O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 06 de Fevereiro de 2010

Mais um convite a que acedi com muito gosto.

 

Os alunos do Colégio da Imaculada Conceição ofereceram-nos um momento musical de grande elevação, qualidade e envolvimento.

 

Vê-se que houve muito trabalho, muita dedicação e muito amor. Mas não são estes os ingredientes da missão educativa?

 

Tratava-se de uma ópera intitulada À procura de um pinheiro.

 

O ambiente é o Natal. E tem toda a pertinência aparecer nesta altura, em que, porventura, o nosso quotidiano já se desligou da ternura e do encanto que o Natal incorpora nos nossos corações.

 

O Natal é um hoje com muitas horas, um dia com muitos dias. O Natal tem a duração da vida.

 

Ainda bem que os mais pequenos nos vêm relembrar o que, tão pressurosamente, tendemos a esquecer.

 

A história, bem concebida e magnificamente apresentada, encerra uma enorme lição: muitas vezes, reparamos no que é mais vistoso e não damos a devida atenção a quem está na base, a quem tudo suporta.

 

Todos gostamos de ver as luzes brilhar na árvore de Natal. Todos nos enternecemos com as fitas e outros enfeites que a adornam. Pois, mas...se não houvesse árvore de Natal?

 

O que nos aparece mais desprezível é que, no fundo, desponta como detendo maior valor.

 

Os mais pequenos, primorosamente ajudados pelos seus educadores, foram capazes de nos envolver nesta história com muita intensidade, com enorme vibração e até com indisfarçável comoção.

 

Como dizia Aristóteles, «a música é o princípio de todos os encantos da vida». E a música apresentada pelas crianças consegue alçar-nos a um encantamento maior e a um contentamento supremo.

 

Respirava-se um ambiente de nobre simplicidade.

 

Parabéns por mais esta iniciativa do Colégio. A educação é também (e bastante) feita de momentos como estes. Muito belos.

 

Dostoievsky bem dizia que é a beleza que salvará o mundo.

 

A beleza, juntamente com a verdade e a bondade, é um dos nomes de Deus.

 

Como respirei Deus no olhar inocente e nas vozes cristalinas destas crianças!

publicado por Theosfera às 18:48

«Sê senhor da tua vontade e escravo da tua consciência. O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz».

Assim escreveu (magistral e magnificamente) Aristóteles.

 

publicado por Theosfera às 14:41

Como esperar soluções de quem só (nos) enche de problemas?

 

Creio, porém, nas surpresas dos momentos difíceis.

 

Voltemos a Santo Agostinho: é quando parece que tudo acaba que tudo verdadeiramente começa.

 

E não esqueçamos a recomendação de Vergílio Ferreira: quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte!

publicado por Theosfera às 14:37

Faz hoje 402 anos que nasceu o Padre António Vieira.

 

 

Vieira é muito apreciado pela forma. Mas merece ser reapreciado sobretudo pelo conteúdo, pela profecia, pela coragem, pela fidelidade.

 

Leiamos Vieira. Hoje. E sempre. Precisamos de reaprender a beleza do que ele disse e a intensidade do que ele escreveu.

 

É, realmente, um imperador. Da língua. E da coragem.

publicado por Theosfera às 11:59

«Só o mistério chega inteiro ao fim».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Almada Negreiros.

publicado por Theosfera às 11:47

Afinal, a crise não é apenas (nem principalmente) económica. É política. É cívica. É ética. É moral.

 

Deitámo-nos, ontem, atordoados. Acordámos, hoje, abatidos.

 

Mais escutas. Mais suspeitas. Mais pressões. Mais atentados à liberdade. E mais pedidos de demissão.

 

Depois de um tempo em que tivemos democratas sem democracia, agora parece que há democracia e faltam democratas. Será?

 

Voltam a ouvir-se as soluções que todos sabem, mas que, pelos vistos, poucos estão dispostos a aplicar.

 

Nestas alturas, lembro-me sempre do grande Albert Schweitzer: «O exemplo não é a melhor maneira de convencer os outros; é a única».

 

Precisamos, urgentemente, de uma regra de conduta elementar: não fazer em privado o contrário do que se exibe em público.

 

Não temos duas caras. Tenhamos um só rosto.

 

Se queremos que o mundo mude, comecemos a mudança por nós.

 

Isto não vai nada bem. Mas acredito que, dos escombros em que mergulhámos, algo de belo vamos enxergar. Porque algo de belo irá brilhar.

publicado por Theosfera às 11:24

Receava, mas não podia saber. Só Deus sabe.

 

Este dia, 6 de Fevereiro, há 13 anos, ia quente. Era o último dia de meu querido Pai nesta terra.

 

Já só comunicava por gestos. Foram momentos de muita dor, que deram lugar a tempos de profunda saudade. Mas todos estes sentimentos foram emoldurados por um profunda e serena paz. Sei que, na madrugada seguinte, meu querido Pai encetou uma viagem que o levou ao seio do Pai, ao coração de Deus.

 

É lá que se encontra. É lá que o reencontro. Sempre.

publicado por Theosfera às 06:26

O convite foi amigo e insistente. Acabei por ir e gostei.

 

No Teatro Ribeiro da Conceição, que tinha o aspecto de congregar uma família grande e uma grande família, a Escola de Concertinas de Lamego deslumbrou.

 

Deslumbrou não apenas com a execução das peças. Deslumbrou, acima de tudo, com a vibração e a intensidade da alma que facilmente se desprendia da actuação.

 

O concerto assinalou dez anos desta escola. Houve muita emoção e merecida gratidão ao director, o senhor prof. Domingos Roxo.

 

A arte tem o condão de encantar quem executa e quem pode desfrutar. Parafraseando o título de uma das composições, desejo que o sonho destes jovens se espraie num futuro radioso. Porque, graças a Deus, o presente já se mostra deveras brilhante.

 

Parabéns. Um obrigado muito sentido ao senhor Presidente da Junta da Sé pelo convite.

publicado por Theosfera às 06:21

Há quem pense que a guerra e o terrorismo resultam do excesso de certezas. E não falta quem advogue que a paz decorre da desmontagem das certezas.

Com todo o respeito, é um erro esta perspectiva. Porque deste modo nem a paz é uma certeza.

O caminho da paz não está, pois, na ausência de doutrina, de certezas ou de convicções.

Convicções sem paz? É um perigo. Mas paz sem convicções é uma temeridade.

É preciso criar convicções e certezas. A começar, obviamente, pela paz.

Muitas certezas têm matado. Mas a incerteza não tem devolvido nenhuma vida. Pelo contrário, tem estendido mais a morte.

Necessário é reconstruir o universo das nossas convicções, das nossas certezas.

Quem fala, hoje, da paz? E quem consagra verdadeiramente a vida à paz?

 

publicado por Theosfera às 06:20

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