O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

Numa altura em que todos temos temos de abdicar de muito (alguns de tudo), é espantoso que o Estado aparente manter a sua agenda e até acolha eventos dispendiosos.

 

A cimeira da Nato, que já estão a apelidar de histórica antes do seu início, podia decorrer em muitos países.

 

Portugal quis acolher o acontecimento. Mas numa altura destas, a despesa não poderia ser encaminhada para as situações aflitivas que estamos a viver?

 

Já se fala em 11 milhões de euros de investimento. E, depois, ao cidadão comum é difícil perceber a necessidade de uma organização com este aparato.

 

A melhor defesa da sociedade é a promoção da justiça.

 

publicado por Theosfera às 23:03

O que faz a grandeza não é a altura nem a exposição. É a sua alma, a sua credibilidade, a sua acutilância.

 

Nélson Mandela é um dos homens em que até a voz parece imortal, eterna.

 

No ano em que completou o 90º aniversário, abundam trabalhos biográficos sobre esta personalidade de primeira grandeza.

 

As suas palavras foram amassadas em dor e tornaram-se, por isso, oráculos imperdíveis: «A bondade humana é uma chama que pode ser escondida, mas jamais extinta».

publicado por Theosfera às 22:45

A política é filha da moral, dizia Kant.

 

Enquanto a política não for comandada pela moral, será descomandada pelos interesses.

 

Como a satisfação dos interesses é insaciável, a ansiedade apodera-se dos espíritos e mingua o bom senso.

 

Há quem defenda, a todo o custo, a convocação de novas eleições.

 

Ou seja, para muitos, a alternativa ao caos é o espectáculo.

 

Será que estão esgotadas todas as possibilidades no actual quadro parlamentar?

 

Há quem diga que um novo primeiro-ministro só tem legitimidade com eleições.

 

Isso não é bem assim.

 

As eleições são, formalmente, para a escolha não do prmeiro-ministro, mas dos deputados.

 

Se os deputados são eleitos por quatro anos, não poderão, ao longo deste tempo, perscrutar as melhores propostas para o país?

 

Creio que precisamos muito de maturidade na nossa vida cívica e na nossa vida política.

 

Seria ler bom não apenas relatórios nem panfletos. Era bom ler sobretudo Platão, Tomas Morus, Kant, Antero de Quental e António Sérgio entre outros.

 

Há muita técnica. Mas há muito pouca sabedoria. 

publicado por Theosfera às 13:56

Quem quiser seguir seriamente Jesus Cristo sabe que tem de contar com dois tipos de adversidade: com ataques e com seduções.

 

Aqueles são duros, mas são facilmente identificáveis. Estes tornam-se, aparentemente, aliciantes, mas, no fundo, são mais perigosos.

 

 Isto, aliás, vem desde sempre. O Apocalipse fala da mulher que se prepara para ser mãe e, logo a seguir, do dragão que se prepara para devorar o filho assim que nasça.

 

 S. Gregório Magno, nos célebres Comentários sobre o livro de Job, alude a isso mesmo. E recomenda: em relação aos ataques, «e preciso responder com o escudo da paciência; relativamente às seduções, urge responder com os dardos da verdade».

 

 Urge, pois, estar de atalaia à guisa da sentinela. Os ataques provêm de todo o lado: de fora e, não poucas vezes, de dentro.

 

 Quanto às seduções, elas têm o íman do veneno: atraem, mas matam. Muitas vezes, surgem, esplendorosas, sob a forma de elogios. Excelsa-se, por exemplo, a discrição (o que, em si, é bom porque o protagonismo é de Deus) como (pouco) subtil convite a não incomodar, a não perturbar.

 

 Temos, sem dúvida, de acolher, de escutar. Mas cabe-nos também falar. E o mesmo S. Gregório Magno tanto se penitenciava das vezes em que devia ficar calado e falou como das vezes em que devia falar e ficou falado.

 

 É claro que, em tudo isto, as fronteiras são ténues. Mas, deixando-nos conduzir por Cristo, tudo se conseguirá!

publicado por Theosfera às 10:26

A Espanha é a melhor equipa do mundo. Portugal venceu a Espanha. Logo, Portugal é a melhor equipa do mundo.

 

Eis como uma apressada lógica silogística está a atravessar o inconsciente lusitano, oferecendo lampejos de felicidade nesta manhã de outono a inclinar-se já para a inclemência invernosa.

 

Os portugueses bem precisam de injecções de ânimo e vitaminas de auto-estima.

 

Talento e capacidade sobram por cá. Mas o que leva ao êxito não é o brilho de uma noite. É a persistência de uma vida.

 

Uma adenda: Vicente del Bosque é mesmo um senhor, uma excelente pessoa. Alguém que sabe perder com esta dignidade saberá sempre ganhar. Por isso é que a Espanha ganha tanto. Malgré ontem à noite...

 

 

publicado por Theosfera às 10:16

Afinal, ainda há epopeias. Não já com caravelas pelo mar, mas com uma bola a desfilar por um estádio em transe.

 

O que faz uma bola! Ou, melhor, o que determinadas pessoas sabem fazer com uma bola!

 

Há dias, ou noites, em que a bola é manuseada à guisa de um pincel. E dos pés dos jogadores saem verdadeiras obras de arte.

 

É sabido que a Espanha pratica um futebol sedutor. A bola não é chutada. É acarinhada, oleada de pé para pé com uma cadência que galvaniza a equipa e como que adormece os adversários.

 

Ontem, Portugal, que também possui bons executantes, não se esqueceu da arte. Mas resolveu imprimir velocidade.

 

Resultado. A Espanha jogou como (quase) sempre. Portugal actuou como (quase) nunca.

 

O nosso problema, e não é só no futebol, é precisamente a inconstância.

 

Não nos falta capacidade, nem engenho. Mas temos sempre um pequeno contencioso com a perseverança.

 

Ontem foi uma noite de sonho e ninguém dormiu.

 

O problema é que, daqui a umas horas, a realidade dar-nos-á um forte abanão.

 

Ontem, Portugal foi melhor. Hoje, a Espanha está melhor.

 

Um jogo ajuda a esquecer. Mas há sempre a realidade que se encarrega de nos lembrar.

 

Aprendamos com o jogo de ontem. Apareçam líderes que motivem. Capacidade e talento é coisa que não falta por cá.

 

E, afinal, até não será impossível melhorar em pouco tempo. Ontem, viu-se que depressa e bem ainda há quem...

publicado por Theosfera às 00:00

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