O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

A humanidade fecha-se a Deus, alguém disse ontem, uma vez mais.

 

Uma vez mais também, reafirmo que não é isso que sinto.

 

O que sinto é que a humanidade continua aberta a Deus do mesmo modo que Deus continua aberto à humanidade.

 

O afastamento da humanidade não é em relação a Deus. Seguramente.

publicado por Theosfera às 11:58

A Teologia diz respeito ao que há de mais envolvente e apaixonante na vida. Porque, ao ser (tentativa de) discurso sobre Deus, torna-se (tentativa de) discurso sobre a vida, o homem, o mundo.

 

A atmosfera é sempre uma teosfera que religa o que, aparentemente, está mais distante: o céu e a terra, a eternidade e o tempo, a morte e a vida. Nada se dilui nem dissolve. Tudo se integra e acolhe.

 

A Teologia pertence pois ao que há de mais englobante. Mobiliza a razão, mas não descarta a emoção. Faz-se Teologia a escrever. Mas pratica-se Teologia (sobretudo) a rezar, a sofrer e também a chorar.

 

Ela é, verdadeiramente, scientia amoris (ciência do amor). No amor está tudo. Por isso é que ele nunca acaba.

 

Temos é de o tornar presente a partir do seu cume, a partir da Cruz, donde ele escorre, a jorros, pelo mundo inteiro. Enfim, a Teologia é tudo. E tudo é Teologia.

publicado por Theosfera às 10:39

É a crise que provoca a desesperança ou é a desesperança que provoca a crise?

 

Assim sendo, que importa fazer primeiro: vencer a crise para recuperar a esperança ou recuperar a esperança para vencer a crise?

 

 Não esqueçamos o legado de Teillard: «O futuro pertencerá àqueles que derem ao mundo um pouco de esperança». Um pouco que seja já é bom, muito bom.

 

 O crente tem de ser um esbanjador de esperança. E a Teologia terá de se posicionar, cada vez mais, como docta spes (douta esperança), como spes quaerens intellectus (a esperança que se procura entender, que se procura dizer).

publicado por Theosfera às 10:37

Krónos e Kairós são duas palavras diferentes para tentar dizer o mesmo: o tempo.

 

Krónos é cruel. Filho de Urano e de Gaia, libertou os irmãos do ventre da terra, tornando-se o chefe dos titãs. Receando, porém, um sucessor humano, devorou os seus próprios filhos. Apenas o filho mais novo conseguiu salvar-se: Zeus. Este, quando cresceu, dominou o pai passando a governar os homens. O tempo, tantas vezes, devora as pessoas. Estamos subjugados por ele. Estamos sempre a olhar para o relógio. Suspiramos pelo tempo e chegamos sempre à conclusão de que não temos tempo.

 

 Já o Kairós é doce, é suave, é a medida certa. Tem asas nos pés ou nos ombros. Caminha sobre os bicos dos pés. Na testa tem um tufo de cabelo. A nuca é careca. As oportunidades devem ser aproveitadas até porque o momento é efémero como mostra a nuca lisa. O Kairós é representado pelo número sete, que recorda a história bíblica da criação. O Kairós é, pois, o momento decisivo, no qual Deus oferece a felicidade às pessoas.

 

 Caminho a seguir? Transformar o Krónos em Kairós, trazendo a eternidade para o tempo.

publicado por Theosfera às 10:36

Ninguém tem a idade que tem.

 

Todos temos a idade do universo. Se não estivéssemos no passado, teríamos presente? Ou futuro?

 

Por isso, se, em nome do futuro, subestimamos o passado, corremos o sério risco de o comprometer, de o amputar. O passado faz parte do futuro. Foi no passado que o futuro começou.

publicado por Theosfera às 10:34

Conta Antonhy de Mello que houve um incêndio em casa de um homem que dormia profundamente.

 

Tentaram trazê-lo para fora através da janela. Não deu. Tentaram retirá-lo pela porta. Também não deu. Ele era muito grande e pesado. Já à beira do desespero, alguém sugeriu: «Acordem-no e ele sairá por si mesmo».

publicado por Theosfera às 10:33

Já houve um tempo em que era o livro. Hoje é o telemóvel.

 

Apesar da crise, eis o grande sinal de afirmação no nosso tempo.

 

No segundo semestre deste ano, foram adquiridos 1,7 milhões de aparelhos.

 

Será (também) por isso que estamos em crise?

publicado por Theosfera às 10:26

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