O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Novembro de 2010

A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos. 
 
Mas ricos sem riqueza.

Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.

Rico é quem possui meios de produção.

Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.

 Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.


A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos «ricos».


Aquilo que têm, não detêm.

Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.

É produto de roubo e de negociatas.

Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados.

Necessitavam de forças policiais à altura.

Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.

Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem ...
 

publicado por Theosfera às 21:13

Jesus tem, neste Domingo, uma mensagem de alento num contexto de adversidade.

 

Fala de guerras, de terramotos. E é nesse cambiente que entrevê uma oportunidade. Uma oportunidade de libertação. Uma oportunidade para o testemunho.

 

Nem tudo está perdido quando muito se perde.

 

Já estamos nos últimos tempos desde há muito.

 

Cristo é o último, o total, o definitivo, o perene.

publicado por Theosfera às 16:27

Finalmente, houve um consenso global no mundo do futebol. Se há tanto dinheiro para o futebol, ele será reencaminhado para o grande combate do momento: o combate contra a fome.

 

Nem mais uma contratação milionária enquanto houver uma única pessoa com fome. E o problema é que não há só uma. Há mil milhões.

 

 Todos aceitaram ter menos, esbanjar menos. E, por incrível que pareça, todos se sentiram felizes. Há, na verdade, muito mais alegria em dar do que em receber.

 

 O mundo acordou. Ainda bem. Estamos no limiar da era da justiça.

 

 Foi, então, que os meus olhos se abriram e passearam, manhã cedo, pelos jornais. A realidade era bem diferente. Os milhões para os mesmos. E a fome para os de sempre. Até quando?

publicado por Theosfera às 14:00

Tudo pode estar bem quando todos nos condenam. E tudo pode estar (muito) mal quando todos nos elogiam.

 

Cristo altera tudo. Ele não condena. Só salva e liberta.

 

Porquê hesitar então em aderir à Sua mensagem?

 

A Palavra que Ele pregou está aí, à nossa disposição.

 

O Senhor é liberdade, uma liberdade com sentido e horizonte.

 

N'Ele todas as correntes caem, todas as cadeias tombam.

 

Com Ele a salvação está em ti.

publicado por Theosfera às 13:55

Se a administração central tem de ser reformada, a administração local não pode deixar de ser reestruturada.

 

É estranho que, desde há mais de 150 anos, ela permaneça praticamente inamovível, apesar das revoluções.

 

Num país com tantas vias de comunicação e a viver tamanhas dificuldades, será que precisamos de um tão elevado número de estruturas: governos civis, direcções regionais, câmaras com pouco mais de mil munícipes, juntas para escassas dezenas de fregueses?

 

Ainda por cima, há coisas que fazem pensar. Nem com esta proliferação de órgãos locais foi possível manter as escolas nas freguesias ou serviços fundamentais nos municípios.

 

É, pois, importante que se reflicta com serenidade e racionalidade, apontando sempre para o vértice de toda a discussão: o bem comum.

 

Toda a gente sabe que, na hora da mudança, haverá protestos. Mas será sempre assim.

 

Porque é que não se vai pensando, de modo sereno e equilibrado, num novo reordenamento?

 

Há instâncias que se sobrepõem. Por vezes, o cidadão não sabe a quem recorrer. As atribuições chegam a ser muito vagas. E as verbas lá se vão (des)gastando...

publicado por Theosfera às 13:44

Do que mais precisamos é de confiança, de criatividade e de inovação.

 

Como compreender, por exemplo, que, sendo Portugal um país com uma zona marítima muito superior à sua zona terrestre, não se aproveite mais (e melhor) as potencialidades do mar? Parece que, ultimamente, a sensibilidade está a aumentar. Eis, pois, um filão a explorar e um potencial a optimzar.

 

Depois, não deslustra aprender com os melhores. E propunha que atendêssemos a quatro casos concretos: Brasil, Noruega, Béligca e Espanha.

 

Desde há uns anos, Portugal fez da sua geografia uma fatalidade mais que uma opção. Portugal está na Europa, mas porque é que há-de circunscrever-se à Europa?

 

O Brasil (juntamente com toda a América Latina) estava em crise há bem pouco tempo. Foi possível, não obstante, superar a situação em pouco tempo. Porque não estudar bem o caso do Brasil?

 

Falo, depois, da Noruega porque é um país da nossa dimensão e com uma população muito menor. Mantém uma economia pujante e uma ética inatacável. Relacionada com todo o mundo, optou por ser soberana nas suas escolhas. Não pertence à União Europeia nem aderiu ao euro. Há um caminho, uma direcção, um rumo.

 

Mas a Bélgica também merece a nossa atenção. Como é que um país que está há sete meses à espera de um governo e que ameaça desintegrar-se apresenta indicadores económicos saudáveis? Não será um sinal de vitalidade da sociedade civil?

 

Por fim, a Espanha. Não está bem. Mas aguenta-se melhor que nós. Como é o país que está mais perto, a interacção é mais fácil. Basta, pois, olhar para o lado.

 

Entretando, lá vamos estendendo a mão. Agora, até a Timor-Leste fomos pedir que compre títulos ds nossa vida pública. E, uma vez mais, os pobres são os primeiros a ajudar os que para a pobreza caminham...

publicado por Theosfera às 13:31

Quem pede sacrifícios tem de dar o exemplo. Numa altura em que os nossos governantes nos pedem tantas restrições e em que tantas empresas fecham, como entender a contratação, nos últimos tempos, de um tão elevado número de assessores?

 

Não quero entrar pelo moralismo fácil nem por uma demagogia primária, mas a investigação do DN dá que pensar.

 

Desde que foram anunciadas as medidas de austeridade, o Governo já fez 270 nomeações para cargos no Governo e na administração directa e indirecta do Estado.

 

O anúncio do PEC III - que apela à contenção da despesa pública - foi há cerca de mês e meio, o que dá uma média de 180 nomeações/mês, um valor muito superior aos primeiros anos de José Sócrates à frente do País, período em que foram nomeados mensalmente cerca de 100 funcionários.

 

Apesar de, entre 2005 e 2007, a situação económica não ter sido tão complicada como neste último mês e meio, o Executivo tem feito, em termos proporcionais, mais nomeações desde 29 de Setembro do que no início do seu primeiro mandato.

 

Na altura, 2373 pessoas foram contratadas em 24 meses.

 

A causa deste elevado volume de nomeações, publicadas em Diário da República desde que foram anunciadas as medidas de austeridade, são contratações para os mais variados organismos públicos tutelados pelos 15 ministérios.

 

Desde inspecções e direcções-gerais, passando por institutos públicos, não há um único ministério que nestes últimos tempos não tenha feito pelo menos uma nomeação.

 

Das 270 nomeações, 19 delas foram mesmo para gabinetes do Governo.

 

No entanto, contactados pelo DN, os ministérios em causa justificaram a maioria destas contratações (que incluem assessores, adjuntos e até um motorista) com a saída dos quadros que antes ocupavam os cargos.

 

Há, porém, casos que significam mesmo um aumento do encargo com pessoal dos gabinetes. Exemplo disso é uma das explicações dadas por fonte oficial do Ministério das Obras Públicas, que justificou a contratação de mais um trabalhador para o gabinete do secretário de Estado dos Transportes com a «necessidade de reforçar a equipa de assessores face ao volume e complexidade do trabalho específico a desenvolver».

 

Os resultados desta contagem feita pelo DN parecem contrariar o emagrecimento do Estado: nos últimos 30 dias úteis, foram nomeadas nove pessoas por dia. Ou seja: 45 por semana.

 

Isto dá que pensar.

publicado por Theosfera às 13:19

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