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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

1. Isto não está mesmo nada fácil. Nem para viver. Nem tampouco para morrer!

 

Estudos recentes atestam que o nosso país se encontra entre os dez piores para morrer. 

 

Numa lista de quarenta países, Portugal ocupa o trigésimo primeiro lugar no que toca aos cuidados paliativos.

 

Como facilmente se compreende, este é um significante com um significado muito profundo.

 

 

2. E, no entanto, continuamos a absolutizar princípios que expõem, de modo aflitivo, as desigualdades entre pessoas e as assimetrias entre populações.

 

O princípio utilizador-pagador é normal no mercado. Mas quanto a necessidades básicas, pode pretextar situações deveras complicadas e bastante injustas.

 

Será que o cidadão está mesmo transformado num mero consumidor?

 

Acontece que o cidadão já paga e não paga pouco. Os impostos constituem uma espécie de contrato entre a pessoa e o Estado. Aquela prescinde de um certo montante do que aufere e este assegura uma quantidade de serviços essenciais.

 

Como é sabido, os impostos acabaram de ser aumentados. Sucede que, quase ao mesmo tempo, se decide pelo pagamento da circulação em certas vias até agora gratuitas.

 

Vejamos o que vai acontecer a pessoas com vencimentos da ordem dos 600 euros.

 

Além do IRS e da segurança social, terão de deduzir para a prestação da casa e do carro. Se precisarem de usar aquelas que, até agora, se chamavam SCUT, terão de despender mais dinheiro.

 

Como sobreviver assim?

 

Acresce que, enquanto os impostos são pagos na proporção do ordenado de cada um, já o que se consome é pago ao mesmo preço por todos.

 

 

3. É certo que é dever do cidadão contribuir para o país. Numa situação de crise, percebe-se que o contributo seja maior.

 

Só que o cidadão acabará por questionar: e quando a crise acabar (se acabar), em que é que a sua vida se ressentirá de tal melhoria?

 

A Europa dirá que o Estado cumpre, mas as pessoas continuarão cheias de dificuldades.

 

Têm-nos dito que vivemos acima das nossas possibilidades. Talvez seja verdade. Mas isso não se aplica também aos serviços públicos?

 

E será que, da parte destes, se nota algum sinal de austeridade? Precisamente daquela austeridade imposta aos cidadãos…

 

Depois, convém não esquecer que, durante muito tempo, foram fornecidos incentivos ao crédito, ou seja, ao consumo.

 

Aliás, o visionamento do espaço do telejornal não deixa de ser (penosamente) sugestivo: durante as notícias, dizem-nos que é preciso poupar; no intervalo das notícias, a publicidade quer convencer-nos de que é fundamental continuar a gastar…

 

 

4. Há, sem dúvida, um conjunto de questões cívicas que nenhuma decisão política logrará suprir.

Mas importa não perder de vista que o Estado tem de estar voltado para as pessoas e não as pessoas para o Estado.

 

Às vezes, esta relação parece invertida. A balança do sacrifício pende sempre para o mesmo lado.

E, para nosso espanto, gera-se facilmente um consenso entre forças que, à partida, não o praticam.

 

Na questão dos impostos e das SCUT, a impressão que prevalece é a de que não haverá alternativa.

 

Governantes, deputados e muitos autarcas e comentadores dão a situação por irreversível.

 

 

5. A unidade é fundamental, mas a pluralidade também é necessária. De dois partidos espera-se que haja, pelo menos, dois pontos de vista.

 

É esta diversidade que alavanca a matriz pluralista da democracia.

 

É saudável que haja convergência. Mas sempre a partir da diversidade.

 

Sucede que, para espanto de muitos, está a haver uma redundância entre os dois maiores partidos com evidente sobrecarga para os mais pobres.

 

Na questão das SCUT, a diferença parece estar entre chip obrigatório e chip facultativo.

 

 

6. Precisamos de um provedor do cidadão. De quem dê voz a quem não tem voz.

 

Há muita gente a sofrer, a gemer, a chorar.

 

Dêem-nos um pouco de ânimo. Tirem-nos tudo. Mas não nos retirem a esperança.

publicado por Theosfera às 11:47

Procura ter, ao longo deste dia, atitudes sãs, atitudes chãs, pacíficas e pacificantes.

 

Enche-te de Deus. Mostra Deus na tua vida. Espraia Deus em forma de cortesia, em forma de urbanidade, em forma de delicadeza, em forma de esperança.

 

 Deus está no pormenor. Não te desencontres d'Ele.

 

 Deus está em ti e no teu próximo. Deixa-te abraçar por Ele.

 

Não espero que dês. Só peço que te dês.

publicado por Theosfera às 10:33

O aluno é o que ouve o mestre. O discípulo é o que convive com o mestre.

 

Esta diferença não é nada despicienda. É fundamental. Necessária. Decisiva.

 

A Igreja, enquanto comunhão, não é uma democracia; é mais que uma democracia. Será uma agapocracia (poder do amor).

 

Há aspectos em que pode valer-se do registo democrático. O funcionamento de uma estrutura, a avaliação de uma actividade, etc.

 

No que toca ao opinável, é perfeitamente legítimo pôr à discussão e seguir as regras da democracia.

 

No que concerne ao imperativo, é diferente. Não se pode pôr à discussão a doutrina, a oração ou a missão.

 

O que vem de Deus, via Jesus Cristo, é para seguir. Aliás, era este o verbo que Ele usava: «Vem e segue-Me».

 

publicado por Theosfera às 10:31

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