O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

A diferença cristã, de que somos portadores, deve expressar-se sobretudo, como alerta Enzo Bianchi, na atenção aos pobres, aos mais humildes.

 

Jesus afirmou, com toda a clareza, que seriam os pobres a medida do juízo final. É pela atitude para com eles que se mede a nossa fidelidade a Cristo e o nosso viver no mundo como membros do corpo de Cristo.

 

Nesta atenção aos pobres pode nascer um autêntico empenhamento pela justiça em que está contida a exigência da reconciliação e do perdão, a única justiça que pode encaminhar para a paz.

publicado por Theosfera às 22:49

Ouvir os místicos é sempre um alento, um estímulo. Enzo Bianchi propõe a espiritualidade como um ponto de encontro com todos, inclusive com os que dizem não terem fé.

 

«A humanidade é só uma e dela fazem parte religião e irreligião. De algum modo, nela é possível, para crentes e não crentes, a via da espiritualidade: de uma espiritualidade entendida como vida interior profunda, como fidelidade-empenhamento nas vicissitudes humanas, como busca de um verdadeiro serviço aos outros, atenta à dimensão estética e à criação de beleza nas relações humanas».

publicado por Theosfera às 22:43

Falamos muito de amor, mas o problema é que, quase sempre, pensamos no poder.

 

Ora, o poder cria rivalidades e gera clivagens. O outro tende a ser visto como adversário a controlar e alvo a abater.

 

A Igreja é chamada a ser a casa do amor e a morada das esperança.

 

Ela não pode ser a aliada dos poderes, mas o porto de abrigo das vítimas e dos esquecidos do poder.

 

Senhor, que a Tua Igreja nos encaminhe para Ti.

publicado por Theosfera às 22:37

A sociedade afasta-se de Deus?

 

Não creio.

 

Vejo Deus cada vez mais perto das pessoas. Vejo as pessoas cada vez mais perto de Deus.

publicado por Theosfera às 21:38

Sempre admirei a missão do professor, indissociável da missão de pai e de mãe. É uma missão difícil e, por vezes, dificultada. Olho, por isso, com estima para todas as escolas.

 

Desde há muito, tenho acompanhado, na medida do possível, o belo trabalho que tem vindo a ser realizado no Colégio da Imaculada Conceição.

 

Tem, neste momento, a dirigi-lo uma equipa jovem, determinada, imaginativa, clarividente.

 

Não escondo que me impressiona, além do natural enfoque nas actividades lectivas, a abertura que manifesta em relação aos valores e, mais concretamente, à espiritualidade.

 

Esta abertura repercute-se no ambiente que se respira, na esperança que se incute, no futuro que se semeia.

 

A espiritualidade, que é de sempre, fermenta vastos horizontes de futuro.

 

A minha humilde homenagem ao Colégio. A minha gratidão pela delicadeza e pela amizade. A minha (pobre) oração pelo pleno êxito da sua missão.

 

Educar uma criança é a mais bela forma de construir humanidade. Alguém nega que em cada ser humano subjaz a humanidade inteira?

publicado por Theosfera às 21:23

Subo as escadas e encontro-Te no templo.

 

Desço as escadas e reencontro-Te na rua.

 

O caminho que me leva até Ti tem múltiplas direcções e diversos sentidos.

 

Em toda a parte Te vejo, Senhor.

 

Em cada pessoa, és Tu que me visitas, és Tu que me falas.

 

Obrigado, Senhor!

publicado por Theosfera às 16:16

Tem 31 anos. Passou doze dias debaixo dos escombros. A casa onde vivia fica na...Rua dos Milagres. E foi por milagre que Rico Dibrivell sobreviveu ao sismo. Laus Deo!

publicado por Theosfera às 11:31

Faz da realidade um sonho.

Faz do teu sonho realidade.

publicado por Theosfera às 11:03

«Sim, está tudo certo, está tudo perfeitamente certo. O pior é que está tudo errado... Mas está claro, está tudo certo. E, excepto estar errado, é assim mesmo, está certo».

Assim escreveu (irónica e magnificamente) Álvaro de Campos.

publicado por Theosfera às 10:58

 

Um dia, alguém perguntou a Óscar Wilde: «Sabes qual é a diferença entre um santo e um pecador?».
 
O escritor irlandês respondeu: «Sei. É que o santo tem sempre um passado e o pecador tem sempre um futuro».
 
Como é bom conviver com pessoas com a sabedoria e a simplicidade de S. Tomás! Um santo enquanto sábio, um sábio enquanto santo!
 
A maior santidade é uma manifestação de sabedoria. E a maior sabedoria é sempre a santidade.
 
Hoje é dia de S. Tomás de Aquino, o Doutor Angélico. Não sei que mais admire nele, se a santidade, se a sabedoria.
 
Dialéctica infundada, porém. Tomás foi sábio porque santo e foi santo porque sábio. Ele percebeu belamente que a verdadeira sabedoria é a santidade e que a autêntica santidade é sempre sabedoria.
 
A sua humildade levou-o a procurar constantemente a verdade. Fê-lo até ao fim da vida. E fê-lo não só sentado à secretária. Fê-lo sobretudo de joelhos.
 
A Teologia não é um exercício diletante. É um acto de fé que não exclui a razão, antes a optimiza.
 
A fé envolve a vida e não deixa a razão de fora. Foi Tomás quem porfiou na consolidação da aliança entre a razão e a fé: «A razão postula a fé e a fé postula a sua compreensão racional».
 
Homens como Tomás não passam de moda. São imortais. Por isso, a Igreja, no Vaticano II, faz dele o único teólogo cujo pensamento recomenda expressamente na formação dos sacerdotes.
 
Era um homem silencioso. Vivia muito a partir de dentro, a partir do fundo. Parecia um anjo. Não deixou de ser humano por isso. É um acto de sabedoria aprender com quem nos pode ajudar. Inclusive com os anjos.
 
Nem todos podemos ser sábios como Tomás. Nem todos poderemos ser místicos como Teresa de Lisieux, que viveu às portas do século XX. Mas todos somos chamados a ser santos como os dois. Ambos mergulharam no mesmo (e infindo) oceano: o mistério santo de Deus!
 
Tempos diferentes e personalidades diversas partilham a mesma preocupação: encontrar o seu lugar na Igreja, na humanidade.
 
No século XIX, Teresa de Lisieux foi perita na ciência do amor. No século XIII, Tomás de Aquino fora mestre no amor da ciência.
 
Ambas as vias conduzem a Deus: o amor é a maior ciência; a maior ciência é o amor.
 
publicado por Theosfera às 10:51

«Fala como um sábio a um ignorante e este te dirá que estás louco».

Assim escreveu (subtil e magnificamente) Eurípedes.

publicado por Theosfera às 10:48

Todos sentimos necessidade de as partilhar. Mas quase ninguém mostra paciência para as ouvir.

 

Falo das queixas. Das lamúrias. Dos lamentos.

 

Habitualmente, dizemos aos outros que não se devem queixar. Que devem aceitar a realidade.

 

Até certo ponto, concordo. Mas não configurará esta atitude uma forma de rejeição e de abandono do outro?

 

Nenhum médico invectiva o seu paciente quando lhe dá conta das dores. Ora, as feridas da alma doem tanto ou mais que as dores do corpo.

 

Aceitemos o outro tal como nos aparece. Com as suas mágoas. Com o seu sofrimento. E pensemos: por cada dor que nos conta, pode haver uma infinidade de mágoas que não se conseguem dizer.

 

Acima de tudo, a verdade. Quando tudo está bem (o que é, manifestamente, difícil), digamo-lo. Mas, quando algo não está bem, não hesitemos também em assumi-lo.

 

Segundo Jesus (cf. Jo 3, 8), só uma coisa nos liberta: a verdade. Só a verdade. Sempre a verdade. 

publicado por Theosfera às 10:42

As ondas, quando aparecem, não perguntam se queremos ir. Arrastam-nos com elas.

 

Uma das ondas de hoje é a do pensamento positivo. Tomáramos todos poder enveredar por ele.

 

Mas a verdade jamais pode ser sacrificada. Dizer que está sol quando chove e ou insinuar que se tem saúde quando se está doente configuram duas formas de pensamento positivo. Mas onde está a verdade?

 

Daí a revolta de alguns como Bárbara Ehrenreich, uma adversária assolapada do pensamento positivo.

 

E, atenção, estamos perante alguém que já venceu um cancro!

 

Acima de tudo, a verdade. Haverá algo mais positivo?

publicado por Theosfera às 10:38

«Haveria muito menos mal no mundo se o mal não pudesse ser feito sob a aparência do bem».
Assim escreveu (estupenda e magnificamente) Marie Eschenbach.

 

publicado por Theosfera às 10:37

Concordo com Ellie Wiesel, cuja obra muito admiro e cujo sofrimento muito respeito, quando diz que o silêncio nunca beneficia as vítimas e que acaba por beneficiar sempre os agressores.

 

Um místico como S. Gregório Magno não se arrependia só das vezes em que devia ficar calado e falou. Também se arrependeu das vezes em que devia ter falado e calou.

 

Diante de algo como o holocausto é impossível o silêncio. Eu sou divirjo quando Elli Wiesel emparceira com quem entende que Pio XII não falou.

 

Há muitos irmãos judeus que estão gratos ao Papa pelo que fez e disse por eles. Daí que o mesmo sentido de justiça que nos faz verberar o holocausto nos faça reconhecer a obra dos ergueram a voz contra a guerra.

 

E, entre essas vozes, encontra-se - inquestionavelmente! - Pio XII.

publicado por Theosfera às 10:30

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