O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Um olhar simples e até fugidio sobre o quotidiano trepidante que pisamos transporta-nos rapidamente a uma conclusão: a vida é uma corrida, uma corrida veloz.

 

Enrique Vila-Matas, escritor de culto e observador de vulto, deixa tudo isto bem à tona no seu Diário volúvel, que acaba de aparecer e que se devora num ápice.

 

Também a vida do escritor replica a cadência tumultuosa da existência. Também ele dá conta dos momentos em que até do descanso se cansou e sentiu necessidade de vir para a rua falar com o primeiro circunstante, ainda que desconhecido.

 

Vale a pena ler. Interessante o que diz sobre o frio, que ele prefere ao calor. Curioso o que refere acerca do controlo apertado nos aeroportos. A referência a Kafka é pertinente. Todos temos necessidade de nos declararmos inocentes, sem culpas. Não será a maior admissão de culpa?

 

Fez-me pensar o que verte na página 198: «Despedimo-nos todos os dias de alguém que nunca mais voltaremos a ver».

 

E que preocupação temos com a (eventual) última impressão que deixamos nos outros?

 

Quase no fim, adverte para a caducidade de tudo, até daquilo que parece extraído da novidade mais inexpugnável.

 

Não faltará muito para que alguém sopre aos ouvidos de alguém: «Lembras-te da internet?»

 

Eterno mesmo só Deus. A alma humana. E o bem que se semeia.

 

Tudo o resto passa. Sobretudo quando parece que nada se passa...

publicado por Theosfera às 16:23

Pelo menos 400 pessoas morreram e 8000 ficaram feridas na sequência de um sismo de 7,1 na escala de Richter que atingiiu, esta quarta-feira, a província chinesa de Qinghai, no noroeste da China.

 

Os números são avançados pela televisão oficial daquele país.

A esta hora centenas de soldados removem dos escombros as casas que ficaram destruídas e as autoridades acreditam que muitas vítimas estejam soterradas.

publicado por Theosfera às 11:23

Já Marie-Dominique Chenu alertara, há décadas, que «o nosso campo de trabalho é o acontecimento».

 

Agora, é o escritor brasileiro Zuenir Ventura (que tem um espantoso livro sobre a inveja) que nos adverte: «O meu tempo é hoje».

 

Hoje é, de facto, a grande oportunidade. Embora pareça também o maior problema.

 

Não transformemos, pois, a oportunidade em problema. Apostemos em transformar o problema em oportunidade.

publicado por Theosfera às 11:02

Conta-nos S. Lucas (23, 46) que o Filho de Deus, antes de exalar o último suspiro, confirmou a entrega que, desde sempre, fizera do Seu ser: «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito».

 

É uma expressão em que ressoa fortemente uma das orações modelo do Antigo Testamento: «Nas Tuas mãos entrego o meu espírito» (Sal 31, 6). Faz parte de um salmo de súplica individual, que contém elementos de louvor e acção de graças. Na Bíblia, as mãos de Deus invocam o Seu poder (cf. Deut 4, 34), mas evocam acima de tudo o Seu amor para com o justo (cf. Sal 89, 22; Jb 5, 18; Sab 3, 1).

 

Daí que até Antero de Quental tenha recorrido a esta imagem para se dirigir aos céus: «Na mão de Deus, na Sua mão direita, repousa, afinal, meu coração».

 

Como o salmista, também Jesus Se sabe escutado. Tanto mais que se entrega ao Pai quem sempre cultivara uma intensíssima relação com Ele.

 

É profundamente sintomático notar como, na narrativa lucana, o Pai, que surge na última frase pronunciada por Jesus, aparece já na Sua primeira intervenção: «Não sabíeis — pergunta a José e a Maria — que devia estar em casa de Meu Pai?» (Lc 2, 49). Não admira, por tudo isto, que volte a figurar na derradeira instrução dada aos Onze após a ressurreição: «Vou mandar sobre vós o que Meu Pai prometeu» (Lc 24, 49).

publicado por Theosfera às 10:58

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