança.

 

Não esqueçamos o advento de cada evento. O Senhor veio (encarnação), o Senhor virá (parusia) e o Senhor vem (no presente).

 

Acolhamo-Lo sempre.

publicado por Theosfera às 00:00

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