O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010

«Há duas coisas que ninguém perdoa: as nossas vitórias e os nossos fracassos».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) Millôr Fernandes.

publicado por Theosfera às 10:50

Confesso que me tem marcado bastante o caso de José Mestre.

 

O seu tumor no rosto pesava mais de cinco quilos!

 

Como é que este ser humano conseguia viver?

 

Finalmente, foi erradicado numa sequência de quatro intervenções.

 

O seu rosto estava tapado. O rosto de muitos também está escondido pela violência, pela duplicidade.

 

José Mestre sofreu não apenas com o tumor. Também sofreu com a insensibilidade de muitos circunstantes, que se metiam com ele.

 

Como é possível?

 

Este caso é uma realidade e funciona como um sinal. Como um sinal do nosso ser e sentir, da nossa decadência, da nossa insensibilidade.

 

O rosto do nosso mundo também tem de extirpar o tumor que o afecta.

publicado por Theosfera às 10:16

Vai longa e promete arrastar-se a conversa sobre o orçamento.

 

A crispação dilata-se e empobrece o diálogo.

 

Regra geral, é sempre assim: quando a voz é alta, a razão é baixa.

 

Os cidadãos começam a interrogar-se sobre o papel do Estado nas suas vidas.

 

É claro que não cabe ao Estado substituir-se às pessoas. Mas o que não pode é asfixiá-las com uma intromissão desmedida.

 

Há uma espécie de contrato em que o cidadão contribui com algo do que recebe e o Estado assegura-lhe muito do que necessita.

 

Sucede que, na hora que passa, o Estado exige cada vez mais e oferece cada vez menos.

 

Ao contrário do que acontece na França, em que as pessoas se revoltam em conjunto, nós, portugueses, vamo-nos desmobilizando nas teias do torpor e do desencanto.

 

Mas esta atitude até pode ser mais pedagógica. Com efeito, mais importante do que explodir (a violência nunca resolve nada) é reflectir.

 

É fundamental que se dê vez às capacidades de tantos. E que dê voz às necessidades de muitos.

 

O Estado está mais magro na sua despesa. Mas, mesmo assim, ainda se encontra bastante obeso na sua estrutura, no seu funcionamento.

 

Magras começam a estar muitas pessoas. O pão começa a escassear em muitos lares.

 

Enquanto não houver o essencial em todas as casas, escusado será entoar loas a qualquer política.

publicado por Theosfera às 10:04

Um quinto das nossas crianças (sobre)vive em condições de pobreza. Pior, há crianças que são abandonadas pelas próprias mães nos hospitais!

 

As relações familiares estão em acelerada mudança, em perturbadora combustão e em perigosa erosão.

 

 Filhos abandonados pelos pais. Pais abandonados pelos filhos. A família está em desestruturação galopante.

 

 Não radicará a desestruturação do mundo na desestruturação da família? Como pensar em resolver as situações mundiais se não nos debruçamos sobre a família?

 

 Já os Sete Sábios diziam que tudo depende do pequeno, inclusive o grande. O macro depende do micro.

 

 Se olharmos para a família como um pequeno mundo, estaremos a contribuir para que o mundo se torne uma grande família.

publicado por Theosfera às 10:03

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