O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

«Tão vasto espirito em tão estreita regra», terá dito Sophia de Mello Breyner acerca do grande Padre Manuel Antunes.

 

Era o mínimo que podíamos esperar dos cidadãos: largueza de espírito, ainda que os horizontes sejam estreitos.

 

Quem se lança numa candidatura já sabe que se expõe à crítica. O Dr. Fernando Nobre é o primeiro a saber disso.

 

Agora que se conteste a decisão de alguém se candidatar é que não se percebe muito bem.

 

Tanto se exalta a cidadania, mas quando aparece alguém desligado dos partidos, sruge logo uma onda de indignação.

 

Os partidos são importantes, mas a democracia não se esgota nos partidos.

 

Os partidos também alavancam a cidadania, também são parte da cidadania.

 

O gesto do Dr. Fernando Nobre é um contributo para a pluralidade. É mais uma opção que os portugueses têm diante de si.

 

Dizem que não tem experiência política. Mas o trabalho humanitário não fará parte da política?

 

Continuo a ressalvar que mantenho a independência. Não digo em quem voto. Mas saúdo quem se oferece à consideração dos portugueses, com uma mensagem de moderação e despojamento. Pessoas como o Dr. Fernando Nobre têm mais a perder do que a ganhar com esta incursão.

 

Ninguém está acima da crítica. Já houve quem me lembrasse que o Dr. Fernando Nobre é a favor da liberalização do aborto. Continuo sem confirmação oficial quanto a este dado. Ainda assim, recordo que outros políticos, que se dizem contra o aborto, acabam na prática por promulgar leis que o favorecem.

 

Era bom que realçássemos o bem que as pessoas fazem.

 

Ninguém é obrigado a apoiar ninguém. Mas não sufoquem as ideias antes de serem apresentadas. E, depois, cada um decida em consciência. E com a maior paz!

publicado por Theosfera às 13:51

Primeiro o Haiti. Depois a Madeira. Agora o Chile. A natureza parece não dar tréguas e, impante, vai somando vítimas.

 

Um forte tremor de terra provocou pelo menos 76 mortes no Chile e originou um alerta de tsunami no Oceano Pacífico esta madrugada.

 

O abalo, que atingiu 8,8 na escala de Richter (maior que o do Haiti), foi sentido durante cerca de um minuto quando eram 03h34 no país sul-americano (06h34 em Portugal Continental).

Segundo os primeiros relatos, vários edifícios ruíram, houve cortes de energia e foram confirmadas 76 mortes, prevendo-se que o número oficial de vítimas vá disparar durante este sábado.

 

A presidente chilena Michelle Bachelet, que está prestes a ceder o lugar a Sebastian Piñera, dirigiu-se à população, apelando para que fiquem calmos apesar do «enorme terramoto».

 

O epicentro do terramoto localizou-se no Pacífico, 325 quilómetros a sudoeste de Santiago do Chile, mas a apenas 90 quilómetros de Concepción, a segunda cidade chilena, onde vivem mais de 200 mil pessoas.

 

Relatos no Twitter indicam que a cidade de Chillán já foi considerada uma zona de catástrofe.

 

O sismo que arrasou o Haiti a 12 de Janeiro, provocando mais de 100 mil mortos, chegou a apenas 7,0 na escala de Richter.

publicado por Theosfera às 12:12

Orlando Zapata era ainda novo e morreu.

 

Morreu porque acreditou, porque não pactuou e porque perseverou.

 

Morreu porque, à sua frente, há um poder inclemente, uma ditadura implacável.

 

Mas Zapata não morreu só por causa da inclemência do poder. Morreu também por causa do silêncio dos que, dizendo-se defensores da liberdade, se calam perante quem a esmaga.

 

Já o apóstolo Pedro dissera diante do tribunal: «Não podemos calar o que vimos e ouvimos».

 

E, mais proximamente, Sophia alertara-nos: «Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar».

 

Defendo o silêncio como forma de escutar. Não defendo o silêncio como forma de calar a dor ou de branquear o mal.

publicado por Theosfera às 12:07

«Tristeza não tem fim, felicidade sim».

Assim escreveram (melancólica e magnificamente) Tom Jobim e Vinicius de Moares.

publicado por Theosfera às 11:35

Portugal está doente, é verdade. E não me reporto à míngua de dinheiro e à precariedade do trabalho.

 

A principal doença nem sequer é de natureza económica.

 

Falta dinheiro, mas, acima de tudo, falta confiança, falta verdade. Há demasiado ruído em volta da suspeita.

 

Parece que somos todos investigadores uns dos outros. Não falamos de ideias (muito menos de ideais), nem de causas, nem de valores. Falamos de lugares e de pessoas.

 

O clima cívico não está bom. Urge melhorar.

publicado por Theosfera às 11:12

Como previsto, este sábado surge tingido de cinzento e fustigado por bátegas de chuva e estrépitos de vento.

 

Nestas alturas, recordo sempre uma bela frase de Miguel de Unamuno: «Quando Deus quiser chover na tua vida, deixa chover».

 

Esperemos que a chuva venha calma e que, no nosso interior, acolhamos a outra chuva: a chuva de Deus!

publicado por Theosfera às 11:08

De forma assaz perspicaz, Henri de Lubac faz notar que «a Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens».

É precisamente o contrário. «Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres, que se sentem nela como em sua própria casa, são os que lhe dão o seu tom».

 

publicado por Theosfera às 11:08

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