O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 12 de Maio de 2010

O Governo, pela voz do Ministro das Finanças, já antecipa tensão social.

 

É que, em nome da redução do défice, os impostos vão mesmo aumentar. Em causa estão não apenas os impostos sobre o trabalho, mas também os impostos sobre o consumo.

 

As medidas para controlar as contas públicas e fazer descer o défice já este ano para os 7 pontos (ao invés dos oito inicialmente previstos), forçadas por Bruxelas, vão obrigar a um agravamento generalizado de impostos já este ano.

 

Delegações do PSD e do Governo têm estado toda a semana a negociar as medidas a apresentar. O acordo está praticamente fechado e Pedro Passos Coelho e José Sócrates devem mesmo encontrar-se amanhã, quinta-feira, para o selar.

 

Uma das medidas acordadas é um corte nos salários dos titulares de cargos políticos, gestores de empresas públicas, de entidades reguladoras e outras, que chegará aos 5%.

 

Na véspera, Pedro Passos Coelho já tinha anunciado esta proposta, com um valor de 2,5%, entretanto revisto em alta.

 

Mas os cortes vão muito além dos salários dos políticos.

 

Isto não vai ser fácil. Mesmo nada fácil.

publicado por Theosfera às 23:01

Na oração das Vésperas, Bento XVI apelou aos sacerdotes que cumpram fielmente a sua vocação, com «coragem e confiança», pedindo «particular atenção» ao «esmorecimento dos ideais sacerdotais» ou a «actividades discordantes» do «que é próprio» para os padres.

 

Bento XVI pediu numa oração que, através da intercessão de Maria, «possa a Igreja ser renovada por santos sacerdotes» e que estes não esmoreçam “«esta sublime vocação», nem cedam aos egoísmos ou «às lisonjas do mundo e às sugestões» do mal.

 

 

publicado por Theosfera às 21:11

Vale a pena reter dois apelos queo Santo Padre deixou no seu encontro com o mundo da cultura.

 

O primeiro foi quando afirmou que a Igreja tem de aprender a estar no mundo.

 

O outro foi o convite, em tons imperativos: «Fazei coisas belas».

 

Façamos.

publicado por Theosfera às 19:24

O Prof. Doutor Freitas do Amaral considerou hoje que a viagem de Bento XVI a Portugal ficará na história pelas declarações feitas a bordo do avião, em que o Papa reconheceu a crise no interior da Igreja.

 

 

Bento XVI «está a revelar-se um Papa diferente daquilo que pintaram quando foi eleito». 

 

«É uma confissão que nenhum Papa tinha feito e é difícil de ver um líder de uma organização, mesmo que laica, a reconhecer que a crise está no seio da sua organização», afirmou o docente universitário, realçando: «Não é só um problema de confissão, arrependimento e penitência. É um problema de justiça, porque a pedofilia é um crime». 

publicado por Theosfera às 19:19

O senhor primeiro-ministro, Eng. José Sócrates, afirmou hoje ter ficado com uma  boa impressão de Bento XVI, salientando que o Papa é «culto e afável».

 

Em declarações no final da audiência de 30 minutos na Nunciatura Apostólica, o primeiro-ministro disse ter transmitido ao Papa a «alegria que o povo experimenta pela sua visita».

 

O primeiro-ministro disse ter tido a possibilidade de sublinhar «a importância que a Igreja tem no país ao nível do desenvolvimento das políticas sociais», salientando o relacionamento do Estado Português com a Igreja, afirmando que é uma «relação descomplexada», tal como com as outras confissões religiosas.

 

«Verificam-se excelentes relações entre o Estado e a Igreja, o que contribuiu para que haja em Portugal uma relação muito descomplexada com todas as confissões religiosas e uma situação de liberdade religiosa, que muito nos satisfaz».

publicado por Theosfera às 16:24

Ouvir a voz da mãe ao telefone é tão tranquilizante como um abraço. 
 
Ao contrário do que se pensava, não é preciso contacto físico para relaxar. Uma palavra de mãe basta.
 
A conclusão é de cientistas norte-americanos, que colocou mais de 60 raparigas em situações de stress.
 
Um estudo norte-americano pôs mais de 60 raparigas em situações de stress e monotorizaram as suas respostas hormonais quando, a seguir, recebiam um abraço ou um telefonema.

 

A voz da mãe ao telefone produziu virtualmente a mesma quantidade de hormonas tranquilizadoras (oxytocin) que o resultante de contacto físico.

 

 Acredita-se que oxytocin seja uma hormona directamente relacionada com as relações socias e um dos aliviantes dos efeitos do stress

 

Nos primeiros dois grupos de raparigas os níveis de oxytocin aumentaram após o contacto com as progenitoras enquanto que no terceiro grupo não houve alteração dos níveis hormonais.

publicado por Theosfera às 14:31

Holderlin dizia que «a nossa geração caminha na noite».

 

Mas Aristóteles já intuía que é na obscuridade que melhor se vê a luz.

 

É por isso que Martin Buber explicava o sentido do tão propalado eclipse de Deus: «Um eclipse do sol é algo que tem lugar entre o sol e os nossos olhos, não no sol em si mesmo».

 

Sinto que Deus resplandece cada vez mais no coração sofrido de tantos.

 

O povo simples é sempre mestre.

publicado por Theosfera às 11:48

São odiosas, mas inevitáveis as comparações.

 

Há muita gente que insiste em comparar Bento XVI com João Paulo II.

 

E não falta quem estabeleça clivagens entre os dois.

 

É óbvio que as personalidades são diferentes.

 

A maior igualdade está nas diferenças.

 

Mas há lugares-comuns que se vão instalando e que conviria desmontar.

 

Quem pensa que os conteúdos são distintos deverá ler os discursos de João Paulo II e Bento XVI para se aperceber de que o essencial é idêntico. O Papa não fala em nome próprio. Fala (e age) em nome da Igreja, de Jesus Cristo.

 

Depois, há um pormenor que vale a pena reter.

 

João Paulo II viajou muito, sem dúvida. Mas, em apenas cinco anos, Bento XVI já conta quinze viagens.

 

Para alguém com mais de 80 anos é obra!

 

Mas há coisas que não enganam: o ar do Papa em Portugal é o ar de alguém feliz!

publicado por Theosfera às 11:12

Foi um momento marcante o encontro do Papa com o mundo da cultura.

 

O discurso de Manuel de Oliveira, um centenário com uma enorme lucidez, mostrou uma grande abertura à fé.

 

O discurso do Santo Padre, emoldurado pelo enfoque na verdade, revelou uma enorme abertura ao mundo.

 

O coração da vida está no encontro.

publicado por Theosfera às 11:10

Frei Amador Arrais chamou a Maria mesmo «capela de Deus». Alguém duvida de que o que nela reza será ouvido pelo Pai?

 

Aquela que Hans Urs von Balthasar exalta como «cálice do Verbo» e «obra de arte de Deus» não deixará de fecundar o ministério da Igreja, tanto mais que — insiste o teólogo suíço — «Maria governa escondidamente a Igreja».

 

Ela mostra «aos apóstolos e aos seus sucessores como se pode ser uma presença eficacíssima e, ao mesmo tempo, um serviço completamente silencioso e oculto».

 

Ela tipifica o perfil de uma Igreja que precisa de ser mais confidente que conferente. É urgente uma Igreja que fale com desasssombro e pregue com audácia.

 

Mas, até para que esse anúncio seja sustentado e credível, do que necessitamos antes de mais é de uma Igreja que escute o que palpita na espuma dos dias e na profundidade das pessoas.

 

Necessitamos de uma Igreja que assuma sem hesitações a sua face mariana: «cheia de graça» (Lc 1, 18), «serva do Senhor» (Lc 1, 38) e que saiba «guardar as coisas no seu coração» (Lc 2, 19). Necessitamos, em suma, de uma Igreja que, sem cálculos nem subterfúgios, mergulhe marialmente no ecce (cf. Lc 1, 38), no fiat (Lc 1, 38) e no magnificat (Lc 1, 46-55).

 

Para isso, é fundamental que nos habituemos a uma pastoral mais de joelhos que de secretária, que priorizemos definitivamente a oração e que cultivemos uma Teologia concebida — e proposta — como sanctitas quaerens intellectum.

 

Esta, enquanto discurso sobre a fé, não há-de quedar-se por um plano descritivo ou racional, descurando a vivência quotidiana do que se crê (cf. Tgo 2, 17).

 

Uma Teologia genuinamente cristã tem de pensar, a sério e a fundo, a constitutiva vinculação entre a santidade divina e o chamamento à santidade que é dirigido a todo o ser humano (cf. Lev 19, 2; 1 Cor 1, 2).

 

publicado por Theosfera às 11:08

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