O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

 Se eu aprender inglês, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem as minhas palavras!
 
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
 
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimento de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
 
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada da moda, e não me lembrar que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pé nos chãos, e se cobre de molambo, sou apenas um manequim colorido.
 
Se eu passar os finais de semana em festa e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada.
 
O Cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça, nem diante das desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do AMOR.
 
O Cristão não desanima, nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa, que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.

publicado por Theosfera às 22:42

Se, como dizem muitos, a realidade é o que está na comunicação, então teremos de concluir que nem a Igreja nos oferece uma janela de esperança.

 

A cada dia, vão caindo nas redacções notícias de mais um caso. Ora um padre, ora um bispo. É um sufoco que nos faz sentir mal.

 

Um caso que seja recebe uma amplitude tal que afecta toda uma instituição.

 

Mas também quando nos dói o estômago, é só um órgão do nosso corpo. No entanto, ninguém diz que o estômago está doente. Diz, simplesmente, que está doente.

 

Mas, apesar de tudo, há muita esperança a fluir na Igreja.

 

Há Cristo. Há o Evangelho. Há o amor. Há o povo humilde.

 

Cristo conseguiu mudar um coração empedernido como o de Paulo.

 

Nada é impossível.

 

E, quando tudo está escuro, há sempre uma luz que acaba por brilhar.

 

Vamos assumir a escuridão. Vamos à procura da luz.

 

Sejamos humildes. E não percamos a esperança.

 

Ela, hoje como sempre, é a semente da mudança.

publicado por Theosfera às 16:43

Os sábios conseguem as palavras certas (até) para as atitudes erradas.

 

O que vou contar refere-se a um ilustre professor universitário, falecido no início deste ano.

 

Trata-se do Padre Manuel Barbosa da Costa Freitas e a evocação pertence a José Rosa, na revista da Sociedade Científica da Universidade Católica, cuja edição de Abril me chegou, ontem, às mãos.

 

Diz o articulista que, na personalidade do mestre, coexistiam uma inteligência fulgurante e uma inocência pura. Estes são, de facto, os maiores ingredientes da sabedoria.

 

Sem bondade, que por vezes aparenta rasar a ingenuidade, é a própria inteligência que fica obscurecida.

 

Era com este espírito que o Padre Costa Freitas costumava repetir quando sentia aproximar-se o ocaso da sua peregrinação terrena: «As pessoas perdoam-nos facilmente o mal que fazemos; mas algumas nunca perdoam o bem que lhes fizemos».

 

Porquê? Aí é que está a dificuldade. Não há qualquer vislumbre de explicação. Nem os sábios a lobrigam. Será que tal resposta existe?

 

Trata-se de um facto que está na vida. Inexplicável. Mas presente. Há,pois, que contar com ele.

 

Há que pense que isto é uma simples boutade. Mas trata-se de uma enorme verdade. Há quem nunca perdoe o bem...

publicado por Theosfera às 11:30

É preciso ter paciência na construção da unidade. A unidade nunca pode ser contra ninguém, muito menos contra a verdade.

 

Daí que, volto a Christian Duquoc, «a divisão não seja, necessariamente, um processo negativo».

 

Acresce que as divisões não são um desejo, são uma realidade inevitável. Elas podem fazer parte de um caminho, obrigatoriamente doloroso, rumo à unidade na verdade.

 

O espírito de grupo é certamente saudável. Mas será correcto que se sobreponha ao espírito da verdade?

 

Não se pode sacrificar nunca a prioridade da verdade. Esta tem de ser urgida a todo o custo.

 

Em Igreja, trabalhamos para muitos. Mas em nome de Um. O consenso não é critério de verdade. Critério de verdade é o Único. É Ele. É Cristo.

publicado por Theosfera às 11:06

Hoje é o dia mundial do livro. A melhor forma de o celebrar é ler.

 

É bom que se leia.

 

Podemos ler o jornal, ler pela net. Mas confesso que ler o livro conserva um sortilégio indescritível.

 

A leitura de um livro é uma emanação que replica a leitura da vida.

 

Num livro palpita a vida.

 

É preciso tempo e também paciência para escrever e para ler.

 

Um livro anda, muitas vezes, na vida antes de aparecer em livro.

 

Sucede igualmente que, ao folhearmos um livro, ficamos com a sensação de que era aquilo mesmo que nós gostaríamos de escrever. Só que houve alguém que o captou primeiro.

 

Um livro tem de ser um acto de sinceridade. Tem de ter alma. Isso é muito mais importante que ter estilo.

 

É com pesar que leio a notícia de um possível plágio numa tese de doutoramento.

 

Espero que seja mentira.

 

Citar é uma coisa, é pedir e é reconhecer o mérito a quem nos facultou a ideia.

 

Plagiar é outra coisa, é furtar e é tentar iludir. É dar a entender que uma coisa nos pertence quando ela foi subtraída a outrem.

 

Reconheço que, hoje em dia, não é fácil ser original.

 

Às vezes, em nome de uma pretensa originalidade, cometem-se os maiores dislates.

 

O importante é ser autêntico. É que se vislumbre a alma daquele que, sob uma palavra, quis estar perto de nós.  

publicado por Theosfera às 10:52

Há quem, nos Estados Unidos, queira processar o Papa por causa da pedofilia na Igreja.

 

Com todo o respeito, este é o género de notícia a que nem vale a pena dispensar grande atenção. Sobretudo porque desfoca totalmente o problema.

 

No fundo, equivale a tomar por adversário quem é aliado.

 

A pedofilia é crime. Tem de ser tratada como tal. Quem a pratica deverá assumir as respectivas consequências.

 

No que concerne ao encobrimento, o Cardeal Joseph Ratzinger e o actual Papa Bento XVI figuram entre as pessoas que mais fizeram para que nada se ocultasse.

 

Há que fazer justiça. Em nome da verdade.

 

Sobra, entretanto, um enorme trabalho pela frente: a nível retrospectivo e no plano prospectivo.

 

Não bastam, como é óbvio, medidas punitivas, já previstas aliás.

 

É importante que se reflicta sobre um aspecto que vai avultando por entre os meandros miasmáticos de toda esta tormenta: porque é que a sexualidade é, tão frequentemente, remetida para a esfera de uma clandestinidade prolongada, asquerosa e violenta?

 

Porque é que, em muitos casos, se torna tão difícil viver o celibato de modo equilibrado e feliz?

 

O que levará a que se abuse de uma criança?

 

Será tudo uma mera questão de distúrbios pessoais? Mas como entender que eles sejam tantos?

 

Que fazer para tudo isto seja, o mais possível, evitado?

publicado por Theosfera às 10:42

A Santa Sé divulgou nesta quinta-feira as estatísticas da Igreja Católica em Portugal, números que contextualizam a visita de Bento XVI ao país de 11 a 14 de Maio.

 

Numa população de 10,6 milhões de habitantes, a porcentagem de católicos é de 88,3%, segundo referem os dados datados de Dezembro de 2008.

 

Os sacerdotes diocesanos são 2.825. Já os religiosos, 972. Os bispos – em dados de 15 de abril de 2010 – são 52. Os seminaristas de filosofia e teologia são 444.

 

Segundo refere a Agência Ecclesia, o Recenseamento da Prática Dominical, datado de 2001, mostrava que o número total de praticantes não chegava, contudo, aos 2 milhões de fiéis.

 

A Igreja Católica em Portugal conta com 3.797 padres, 212 diáconos permanentes, 312 religiosos e 5.965 religiosas, além de 594 membros de Institutos seculares.

 

O número de catequistas é de 63.906, num total de 4.380 paróquias e 2.878 outros centros pastorais, espalhados por 21 Dioceses.

 

O Vaticano elenca também os centros escolares que são propriedade da Igreja ou são dirigidos pelos seus membros: há 793 estabelecimentos até à primária, 80 secundários e 26 institutos superiores e a UCP, servindo um total de quase 130 mil alunos.

 

Quanto a centros caritativos e sociais, são contabilizados 43 hospitais, 155 ambulatórios, 799 casas para idosos, 663 orfanatos ou asilos, 55 consultórios familiares e centros para a proteção da vida, 462 centros educativos especiais e 168 outras instituições.

publicado por Theosfera às 10:39

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