O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Se há quem se diga ateu, Nietzsche terá levado o seu ateísmo a um grau supino de ferocidade nihilista.

 

Mas nem Nietzsche deixou de falar com Aquele que combatia. No fundo, Torga é que estava certo ao confessar: «Deus. O pesadelo dos meus dias. Tive sempre a coragem de O negar, mas nunca a força para O esquecer».

 

 Eis, então, a oração composta por Nietzsche:

 

 Antes de prosseguir o meu caminho e de lançar o meu olhar para a frente, elevo as minhas mãos na direcção de Quem fujo.

 Teu sou, embora, até ao presente, me tenha associado aos sacrílegos.

Teu sou, não obstante os laços que me puxam para o abismo.

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servir-Te.

Eu quero conhecer-Te, Desconhecido..

 Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.

 Tu, o Incompreensível, mas meu semelhante, quero conhecer-Te, quero servir-Te.

Só a Ti!

publicado por Theosfera às 12:02

A tendência é crescente.

 

Hoje em dia, quando alguém quer triunfar, não se limita a definir um objectivo. Aponta também um alvo.

 

Quando se escreve, quando se fala e quando se age, repararmos bem, o alvo está sempre presente.

 

Mais do que trilhar um caminho, o que se pretende é atingir o alvo.

 

É por isso que as pessoas se mobilizam, acima de tudo, contra alguém.

 

Só que isto é um perigo.

 

Na hora que passa, é necessário juntar vozes e agregar esforços.

 

O país precisa de todos.

 

A grande coligação pode ser mesmo a solução. Não para tudo. Mas, pelo menos, para já.

publicado por Theosfera às 11:58

Respeito, mas, com o máximo respeito, não posso concordar.

 

Tem, nos últimos dias, revivescido o discurso, por parte de altas figuras eclesiásticas, da sociedade sem Deus.

 

Desde logo, não se pode confundir Deus com a Igreja. O problema de muitos, a montante de qualquer razoabilidade da sua posição, não é com Deus; é com a Igreja.

 

Ainda recentemente, Mário Soares assumiu ter passado do ateísmo para o agnosticismo. E o motivo por não ter aderido à fé foi, na sua sua óptica, a proximidade da Igreja com o Estado Novo.

 

Porventura, este juízo nem é justo. Houve muita gente na Igreja que se demarcou e pagou um preço elevado por isso. O próprio Cardeal Cerejeira, amigo de Salazar, muitas vezes dissentiu dele. Discretamente, sem dúvida, mas dissentiu.

 

Releve-se, porém, a base. O juízo pode não ser justo, mas é um sinal.

 

As pessoas mantêm uma profunda ligação a Deus. O recente livro de John Micklethwait e Adrian Wooldrige aí está para o demonstrar. Aqui se documenta, por exemplo, que o domínio da China não é só no plano económico e comercial. Começa a ser também no plano religioso.

 

Só que há um indicador a que não se pode desatender. O crescimento do Cristianismo na China não ocorre apenas pelas igrejas. Verifica-se também à margem das igrejas. Há um número cada vez maior de cristãos a reunir-se em casas particulares.

 

Agora, vir dizer que vivemos numa sociedade sem Deus é mesmo sinal de que não estamos atentos nem a Deus nem á sociedade.

 

A procura até aumentou. E nem o ateísmo está completamente à margem. Zubiri anotava que o ateísmo acaba por ser uma relação com Deus pela via da negação. Negação, mas relação.

 

O que acontece é que a relação com Deus está a fazer-se, crescentemente, longe das igrejas. Sobretudo na Europa.

 

Isto não será um sinal a ter em conta?

publicado por Theosfera às 11:46

A história é tecida de contradições.

 

Veneramos o consenso, mas a experiência mostra que o mundo avança por rupturas.

 

Algum país nasceu na sequência de uma negociação pacífica?

 

Talvez fosse por isso que Agostinho da Silva se declarava avesso à ortodoxia e à heterodoxia. Para ele, só o paradoxo.

 

António José Saraiva era ainda mais contundente, afirmando-se totalmente a-doxo.

 

Como sair então do impasse? Como conjugar o que parece estar a milhas de qualquer conjugação?

 

Só há um caminho: a firmeza serena.

 

Jesus é aquele que pega no chicote e expulsa os vendilhões. E repare-se que Hitler, oportunisticamente, aproveitou logo para elogiar esta página do Evangelho. Só que em nenhum lado se diz que Jesus tenha acertado em alguém.

 

Mas Jesus é também aquele que, mesmo em legítima defesa, não aprova Pedro quando este agride um dos soldados que O prendeu.

 

No primeiro caso, está em causa um valor supremo: a relação com Deus. No segundo caso, está em causa um valor fundamental: o respeito pela dignidade humana. Mesmo pela daqueles que não a honram.

 

Há, pois, uma terceira via. E Gandhi ilustra-a belamente. É possível lutar pela mudança sem recorrer à violência.

 

Os maiores revolucionários são os não violentos, os pacíficos.

publicado por Theosfera às 11:11

Talvez esta seja uma notícia que não passe de um rodapé.

 

No elenco das doenças é possível que não figure o abandono.

 

Mas o abandono pode ser uma doença. E doença letal.

 

Ontem, em Tondela, um idoso morreu em sua casa. Queimado. Só.

publicado por Theosfera às 11:09

Se calhar, não há palavras a mais na vida política portuguesa. Se calhar, até há palavras a menos.

 

O problema é que há um ruído excessivo em torno das mesmas palavras. Como crise. Como dívida. Como recessão. Como interesses.

 

Há palavras que fazem falta. Muita falta. Como a palavra esperança. Como a palavra alento. Como a palavra coragem. Como a palavra serenidade. Como a palavra luz.

publicado por Theosfera às 11:07

«Os homens sábios falam porque têm alguma coisa para dizer; os tontos falam porque têm que dizer alguma coisa».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Platão.

publicado por Theosfera às 11:04

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