O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 29 de Março de 2010

«Em nenhuma circunstância devemos responder à violência com a violência. Eu sei que é um conselho difícil de seguir. Mas este é o caminho de Cristo. É este o caminho da Cruz. Temos de ser capazes de acreditar que o sofrimento injusto é redentor».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Martin Luther King.

publicado por Theosfera às 21:28

O início da Semana Santa coincide com o fim das actividades lectivas em muitas escolas, que, deste modo, se mantêm abertas assegurando vários serviços.

 

O Colégio da Imaculada Conceição não dispensou mais uma celebração eucarística, marcada por uma grande fé e pautada por vivência muito intensa e fraterna.

 

Uma feliz Páscoa.

publicado por Theosfera às 21:24

Concede-nos, Senhor, a humildade de reconhecer o erro,

 

de pedir perdão,

 

de mudar de rumo,

 

de acolher os outros,

 

de não atacar ninguém.

 

 

Que a Tua Igreja, Jesus,

 

seja a Tua transparência.

 

 

Que ela não abandone os pobres e os pequenos.

 

Que ela seja sinal do Teu amor,

 

eco fiel da Tua esperança

 

e vislumbre epifânico da Tua paz.

 

 

Que a Tua Igreja, Jesus,

 

aprenda conTigo

 

a servir,

 

a ser serva,

 

a não se importar com o poder.

 

 

Que a Tua Igreja, Jesus,

 

esteja sempre com todas as vítimas.

 

 

Que ela se disponha a levar a cruz

 

de todos os injustiçados.

 

 

Cobre-nos, Jesus,

 

com o manto da Tua humildade e mansidão.

publicado por Theosfera às 14:40

Compreendo o trabalho da imprensa e penso sobretudo no sofrimento amordaçado de muitas vítimas da pedofilia.

 

Mas, sinceramente, não sei se o melhor trabalho será lançar nomes e fotos a esmo, com periodicidade cadenciada e precisão cirúrgica. Em cada dia, aparece um caso, ou melhor, um possível caso.

 

E se não for verdade? E se estivermos a culpar um inocente?

 

Colocar um endereço para que se denunciem casos terá um bom propósito, mas pode permitir que se culpem inocentes e que se acabe por inocentar os verdadeiros culpados.

 

O silêncio ajuda a encobrir crimes. Mas certas palavras não poderão também contribuir para expor possíveis inocentes?

 

A comunicação social exerceu uma missão profiláctica. O sinal está dado e o alerta foi feito.

 

A imprensa terá cumprido o seu papel. Deixem agora que a justiça funcione.

publicado por Theosfera às 14:33

1. Pode parecer despropositado, nesta época do ano, trazer à colação o tema da descristianização.

 

Praticamente não há casa onde não entre a Cruz. As ruas enchem-se de gente e continuam a abundar os sinais de fé.

 

E, no entanto, não falta quem, de forma recorrente e com intensidade crescente, alerte para a descristianização da sociedade.

 

Começando por um esboço do conceito, descristianização será um movimento de negação ou apagamento das referências a Cristo.

 

Será que se pode falar com acerto de um apagamento de Cristo na vida das pessoas e na própria sociedade?

 

Retenha-se, desde já, que a relação com Jesus Cristo se estabelece a partir de uma procura e com base num encontro.

 

Alguém poderá dizer que não existe essa procura ou que terminou esse encontro?

 

Não é, seguramente, o que resulta dos estudos de opinião e da abordagem mais elementar que possamos fazer.

 

 

2. O que se vai desenhando é um movimento muito nítido no sentido de uma distinção cada vez mais pronunciada entre Cristo e Igreja.

 

 

As pessoas, de uma maneira geral, conservam um encanto por Cristo e, ao mesmo tempo, denunciam um desencanto pela Igreja.

 

O que sucede, o mais das vezes, é que quando se fala de descristianização da sociedade, estamos a pensar no afastamento da Igreja.

 

Este é, sem dúvida, um facto notório e um dado marcante. As pessoas vão menos à Igreja. Ou, quando vão, vão de uma forma pouco regular.

 

E, pormenor nada despiciendo, vão cada vez mais quando as igrejas estão vazias, quando não há celebrações.

 

Acontece que a análise tem de contemplar o sentido inverso. As pessoas vão menos ao encontro da Igreja. Mas não será que a Igreja também vai menos ao encontro das pessoas?

 

Se as pessoas dizem procurar Cristo e, não obstante, vão menos à Igreja, não será porque, no seu entender, têm dificuldade em encontrar Cristo na Igreja?

 

No limite, não poderemos fugir à pergunta, por muito inquietante que seja: será que a Igreja é uma oportunidade ou um obstáculo para encontrar Cristo?

 

 

3. O certo é que proliferam estudos que apontam no sentido de uma clivagem entre Cristo e a Igreja.

 

Quem não se recorda de um slogan que, há décadas, fez fortuna: «Cristo sim, Igreja não»?

 

Juan Martin Velasco refere que estamos num tempo que o Cristianismo rejuvenesce e a Igreja envelhece.

 

A este ponto chegados, temos de ter presente que estamos a ir por um caminho perigoso.

 

É que a Igreja vem de Cristo. Mais, a Igreja é Cristo. É o Seu novo corpo. Ele usou o possessivo quando falou da Igreja: «a minha Igreja» (Mt  16, 18).

 

Isto significa que a Igreja é d’Ele, é de Cristo. Esta é, pois, a sua identidade. Mas será que é esta também a sua configuração?

 

Jesus teve uma grande preocupação com a transparência. Ele apresentou-Se como sendo a transparência do Pai (cf. Jo 14, 9). Será que a Igreja procura ser a transparência de Cristo?

 

Por entre a hesitação e no meio da tormenta, avulta a certeza que Pedro Mexia recentemente anotava: «A Igreja nunca erra quando é fiel ao Evangelho».

 

 

É claro que essa fidelidade nunca será total. Mas não será possível que seja um pouco mais reluzente?

 

Sabemos, já nos primeiros tempos, existia uma tensão entre Cristo e a Igreja, representada pelos Apóstolos.

 

Várias foram as vezes em que tentaram distorcer a Sua mensagem. Anote-se a discussão, deveras sintomática, entre o poder e o serviço. Havia quem quisesse o poder (cf. Mt 20, 20-28). Jesus assume-Se sempre como quem serve (cf. Lc 22, 26).

 

 

4. Por aqui se vê como não é só na sociedade que existe o perigo da descristianização.

 

Não é só a sociedade que corre o risco de se afastar de Cristo. A própria Igreja de Cristo não está isenta dessa possibilidade.

 

Numa sociedade videocêntrica, o que mais se deseja é ver. Os antigos, como informa Tertuliano, viam amor entre os cristãos. Percebiam que o amor era a súmula da mensagem de Cristo.

 

Se, como alertava Fernando Pessoa, «morrer é só não ser visto», tenhamos presente que a Igreja só sobrevive se ela tornar visível o amor. Onde há amor, há Cristo.

 

Acredito que Cristo está na Igreja. O problema é que muitos não O vêem nela...

 

publicado por Theosfera às 11:59

A vocação é sempre um pacto entre liberdades: a liberdade de Deus que chama e a liberdade do ser humano que responde.

 

Não há pressões, castigos ou chantagens.

 

Há uma proposta. E há todo um horizonte de possibilidades para decidir.

 

Mas Deus é único a persuadir. Cedo ou tarde, a pessoa acaba por (re)redescobrir que só n'Ele e a partir d'Ele é feliz, é ela própria.

 

Deus é chamante e poderosamente convincente!

publicado por Theosfera às 10:34

mais sobre mim
pesquisar
 
Março 2010
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6

7
8
9





Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro