O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Tenho o maior respeito por todas as manifestações de fé. Sobretudo as manifestações de fé do povo comovem-me bastante.

 

Sabemos, porém, que nem todas as configurações estão em sintonia com a identidade. Mas isto já não é de agora. O grande Padre Abel Varzim, que também acompanhava a fé do povo, expende o que sentiu durante uma procissão dos Passos.

 

«Não gostei da procissão! A Procissão dos Passos é de todos os dias mas não tem andores, nem música, nem anjinhos. Tem dores, angústias, desesperos, lágrimas, lamentos, e chagas. São os ódios de raças, as lutas fratricidas, os colonialismos, os campos de concentração, a opressão das consciências, as limitações da personalidade e da liberdade humanas, a fome, o desemprego, os bairros de lata, os acidentes de trabalho e de estrada, as prepotências e desmandos do capital, a exploração de menores, a escravatura da mulher, os compadrios, as injustiças, os egoísmos. Tudo isto flagela, dilacera, crucifica o Corpo de Cristo, como nunca talvez na História da Humanidade».

 

Sublime. E profundamente interpelante.

publicado por Theosfera às 11:26

Um perigoso sintoma infecta, presentemente, a nossa vida cívica.

 

Trata-se do afrouxamento das motivações e do travestimento de certas atitudes.

 

Todos sabemos que a denúncia é necessária, indispensável.

 

Só que, por negligência, incúria ou pura indolência, substituímos a denúncia pela delação. Sobram cada vez mais casos de delação.

 

Com a injustiça poucos se preocupam. Com a pobreza muitos não se inquietam. Não há levantamentos populares nem se erguem vozes.

 

Em contrapartida, multiplicam-se os que se afadigam em publicitar o que é dito no corredor de uma repartição ou até no interior de um gabinete.

 

O ressentimento consegue ser mais forte que o sentimento. Sobretudo o sentimento nobre.

 

Se é assim que se pensa progredir na carreira ou subir na vida, triste carreira e pobre vida essa. Antes pobre e honrado.

 

Calem-se os delatores. Voltem os profetas. Restaure-se a confiança.

 

Procuremos que a nossa consciência nos conforte. E não que os aplausos nos afaguem. Até porque quem nos aplaude hoje não terá pejo em nos trair amanhã.

 

A História é (mesmo) mestra da vida...

 

publicado por Theosfera às 10:41

Bento XVI convidou a olhar Deus como um pai, apresentando uma reflexão sobre a parábola do filho pródigo, do Evangelho de São Lucas e afirmando que o ateísmo pode esconder o desejo do divino.

 

Nas palavras proferidas antes da recitação do Angelus, com milhares de pessoas congregadas reunidas na Praça de São Pedro, o Santo Padre disse que o conhecido texto evangélico tem o poder de nos falar de Deus.

 

«Depois de Jesus nos ter falado do Pai misericordioso, as coisas já não são como dantes, agora conhecemos Deus: Ele é o nosso Pai que por amor nos criou livres e dotados de consciência que sofre se nos perdemos e que faz festa se voltamos».

 

Segundo Bento XVI, não raras vezes o ateísmo esconde «a exigência de descobrir a verdadeira face de Deus».

 

Neste contexto, o Papa alertou que «esta fase é delicada, pode levar ao ateísmo , mas também esta situação, não raras vezes, esconde a exigência de descobrir o verdadeiro rosto de Deus».

publicado por Theosfera às 10:36

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