O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

As crises acontecem quando os problemas ultrapassam as lideranças.

 

As crises são vencidas quando as lideranças ultrapassam os problemas.

 

É claro que situações como a que estamos a viver requerem um envolvimento comunitário. Mas até para que este surja, é fundamental que apareça alguém que determine, que aponte e que seja escutado.

 

Não se trata de soluções providenciais. Trata-se da permanente lição da história.

 

Nos grandes momentos, têm de aparecer grandes homens.

 

Grandes no saber. Grandes na honestidade. Grandes na ética. Grandes na capacidade de mobilizar. E de mudar.

publicado por Theosfera às 22:37

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou hoje que «não se devia acreditar demais» no que dizem as agências de notação financeira [rating].

 

As declarações de Strauss-Kahn ocorrem quando Grécia, Portugal e Espanha acabaram de ver revistas em baixa as notas atribuídas às suas dívidas públicas.

 

Interrogado sobre o papel das agências de notação e o crédito que merecem as suas opiniões, Strauss-Kahn respondeu que «reflectem o que recolhem [como informações] sobre o mercado. Não se deve acreditar demasiado no que dizem, apesar de terem alguma utilidade».

 

Uma das três principais agências de notação, a Standard and Poor's [as outras são a Moody's e a Fitch], reduziu na terça-feira a nota da Grécia, relegando o investimento nos seus títulos de dívida pública para a categoria de 'investimento especulativo'.

 

No mesmo dia, a agência degradou também a nota atribuída a Portugal e hoje fez o mesmo a Espanha.

publicado por Theosfera às 22:14

Água mole em pedra dura, tanto bate que...nem sempre fura.

 

Assim se poderia resumir a partida entre o Barcelona e o Inter.

 

É um prazer ver jogar a equipa da Catalunha. A bola é adornada com requintes de arte supina.

 

O Inter praticamente viu jogar.

 

Mas conseguiu os seus intentos.

 

Mérito para um português: José Mourinho.

 

Sem engenho e arte, incutiu níveis enormes de resistência.

 

Não foi fácil. Mas conseguiu.

 

Este jogo fez-me lembrar o Mundial de 1982, em Espanha.

 

O Brasil tinha uma selecção sublime. Mas a Itália venceu-a.

 

Nem sempre os melhores conseguem levar a melhor.

 

Uma vez mais, a força travou a arte.

 

 

publicado por Theosfera às 22:09

Logo no dia em que o ranking da FIFA nos coloca quase no topo do futebol, eis que as agências de rating nos avisam de que estamos quase no fundo.

 

No futebol, no limiar da excelência. No resto, à beira da falência.

 

 

Neste balanço de pesos e contrapesos, as sensações são díspares. Mas não vai ser o futebol a dar-nos pão.

 

Há que unir forças.

 

Louvo, pois, a conjugação de esforços entre a oposição e o governo. Todos não somos demais para inverter o ciclo.

 

Custou-me foi ouvir que as prestações sociais poderão vir a sofrer uma redução. Ou seja, os pobres vão ser os mais prejudicados. Isto dói.

 

Do que menos precisamos é de apurar, à guisa de uma catarse, de quem é a culpa.

 

Do que necessitamos é de ver a quem pertence a maior energia para seguir em frente.

 

Volto a Vergílio Ferreira: «Quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte».

 

Havemos de conseguir!

 

publicado por Theosfera às 16:16

Aqueles que nos avisam são, habitualmente, acoimados de padecerem de pessimismo.

 

O problema é que a realidade, muitas vezes, dá-lhes razão.

 

Ainda iremos a tempo de evitar a queda?

 

Ou será que este pânico é infundado?

 

Quando os grandes economistas e as agências de referência colocam Portugal em situação de perigo, estarão a ver mal?

 

Como vamos sair desta situação?

 

Como pagar a dívida que o país tem?

 

Acresce que tal dívida pouco (ou nada) se repercutiu na melhoria da vida de muitos.

 

E, agora, para saldar as contas, os mais pobres vão ser chamados a colaborar. Ou seja, vão ser intimados a ficarem (ainda) mais pobres!

publicado por Theosfera às 11:39

Portugal, afinal, está a aproximar-se da Grécia.

 

Não se trata de uma qualquer deslocação geográfica, mas de uma perigosa proximidade na crise.

 

O líder da oposição vai reunir-se de emergência (a ênfase é sempre assinalada) com o primeiro-ministro.

 

A edição alemã do Financial Times abre hoje com um retrato negro da crise nacional.

 

Com o título Portugal também já arde, o jornal económico escreve que os piores receios parecem ter-se concretizado depois de a agência Standard & Poor's ter cortado dois níveis no rating de longo prazo do país, de A+ para A-, e do principal índice da bolsa portuguesa, o PSI 20, ter registado a maior queda desde Outubro de 2008 quando ontem fechou a perder 5,36%.

 

«Temendo a falência do país mais pobre da Europa Ocidental, os investidores fugiram em massa dos títulos portugueses», escreve o Financial Times.

 

O diário sublinha que a disseminação do risco de falência a Portugal e a países maiores como Espanha e Irlanda foi sempre considerado o pior cenário, e que se deve agora às hesitações quanto ao pacote de apoios à Grécia.

 

Os economistas Thomas Meissner e Kenneth Rogoff falam de círculo vicioso e efeito dominó, sublinha o diário, que vê ainda um problema suplementar em Portugal: «A economia portuguesa está a crescer mais devagar que a grega».

 

Será que isto é mesmo verdade? Que, ao menos, não nos escondam a verdade.

publicado por Theosfera às 10:53

 

Onde há mais justiça: na igualdade ou na diferença?

 

Quando tendemos a nivelar tudo e todos, não estamos a homenagear a igualdade, cujo advento à contemporaneidade remonta à Revolução Francesa.

 

A maior igualdade está precisamente na diferença. Aquilo que mais nos iguala é o facto de sermos diferentes, é o facto de ninguém reproduzir exactamente ninguém.

 

O princípio da igualdade determina, pois, que respeitemos todo o ser humano na sua diferença.

 

Nenhum ser humano é reprodução de outro ser humano. Todos somos outros.

 

Assumamos as diferenças. Alegremo-nos com as diferenças. Ser pessoa vem de per-sonare: soar através de.

 

Através de cada ser humano ressoa uma mensagem única, irrepetível. Escutemo-la.

publicado por Theosfera às 10:31

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