O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 06 de Março de 2010

Tenho para mim que aquilo que é mais íntimo é mais para guardar do que para dizer.

 

Mas, hoje, queria falar da companhia que me é feita por alguém quando viajo só.

 

A Antena Dois oferece-nos o prazer da música eterna, da serenidade envolvente e da paz extasiante.

 

Enquanto galgamos quilómetros, vemo-nos atraídos para os umbrais de um mundo que nasce no nosso interior.

 

E, pormenor nada despiciendo, a Antena Dois acaba por ser, quase sempre, uma espécie de Antena Deus.

 

As composições que passa são, muitas delas, de teor espiritual.

 

A Antena Dois, mesmo não sendo católica nem confessional, leva-nos, muitas vezes, para Deus.

 

Só tenho pena do fim do Ritornello.

 

Ainda assim, queria deixar o meu humilde agradecimento a esta estação emissora, que me acompanha quando viajo.

publicado por Theosfera às 12:02

Confesso que o Leandro não me sai da cabeça. Aquela imagem de menino que tem vindo dos jornais era continuamente agredida pelos colegas. Teve de se atirar ao rio. Como é possível?

 

Sabemos que, afinal, o bullying (violência, física e psíquica, exercida de forma continuada) não é de agora.

 

O que intriga é ver que, uma vez mais, só nos detemos diante das consequências. Que fazemos nas causas?

 

Que interacção existe entre a família e a escola? Que acompanhamento é feito aos alunos fora das aulas? Que incremento se dá aos valores?

 

Depois, fere ver esta indiferença, notada na alusão à recorrência deste fenómeno. Tudo parece decorrer normalmente.

 

Ninguém decretou luto pelo Leandro. Por ser pobre? Poucos querem dar a cara. Parece que tudo corre como até agora.

 

Ainda bem que a comunicação social (honra lhe seja dada) não pactua com o esquecimento.

 

Que futuro vai nascer deste presente?

publicado por Theosfera às 11:57

Sinceramente, não sei se é mentiroso ou não. E, sinceramente também, quero muito acreditar que não.

 

Mas o que me impressiona é que (diz uma sondagem) 60% dos portugueses entendem que determinado político está a mentir. E, não obstante, 40% voltariam a escolhê-lo para o lugar que, presentemente, ocupa.

 

Isto dá mesmo que pensar. E muito que penar.

 

Portugal, como sugeria Alexandre O'Neill, é um problema que todos temos connosco mesmos.

 

Já não é um problema político. É um problema cívico. É um problema ético. É um problema nosso.

publicado por Theosfera às 11:52

Fez , ontem, vinte anos e, desde há vinte anos, passou a ser o meu jornal.

 

Na altura, 5 de Março de 1990, estava em Lisboa e o jornal que costumava comprar (O Comércio do Porto), chegava um pouco tarde à capital.

 

Como também comprava o Expresso e uma vez que foi deste jornal que partiram os principais artífices do Público, passou a ser este o meu jornal.

 

Confesso que a fase em que o apreciei mais foi mesmo a primeira: no conteúdo e na forma. Era mesmo um jornal muito bonito, atraente, convidativo.

 

Compreendo (e admiro) a necessidade de não estagnar e o imperativo de mudar. Mas o que tem vindo a seguir não me consegue envolver tanto.

 

Já pensei várias vezes em mudar de jornal, embora também procure ler outros, mas, invariavelmente, mantenho-me fiel ao Público.

 

Admiro a independência, embora nem sempre me reveja nos ângulos de análise e nos posicionamentos.

 

Mas também é verdade que não temos de concordar para consumir. Às vezes, é díficil aceitar algumas coisas. Mas assumo que é impossível passar sem o Público.

 

Mesmo quando não há tempo para o ler ou mesmo quando o consulto na net, gosto de olhar para o lado e ver a edição de papel.

 

Um jornal acaba por ser um companheiro, mais que um informador.

 

Leio o Público da última para a primeira página.

 

Aprecio as opiniões de Campos e Cunha, José Pacheco Pereira e Vasco Pulido Valente, ainda que nem sempre me reveja no que escrevem. Mas escrevem muito bem e pensam ainda melhor.

 

Sinto a falta do olhar da semana de António Barreto, um homem moderado, capaz de leituras magistrais acerca do nosso quotidiano.

 

Nas edições que assinalam este vigésimo aniversário, permitia-me sublinhar a entrevista a Mário Soares e o ensaio de José Mattoso.

 

Este último é mesmo imperdível. É para ler e guardar. Por muitos anos.

 

 

 

publicado por Theosfera às 11:37

O discernimento é sempre a tarefa prioritária.

Nela, o mais importante não pode jamais ser trocado pelo mais urgente.

Haverá coisa mais urgente que o mais importante?

 

publicado por Theosfera às 00:00

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