O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 17 de Abril de 2010

Um dia, perguntaram a Galeano o que era a utopia.

 

Ele respondeu: é o horizonte.

 

Depois, explicou.

 

Dás um passo e ela afasta-se na mesma medida. Dás dois passos e ela volta a afastar-se igual. E assim sucessivamente.

 

Nesse caso, objectou alguém, a utopia não serve para nada.

 

Como não? - replica Galeano - Serve para caminhar!

 

É mesmo assim. A utopia não vale só quando se realiza. Vale, antes de mais e acima de tudo, quando se procura. Vale pela procura.

 

A utopia não está no resultado. Está na construção. No esforço. No sonho. Na insistência. Na não desistência...

publicado por Theosfera às 15:57

Não sei se ao estimado leitor já aconteceu o que mesmo que a mim: emprestar dinheiro e não se lembrar de nada.

 

Mais. O dinheiro foi emprestado sem sequer terem falado comigo! 

 

O mais curioso é que não aconteceu só a mim. Também lhe aconteceu a si. Pelo menos, é o que nos dizem, o que não cessam de nos dizer.

 

Cada português vai emprestar à Grécia 77 euros para obviar à crise que assola aquele país.

 

Mas se o leitor não deu conta, prepare-se porque vai aperceber-se dentro de pouco tempo.

 

O custo de vida não pára de subir. E os salários não cessam de encolher.

 

Mas também não há volta a dar. Mesmo que o nosso contributo para ajudar a Grécia não seja de boa vontade, é muito provável que, dentro de pouco tempo, sejamos nós a necessitar de ajuda.

 

Aliás, ainda ontem, o nosso Ministro das Finanças se esforçou por desmentir as notícias que dão conta de uma falência iminente. Pode haver exagero. Mas porque é que se insiste tanto?

 

O próprio Presidente da República Checa, numa tirada pouco diplomática, disse ao nosso Chefe de Estado que via muitas nuvens no nosso futuro.

 

Ainda por cima, há quem teime em incluir Portugal num grupo de países cujas iniciais compõem uma palavra inglesa que significa...porcos: P(Portugal)I(Italy)G(Greace)S(Spain)!

 

Estaremos já no fundo ou, parafraseando Ernst Hemingway, a notícia da nossa falência é ligeiramente exagerada?

 

Numa época de excessos, praza a Deus que alguma moderação impere.

publicado por Theosfera às 15:44

O título e a cor da capa sugerem uma atmosfera flamejante para a urdidura que tece as páginas do livro.

 

Trata-se da última obra do Padre Dr. Joaquim Correia Duarte que vai ser apresentada em Resende no próximo sábado, dia 24 de Abril, às 21h.

 

Com uma cadência bastante intensa, este autor tem-nos oferecido vivências com uma moldura ficcional que retratam a realidade das nossas terras.

 

Há, pois, um pronunciado fundo telúrico nos seus textos e uma ressonância idiossincrática na respectiva leitura.

 

Parabéns.

publicado por Theosfera às 12:06

A noite deste sábado vai ser fortemente cultural entre nós.

 

No Teatro Ribeiro da Conceição, a Orquestra do Norte vai levar ao palco música para a revolução de António e Ariana. O ponto de partida é o mais recente livro do Dr. Joaquim Sarmento.

 

Já em Vila Real, o Colégio da Imaculada Conçeição oferece um momento de teatro sob o título O Lago fascinante.

 

Tem a (notável) particularidade de ter sido escrito e interpretado por membros da comunidade educativa.

 

É uma homenagem às mães e uma forma de envolver as pessoas nos valores da união mundial.

 

Dois momentos a não perder.

publicado por Theosfera às 12:02

Os especialistas são, de facto, pessoas muito especiais.

 

Conseguem prodígios que o comum dos mortais não alcança sequer em pensamento. Até para o inexplicável lobrigam uma explicação.

 

Vem, hoje, um especialista (que, aliás, muito respeito e admiro) dizer que o vultuoso salário de um determinado gestor, afinal, até é vantajoso para o Estado. Este arrecada mais em receita fiscal.

 

É pena, porém, que não ocorra a ninguém que o problema não é económico. É ético. É moral.

 

Não se trata, como é bom de ver, de uma questão de eficácia. Trata-se. como toda a gente vê, de uma questão de justiça.

 

É que, numa altura em que o desemprego grassa e os salários não progridem, custa ver como há alguém que ganha mais de três milhões de euros num só ano.

 

Não é inveja. É injustiça.

 

Estamos perante alguém que não ganha mais, nem sequer muito mais que o comum das pessoas. Estamos perante alguém que aufere (diria) infinitamente mais que a maioria do povo.

 

A legislação até pode prever tudo isto. Mas não ficaria bem um gesto de contenção?

 

Quando muitos têm de abdicar do que lhes faz falta, não seria altura de alguns tomarem a iniciativa de abdicar do que sobeja?

 

E, já agora, se o gestor da EDP pode ter um vencimento destes, porque não ponderar uma redução dos custos da electricidade?

 

Porque não condividir os benefícios? Só se lembram do povo para pagar a crise?

publicado por Theosfera às 11:42

Os lugares-comuns têm o (perigoso) condão de nos demitirem de pensar. Repetimo-los e, quase sempre, conformamo-nos.

 

Um dos lugares-comuns mais repetidos debita que perdoar é esquecer

 

Habitualmente, repetimo-lo para os outros.

 

As pessoas sérias, com propensão para o escrúpulo, ficam incomodadas quando não conseguem esquecer a ofensa recebida e a mágoa alojada.

 

Ora, isso não contende com o perdão.

 

Lembrar ou esquecer não pertence à vontade. É uma emanação do conhecimento. O perdão, sim, decorre da vontade.

 

E para perdoar é preciso lembrar. Vamos perdoar o que não recordamos?

 

Acresce que, ainda recentemente, a tragédia que vitimou o presidente da Polónia veio alertar para esta questão.

 

Ele e a sua comitiva iam assinalar o aniversário de um massacre cometido contra o seu povo. Mas iam também com um propósito de reconciliação.

 

Mesmo em relação à segunda guerra mundial, a reconciliação anda de mãos dadas com o memorial.

 

Recordar não serve, necessariamente, para agravar a ferida.

 

Como Bronislav Geremek, «sou contra o espírito de vingança, mas penso que jamais se deve propor o esquecimento. A memória faz parte da paz civil».

 

Até porque só recordando o mal, há condições de evitar que ele se repita.

 

O esquecimento não é boa solução. Para nada!

publicado por Theosfera às 11:33

A nossa vida contém muito de speculum (espelho) e de spes (esperança).

 

Que ela seja encarada como espelho de uma Igreja com uma já longa trajectória de fidelidade.

 

E que ela possa ser acolhida como esperança inspiradora de uma nova inquietação em ordem a uma renovada procura.

 

 

Urge, na verdade, reinventar caminhos que permitam dessedentar a sede de infinito que se pressente em cada passo e preencher a profunda saudade de Deus que se divisa em cada olhar.

 

 

Queremos vencer a atonia espiritual e a anemia pastoral em que, frequentemente, nos deixamos atolar.

 

Importa, por isso, que as raízes do nosso ser Igreja sejam alimentadas pela mais pura seiva do amor trinitário na certeza de que, como diria António Ramos Rosa, tais raízes «não estão atrás; puxam-nos para a frente».

publicado por Theosfera às 11:31

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