O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

Costuma dizer-se que quem não vive para servir não serve para viver. Ficou célebre o dito de Jacques Gaillot, que serve aliás de título a um dos seus livros, segundo o qual «uma Igreja que não serve não serve para nada».

 

Mas, como é óbvio, a Igreja serve e muito. Para quê concretamente? Responde o grande Yves Congar: «A Igreja tem uma missão no mundo e para o mundo: fazer entrar os Homens no Povo de Deus-Corpo de Cristo, ajudar o mundo a crescer para o Reino de Deus promovendo nele e com ele tudo o que constrói o Homem segundo o desígnio de Deus».

publicado por Theosfera às 10:36

Deus não é evidente, costumamos dizer. Mas será mesmo que não o é?

 

Onde estará a dificuldade? Será que Deus que não é evidente em relação a nós? Ou não seremos nós que, muitas vezes, não somos videntes em relação a Deus?

 

Será Deus que não Se deixa ver? Ou seremos nós que não conseguimos (ou não queremos) vê-Lo?

 

Porque é que muitos dizem que O vêem e outros não? A Sagrada Escritura mostra-nos que um dos verbos estruturantes da fé é precisamente o verbo ver.

 

A questão estriba na forma como aplicamos o ver. Não se vê Deus como se vê o sol, embora Deus possa ser visto a partir do sol (analogia entis).

 

Deus não está ao lado, mas no fundo das coisas. Mesmo em relação a estas, nem sempre vemos de igual maneira. Napoleão terá dito, um dia, aos seus Homens: «Todos olham para onde eu olho e ninguém vê o que eu vejo».

 

Se Deus não fosse evidente como é que a Bíblia falaria de tantos encontros com Deus? Do que se trata é de uma evidência própria, especial, única.

 

Ele deixou-nos uns óculos para O podermos ver: os óculos da fé (ocula fidei). Quem quiser pode usá-los.

publicado por Theosfera às 10:34

André Malraux terá dito que «o século XXI será religioso ou não será». Karl Rahner, por sua vez, avisou que «o cristianismo será místico ou não será nada».

 

Caso para (duplamente) perguntar: que tipo de religiosidade é a do nosso século?; estará o cristianismo a integrar devidamente a mística? O crescente interesse pelas religiões orientais não certificará uma insuficiente aposta na mística por parte das igrejas cristãs?

 

O conhecido teólogo Juan Martín Velasco acaba de se pronunciar, dizendo que «o cristão de hoje ou é místico ou, muito provavelmente, não poderá ser cristão».

 

Isto significa, segundo ele, que o cristianismo carece de uma reconfiguração: «Há um cristianismo que se vai derrubando à nossa vista»: o cristianismo de massas vai dando lugar a um cristianismo da pessoa.

 

Nesta nova forma de ser crente, a mística impõe-se não como um exclusivo de uns poucos eleitos, mas como a raiz da religião para todos. Neste sentido, a mística «não consiste necessariamente em levitações, visões ou estigmas, mas na experiência pessoal da fé». Isto não quer dizer que não possa haver «místicos mais elevados».

 

Em qualquer caso, a mística sobressai como uma necessidade, um imperativo, uma urgência: «À crise de Deus só se pode responder com a paixão por Deus». Na actualidade, o teólogo dá conta da existência «de uma notável sede de transcendência e de Deus até porque o Homem não se contenta com o que é».

publicado por Theosfera às 10:32

Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis.

Assim escreveu (acutilante e magnificamente) Séneca.

publicado por Theosfera às 10:29

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