O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 21 de Março de 2010

Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.
Do palácio encantado da Ilusão
Desci a passo e passo a escada estreita.

 

Como as flores mortais, com que se enfeita
A ignorância infantil, despojo vão,
Depus do Ideal e da Paixão
A forma transitória e imperfeita.

 

Como criança, em lôbrega jornada,
Que a mãe leva ao colo agasalhada
E atravessa, sorrindo vagamente,

 

Selvas, mares, areias do deserto...
Dorme o teu sono, coração liberto,
Dorme na mão de Deus eternamente!

 

Antero de Quental

publicado por Theosfera às 13:52

Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde

 

António Ramos Rosa

publicado por Theosfera às 13:49

A poesia também tem um dia. Mas a poesia visita-nos a cada instante.

 

Um poeta é um perscrutador. Capta melhor que nós a palavra que paira sobre a existência.

 

Há quem pense que a poesia nos abstrai da vida. Mas é a poesia que nos transporta para o grande mistério do existir.

 

A poesia é o silêncio fecundado, que fermenta em palavras os sentimentos fundos e as emoções fortes.

 

A poesia é uma ausência que o instante torna presente.

 

A poesia não está só nos livros. Encontra-se na vida. Cada ser humano é um artífice do poema que Deus compõe. Connosco, em nós.

publicado por Theosfera às 13:43

Os Homens têm vencimento maior que as Mulheres em cerca de 9%.

 

É uma injustiça que nem este limiar de um tempo novo consegue corrigir.

 

Esperava que a tão propalada paridade atingisse o essencial: a justiça.

 

Não sou feminista, mas preocupa-me sobremaneira a situação de muitas senhoras.

 

Se fosse pelo trabalho e pela dedicação, teriam uma fortuna. Assim também a têm: a fortuna do seu exemplo imaculado!

 

publicado por Theosfera às 13:18

Muitos queriam que uma única pessoa fosse condenada.

 

Jesus não condenou a condenada. Condenou, sim, (e com que veemência) quem condenou.

 

No momento decisivo, a mulher ficou só. Com Jesus.

 

Ele é o alento de todos os condenados. De todos os abandonados.

 

Eis o que ressoa do Evangelho deste Domingo, o quinto da Quaresma.

publicado por Theosfera às 13:14

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