O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 06 de Outubro de 2010

Tenho aprendido a valorizar, cada vez mais, aquilo que poderíamos denominar sacramento da rua.

 

Na verdade, tenho encontrado Deus, com um rosto sofrido, em tantos seres humanos com quem me cruzo na rua.

 

 Encontro Deus, com uma face amorosa, nas praças, nos hospitais, nos lares. Deus está vivo nos pobres, nos esquecidos, nos explorados, nas vítimas da injustiça.

 

 Há tanta gente que está à nossa espera: à espera de um gesto, de um sorriso, de um abraço, de uma mão estendida.

 

 Há tanta gente à espera de uma palavra, mesmo que essa palavra não ultrapasse as fronteiras de um silêncio solidário.

 

 É preciso descer as escadas. É urgente viver a vida das pessoas. É imperioso estar onde está Deus. E alguém pode negar que Deus (também) está na rua?

 

 Quem se dispõe a acolhê-Lo?

publicado por Theosfera às 10:28

Um membro da Cartuxa, quando passa por outro, não diz bom dia nem boa tarde. Simplesmente, não diz nada.

 

Não se trata de descortesia. Trata-se de uma via.

 

Temos de respeitar quem opta por ela.

 

Neste dia de S. Bruno, fundador da Cartuxa, importa perceber que a vida é tecida de muitos tons.

 

A solidão, por estranho que pareça, não deixa de ser um caminho, uma forma de relação.

 

Aliás, não falta quem diga que nunca estamos tão sós como no meio da multidão. É aqui que mais se grita. É aqui que menos se escuta.

 

S. Bruno não era um frustrado. Tinha uma carreira preenchida e apreciada.

 

Mas descobriu que o seu horizonte era outro.

 

Às vezes, é preciso interromper, sair, deixar.

 

A solidão nem sempre nos desvia. Ela pode levar-nos à redescoberta da verdade sobre nós. E da verdade sobre os outros.

 

A variedade da existência é, realmente, surpreendente. E poderosamente desconcertante.

publicado por Theosfera às 10:23

A insatisfação é um eco que se estende desde há anos.

 

Uma revolução foi feita e um regime caiu por causa da insatisfação reinante.

 

Nem os mais apaniguados da monarquia se mobilizaram. À excepção de uns poucos, a indiferença foi, como notou Teixeira de Sousa, o sentimento geral.

 

Cem anos depois, o sentimento é semelhante. A insatisfação permanece.

 

Ninguém pensa pegar em armas. Ainda bem. Mas poucos também vislumbram um horizonte radioso.

 

Suspira-se pelo diferente e insiste-se no mesmo.

 

Fala-se muito da cidadania (uma palavra cara ao vocabulário republicano), mas quando aparece alguém de fora, a primeira reacção é que não tem experiência.

 

É preciso abrir caminhos a outros. É, pelo menos, necessário não tapar os atalhos que restam.

publicado por Theosfera às 10:17

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