O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Quem ouviu a primeira leitura da Missa de hoje parecia ouvir um decalque de certas vulgatas marxistas.

 

Não nego que Marx foi alguém que se preocupou com a humanidade. O problema esteve nos métodos e em alguns pressupostos.

 

Mas a célebre máxima marxiana de cada um segundo a sua capacidade, a cada um segundo a sua necessidade parece transcrita no livro dos Actos dos Apóstolos: «Distribuía-se a cada um conforme a sua necessidade».

 

Os cristãos da primeira hora não chamavam seu ao que lhes pertencia. Tinham tudo em comum. Eram um só coração e uma só alma.

 

Não será que Karl Marx propugnou o que, no seu tempo, era pouco visível nos cristãos?

publicado por Theosfera às 19:27

Será que estamos preparados para lidar com os problemas e, em último caso, para encarar a realidade?

 

Dá a impressão de que, nas questões mais sensíveis, somos demasiado reactivos, quando o importante era ser pró-activo.

 

É óbvio que não há relação directa entre o celibato e a pedofilia. A razão é a mesma que me leva a pensar que não existe relação directa entre homossexualidade e pedofilia.

 

Os factos mostram que, infelizmente, uma grande parte do abuso de menores ocorre nas famílias. Há pais que violam os próprios filhos. Não estamos perante celibatários nem homossexuais.

 

Haverá estudos que apontam para certas conexões. Há, porém, outros estudos que apontam em direcções diferentes.

 

E a verdade é que, infelizmente, a pedofilia não é exclusivo de nenhum sector. Ela existe entre os casados e os solteiros, entre os homossexuais e os heterossexuais.

 

O que está em causa, mais do que a orientação sexual e a opção de vida, é o carácter das pessoas, são os distúrbios, é a desregulação.

 

É isto que importa filtrar. Se possível, enquanto é tempo.

 

publicado por Theosfera às 16:37

«Corrupção e opressão são, de longe, as maiores ameaças à sociedade democrática».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Anna Lindh

publicado por Theosfera às 11:38

Nem sempre devemos fazer o que podemos.

E nem sempre podemos fazer o que devemos.

publicado por Theosfera às 10:29

É hora de voltar a Jesus e de regressar ao Evangelho.

 

Pedro Mexia tem razão: «A Igreja nunca erra quando é fiel ao Evangelho».

 

Habitualmente, deslumbramo-nos com as multidões e apostamos nos grupos.

 

Nada a opor. Mas esse não é o princípio.

 

O princípio (antes dos grupos e das multidões) é a pessoa.

 

Jesus, de acordo com o quarto Evangelho, aposta na pessoa.

 

Por isso, passa uma noite inteira com um homem (Nicodemos) e parte sgnificativa de um dia com uma mulher (a samaritana).

 

É a partir da pessoa que tudo começa.

 

Para quando uma pastoral da pessoa?

publicado por Theosfera às 10:25

... não é aquele que fala muito. É aquele que está. Sempre.

publicado por Theosfera às 10:22

Hoje a imprensa faz-se eco de um artigo que terá saído no órgão oficial do Vaticano em que, supostamente, os Beatles são reabilitados.

 

Há quem fale de um pedido de perdão. Não li o original. Não me posso pronunciar.

 

Recordo apenas que, há não muitos anos, em pleno sermão de Sexta-Feira Santa, o Padre Raniero Cantalamessa citou a conhecida composição de Jonh Lennon Imagine.

 

Toda a gente sabe que não caiu bem, quando a sua popularidade estava no auge, a afirmação de que os Beatles seriam mais famosos que Jesus Cristo.

 

Mas o que queria destacar não é tanto o conteúdo. É a forma.

 

Ou seja, temos uma atitude 40 anos após os factos.

 

González-Faus alerta que muitos revisões operadas pela Igreja ocorrem, pelo menos, 200 anos após os acontecimentos.

 

No caso da pedofilia, parece também que não estamos a chegar cedo ao problema.

 

Dir-se-á que mais vale tarde que nunca. Será altura que tentarmos partir do princípio de que mais vale cedo que tarde.

 

Até porque, como diz belamente Geraldo Vandré, «quem sabe faz a hora, não espera acontecer».

 

E o Evangelho oferece-nos pistas para não esperarmos tanto. É no acontecimento que temos de estar. Um minuto depois pode ser já muito tarde, irreversivelmente tarde. Sobretudo quando há tanta gente a sofrer...

publicado por Theosfera às 10:12

Como se não bastasse o drama da pobreza, eis que aparece de rompante a tragédia da fome. Há uma crise alimentar que se desenha no cenário mundial. Comer vai ser mais caro. Viver vai ser mais difícil.

 

Esta é uma crise de solidariedade que destapa uma monumental crise de civilização.

publicado por Theosfera às 10:10

Também em Igreja se discute muito a comunicação. Dizem que em Igreja não se comunica, não se comunica bem.

 

Há quem pense que é uma questão de forma. Penso que é, acima de tudo, uma questão de conteúdo.

 

Antes de nos debruçarmos em técnicas de comunicação, concentremo-nos no essencial da comunicação. Que queremos comunicar? Que pretendemos dizer? Que é que nos motiva, nos mobiliza, nos apaixona?

 

Os grandes evangelizadores da história não frequentaram cursos de publicidade ou de marketing. Numa coisa, porém, eram insuperáveis: em ardor, em convicção. Eram peritos na convicção.

 

Não descuremos, pois, as formas. Mas priorizemos sempre o conteúdo.

publicado por Theosfera às 10:07

 O Concílio Vaticano II lembra que a Igreja «nasceu do lado adormecido de Cristo na cruz»; convicção que retoma, quase literalmente, o antiquíssimo axioma de nativitate Ecclesia ex corde Jesu in Cruce.

 

Aliás, o próprio Mestre já nos prevenira por antecipação: «Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas, se morrer, dará muito fruto» (Jo 12, 24).

 

Trata-se do paradoxo estruturante do cristianismo: a morte como fonte de vida e de missão. Uma vez que o discípulo não é superior ao mestre (cf. Jo 15, 20), quem se dispõe a seguir Jesus e a fazer parte do Seu corpo eclesial disponibiliza-se, ipso facto, a «tomar a Sua cruz» (Mc 8, 34).

 

Não espanta, pois, que a morte ocupe um lugar de destaque na História da Igreja. Quando S. Cirilo de Alexandria nos convida para «um cântico de louvor pela morte da Igreja», não está a apontar-lhe um termo ou a ameaçá-la com uma dissolução, mas a assinalar-lhe uma identidade e a reconhecer-lhe um sentido.

 

Se, como infere Heinrich Schlier, «a Igreja é Cristo no Seu corpo», é normal que, à semelhança do que sucedeu com Cristo, também a morte marque presença no percurso da Igreja. Só que esta é uma morte vivificante, «que nos conduz de novo à fonte da vida santa em Cristo».

 

Como nota Bruno Forte, os cristãos sabem que, «na sua qualidade de sacramento da eternidade no tempo, a Igreja cederá o lugar à luz plena da glória, quando Cristo vier finalmente na Sua última vinda. Então Aquela que ela esconde e, ao mesmo tempo, revela reinará totalmente em todos. A kénosis divina abrirá caminho ao esplendor do último dia: a Trindade, de que a Igreja é "ícone", brilhará no universo inteiro e em todos os corações».

 

Mas será que a Igreja deixará de existir no fim dos tempos? Será que a sua luz se apagará? A morte da Igreja — responde o teólogo italiano — «é uma transformação no que há de melhor», já que nos transporta «da finitude do tempo para a eternidade da vida divina».

publicado por Theosfera às 10:02

O caso é grave e está a atingir a Igreja dia após dia. Mesmo admitindo que há a intenção por parte de alguma comunicação social de transformar esta questão numa arma contra a Igreja e contra o Papa, a verdade é que os casos que se conhecem são suficientes para deixar toda a gente, particularmente os que amam a Igreja, em estado de choque.

 

Por isso, o que se espera, particularmente os católicos, é que os nossos Bispos, tal como o Papa, se mostrem como estão diante de todos: tristes, envergonhados e com a consciência de que a formação do clero deve neste momento tornar-se na primeira prioridade da Igreja. A formação de um padre deve ser ainda mais exigente.

 

A confusão, o relativismo moral e até alguma dificuldade em viver o sacrifício devem ser evitados, nos que se formam e nos que formam. Talvez seja altura de reforçar o conceito de santidade na formação dos padres.

 

Quanto aos que praticaram os actos de abuso sexual contra menores, Jesus disse tudo no seu tempo: «É inevitável que haja escândalos, mas ai daquele que os causa, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem ao mar do que escandalizar um só destes pequeninos. Tende cuidado convosco».

publicado por Theosfera às 09:58

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