O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Foi preciso (uma vez mais) uma tragédia como a do Haiti para mostrar que, afinal, ainda somos humanidade, ainda temos coração, ainda somos capazes de nos condoer, de abraçar, de partilhar, de estender a mão, de gerar calor, de semear esperança.

 

Estranho (mas, apesar de tudo, belo) paradoxo este: é preciso que alguns percam tudo para percebermos que, afinal, nem tudo está perdido!

publicado por Theosfera às 19:45

O Evangelho deste Domingo remata com a reacção de Jesus à hostilidade dos Seus conterrâneos, que O queriam atirar de um despinhadeiro abaixo.

 

Jesus passou pelo meio deles e seguiu o Seu caminho.

 

Ou seja.

 

Não litigou, mas também não vacilou.

 

Não rebateu, mas também não recuou.

 

Foi paciente e persistente.

 

Eis a chave para os momentos difíceis: paciência e persistência.

 

Ninguém pode deter os caminhos de Cristo.

 

 

publicado por Theosfera às 19:15

Não precisa ser poderoso nem afamado.

 

Não precisa ser palavroso nem loquaz.

 

Não precisa concordar nem de (nos) aplaudir.

 

Não precisa estar sempre a rir e pode até chorar.

 

Não precisa aparecer a toda a hora, porque, mesmo que não apareça, nós sabemos que ele está.

 

Pode ser alto ou baixo. Pode ser rico ou pobre. Mesmo pobre, é sempre rico.

 

Pode pensar como nós ou pensar de modo diferente de nós.

 

O amigo é sobretudo aquele que está.

 

É o que confia em nós e em quem nós confiamos.

 

É o que está em nós, mesmo que more longe de nós.

 

É o que nos escuta.

 

É o que usa a linguagem da verdade e não da bajulação.

 

É o que não diz nas nossas costas o contrário do que diz à nossa frente.

 

É o que nos diz tudo a nós e jamais fala mal de nós.

 

O melhor presente do amigo é o presente da (sua) presença.

 

É aquele com quem contamos e que conta connosco.

 

É o que chora ao nosso lado. É o que não desaparece nas horas de dor.

 

É o que não nos recrimina. É sobretudo o que nos acompanha.

 

O amigo não precisa prometer nada nem dizer qualquer coisa.

 

Nós sentimos o amigo nas horas de maior aflição.

 

Se o deixamos de sentir é porque, afinal, o amigo não era.

 

Onde está ele, o amigo?

 

A prosperidade sugere legiões de amigos. Mas é a adversidade que os selecciona e a vida que os testa.

 

Amigo é o que permanece quando todos partem.

 

Amigo não tem férias. Amigo é sempre amigo.

 

Amigo é Deus. Amigo é Jesus.

 

Amigo é quem vive o amor de Deus e a amizade de Jesus.

 

A amizade é, quase sempre, o silêncio repartido e a dor partilhada.

 

Quantos são os amigos?

 

Não serão muitos, mas são os necessários.

 

Às vezes, amigo não tem plural.

 

Mas cada amigo não é singular, único, irrepetível?

 

 

publicado por Theosfera às 16:15

Tudo o que tem princípio tem fim.

 

Até o que parece invencível acaba por ser vencido.

 

Acabam organizações, acabam clubes, acabam partidos, acabam regimes, acabam ideologias, até acabam países.

 

Portugal tinha uma monarquia que durava há séculos. Parecia consolidada. Nunca nenhum rei tinha sido assassinado. Isto descansava D. Carlos, que acabou por ser alvejado faz amanhã 102 anos.

 

Hoje, aliás, faz 119 anos que houve uma revolta no Porto, a primeira grande revolta republicana.

 

O povo ficou melhor com a república? Os dados são incontroversos. Não houve mais paz. Não houve sequer mais democracia. Nem sequer houve mais desenvolvimento.

 

A experiência ensina que é sempre mais um regime que cai do que outro que entra.

 

A monarquia estava em decadência em finais de novecentos. E a democracia não o estará hoje? 

 

Não é a inércia que nos há-de orientar. É a vontade e, acima de tudo, o sentido de justiça.

 

Seja como for, nenhum regime é eterno. E, apesar de eu mesmo me rever no significado último da democracia,  é preciso ter presente que nem a democracia perdurará por todo o sempre. Basta ler a volumosa obra de John Keane com o acutilante título Vida e morte da democracia.

 

S. Paulo chama a nossa atenção para a caducidade de tudo. Tudo acaba. Até a fé e a esperança. Depois de tudo vermos, já não precisamos da fé. Depois de tudo alcançarmos, já não carecemos da esperança.

 

O que nunca termina é o amor, a doação, a entrega.

 

Façamos da vida uma semente de amor. Se não houver amor, vale a pena viver?

publicado por Theosfera às 16:03

O Senhor que, desde sempre, nos chama convida-nos, hoje, a celebrar com Ele o sacrifício eucarístico e a refeição onde Ele mesmo nos vai presentear com a mesa da Palavra e a mesa do Pão.

 

Um santo Domingo. Com Ele!

publicado por Theosfera às 06:08

As religiões encontram-se no início e no fim. As religiões desencontram-se no(s) meio(s).

Todas têm o mesmo começo e a mesma finalidade: as religiões existem por causa de Deus e para servir o Homem.

Se há um encontro tão forte no mais importante, porque é que persiste um desencontro tão prolongado?

O problema da paz entre as religiões é que fixamos os objectivos demasiado perto e demasiado longe.

Demasiado perto porque olhamos excessivamente para dentro, excessivamente para nós. Demasiado longe porque colocamos desafios difíceis de alcançar.

Regra geral, os outros é que têm de ser como nós. Resultado? Os outros acabam por pensar o mesmo em relação a nós.

O encontro entre as religiões não pode ser nem tão perto que cada uma não tenha de sair de si. Nem tão longe que cada uma tenha de se dissolver, de se renegar a si.

Cada religião inclui uma capacidade para se abrir, para integrar, para acolher.

Caminho? A paz entre as religiões começa, desde logo, quando as religiões vivem a paz: não apenas a paz entre si, mas a paz no mundo, a paz entre os homens, a paz com a natureza.

As religiões encontram-se, pois e antes de mais, na paz, na reconciliação, na justiça, na bondade, no amor, na oração, em Deus.

Ou seja, as religiões encontram-se no humano e no divino. E no humano e no divino encontrar-se-ão a si e entre si!

Para terminar, as religiões começam por se encontrar fora de si. Nenhuma religião é o centro. Todas apontam para o centro: a realidade absolutamente absoluta (Deus) e a realidade relativamente absoluta (Homem)!

 

publicado por Theosfera às 06:07

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