O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Parece que, enquanto o Conselho de Estado se reunia, Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga reencontravam-se.

 

Desta vez, os holofotes estavam longe. A discreção sempre é melhor conselheira.

 

É natural que o Conselho Europeu de hoje tenha acentuado a pressão e feito saber o desconforto.

 

O presidente da república vai falar e um acordo vai nascer.

 

Não é o paraíso, mas ao menos escapa-se ao pesadelo.

 

Ainda não será desta que vamos sair do fundo, mas talvez não nos afundemos ainda mais.

 

Em si mesmo, um acordo é sempre de saudar.

 

Vamos olhar em frente e, de uma vez para sempre, concentremo-nos na comunidade e não nos interesses.

publicado por Theosfera às 21:17

Habituei-me a respeitar todos os pontos de vista. Mas há palavras que dói ler e sentimentos impossíveis de aceitar.

 

Não lamentar a morte de alguém ou dar até a entender que se fica contente com um falecimento é algo que me choca.

 

Não é preciso ser crente para ter um mínimo de comedimento nestas horas. Basta ser humano.

 

Se não é possível dizer bem, sobretudo de quem morre, que nos calemos.

 

Os antigos avisavam que a morte pertence ao silêncio. Não é muito. É o mínimo.

 

É por isso que o vi aqui me feriu deveras.

 

Não tenho palavras.

publicado por Theosfera às 16:25

1. Denunciar a injustiça, mas nunca perder a compostura mesmo quando somos injustiçados;

 

2. Nunca elevar o tom de voz; quando a voz é alta, a razão é baixa;

 

 3. Nunca querer mal, mesmo a quem provoca o mal;

 

 4. Nunca simular os pensamentos ou dissimular os sentimentos;

 

 5. Meditar no silêncio aquilo que há-de ser dito em público;

 

 6. Manter sempre a urbanidade mesmo (ou sobretudo) em situações difíceis;

 

7. Ser sempre cordial mesmo (ou sobretudo) com quem é indelicado;

 

 8. Ser sempre autêntico e sincero;

 

 9. Persistir na defesa das convicções;

 

 10. Acreditar que, embora não pareça, a esperança tem sentido e que o bem acabará por vencer.

publicado por Theosfera às 10:39

O adolescente é conhecido por Bruma. E, pelos vistos, o seu futuro mais próximo é por uma bruma que está envolvido.

 

Trata-se de uma bruma de interesses e disputas a que já ninguém reage. E diante da qual já poucos se indignarão.

 

Há um jogador nascido na Guiné e que, com 16 anos, já é desejado pelos maiores clubes do mundo.

 

Nada de especial.

 

O normal, nestes casos, é que se fale com o clube que representa e com ele próprio. Uma vez que se estamos perante um menor, deverá falar-se com os seus pais.

 

Mas isto é o que nós pensamos e consideramos minimamente decente.

 

Ao que parece, há dois empresários (ou agentes FIFA, como agora se diz) que estão a pressionar o jogador, os pais biológicos (que estão na Guiné) e os encarregados de educação (que o acompanham em Lisboa) para que assine um contrato com um clube inglês. Uns asseguram que é o Chelsea. Outros atestam que é o Manchester City.

 

Aqui chegados, confesso que não entendo qual é a necessidade de haver estes intermediários.

 

Os clubes mais ricos não terão dificuldade em contratar os melhores jogadores. O dinheiro é sempre convincente. O problema é que, além da contratação, terão de compensar os tais empresários.

 

Dizem alguns jogadores que, se não fossem os empresários, não teriam chegado tão longe na carreira.

 

Este é um argumento praticamente indigerível. Num mundo globalizado, qualquer jogador, mesmo no país mais recôndito, se torna facilmente conhecido.

 

Não consigo perceber, pois, a necessidade de haver empresários.

 

Mas isto nem sequer é o mais arrepiante.

 

O mais arrepiante é sentir que o futebol, que já tinha a aparência de um comércio, está a transformar-se mum puro negócio. Nele, fala-se de vendas e compras com uma gula assolapada.

 

Acontece que estas transacções incidem sobre seres humanos.

 

É verdade que a imprensa, por vezes, exagera. Mas fica no ar, até pela recorrência do fenómeno, a possibilidade de ser verdade.

 

E, aspecto a reter, veicula-se a informação de forma despojada. Sem qualquer apreciação crítica. Sem o menor apontamento ético. Sem a mais leve demarcação.

 

Assim nos vamos habituando à desumanidade. Com muitos milhões pelo meio...

publicado por Theosfera às 10:22

Porque é que reconhecemos, mais facilmente, o mal que se faz do que o bem que se pratica?

 

E, pior, porque é que propendemos a qualificar como bem o que é mal e a desqualificar como mal o que é bem?

publicado por Theosfera às 10:20

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