O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Eutanásia não é só quando se dá uma injecção para terminar com a vida de alguém.

 

Eutanásia é também (e bastante) quando se deixa um velhinho abandonado em casa: sem comida, sem companhia, sem medicamentos, sem assistência, sem visitas.

 

Graças a Deus,a medicina prolonga a vida. Mas a nossa incúria encarrega-se de a encurtar e de a ir transformando numa morte antecipada, numa morte lenta, numa morte dolorosa.

 

Em tantas camas, pratica-se esta eutanásia. Como sair deste sufoco? Que atenção estamos a dar aos nossos idosos? Foram eles que fizeram tudo por nós. E nós que estamos dispostos a fazer por eles?

publicado por Theosfera às 21:47

Ajoelho-me, Senhor, diante de Ti no sacrário.

 

E curvo-me diante de Ti, Senhor, na rua.

 

Na rua Te vejo. Na rua Te encontro. Na rua Te adoro.

 

Em cada pessoa, sobretudo nos mais simples, eu Te encontro, Senhor!

publicado por Theosfera às 16:20

«O amigo verdadeiro conhece-se na adversidade».
Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Quinto Ennio
.

publicado por Theosfera às 16:18

É uma tendência que vem de há muito e teima em persistir: nós, sabemos sempre mais o que não queremos do que aquilo que queremos.

É o mal para o qual já Manuel Antunes nos alertava: somos mais dominados pelo negativo do que pelo positivo.

Este é o nosso mal. Será também a nossa identidade?

Para Walter Kasper, o mal não é tanto carência de bem. É sobretudo transtorno do ser.

Somos assim. Seremos capazes de ser diferentes?

 

publicado por Theosfera às 16:16

E eis-nos, uma vez mais, a perorar sobre o acessório. Quem teve a culpa: Sá Pinto ou Liedson?

 

Dá para ver que ninguém quer encarar esta questão de frente.

 

Jamais pode haver lugar para a violência seja onde for.

 

O desfecho foi o mais razoável e salomónico possível: demissão de Sá Pinto e multa para Liedson.

 

Suspender Liedson seria também prejudicar o clube. Os seus golos fazem falta.

 

Como os espíritos estão acirrados e ninguém quer colocar o problema no seu verdadeiro terreno (na ética), basta de deitar fervura na água. É altura de deitar água na fervura.

 

É claro que o melhor desfecho serão mais uns golos de Liedson na próxima partida. Se tal acontecer, pouco mais se falará deste triste caso. Mas se as derrotas voltarem, temos caso para muito tempo!

publicado por Theosfera às 16:01

Eis mais uma das lições que a vida nos mostra.

publicado por Theosfera às 15:59

Anteontem, S. Sebastião. Ontem, Sta. Inês. Hoje, S. Vicente.

 

Três dias, três mártires.

 

Para ser mártir, é preciso haver amor. Mas, por estranho que pareça, é preciso também haver ódio.

 

É incrível, mas é mesmo verdade. Sem ódio, não há martírio.

 

O odium fidei é a condição para alguém ser declarado mártir.

 

Estamos, pois, diante de uma mistura explosiva e, ainda por cima, dificilmente explicável.

 

Como é que o ódio se manifesta, regra geral, contra quem mais ama?

 

A fé está cheia de mistérios. E a vida não o está menos...

publicado por Theosfera às 15:44

O serviço que as televisões estão a fazer no Haiti é relevante. Não fora a televisão e não estaria a haver esta monumental corrente de solidariedade planetária.

 

Aquiesço, pois, ao que diz, hoje mesmo, o Secretário-Geral das Nações Unidas quando assevera que o Haiti mostra não apenas a nossa fragilidade, mas também a nossa força.

 

Só que era bom que houvesse um pouco mais de comedimento.

 

Sei que, no terreno, as coisas têm uma leitura diferente. Mas mostrar assim o sofrimento de pessoas dói muito, deprime e expõe demasiado. Para sofrer, já basta o sofrimento. Atroz.

 

Uma palavra final para o que disse aquela criança de sete anos ao ser libertada dos escombros.

 

«Quem te ajudou nestes dias todos?»

 

«Foi Deus»!

 

O melhor do mundo são mesmo as crianças. Alguém duvida?

publicado por Theosfera às 15:36

Santana Lopes foi condecorado por altos serviços prestados à Nação cinco anos depois de ter exercido o cargo de Primeiro-Ministro.

 

As voltas que a vida dá.

 

O presidente que o condecorou pensava exactamente o contrário em 2004. Todos nos lembramos do célebre artigo sobre a má moeda.

 

E o presidente da altura também não achava que o Dr. Santana Lopes estivesse a prestar altos serviços. Em pouco tempo demitiu-o.

 

Será que as opiniões mudaram ou estas condecorações não passam de um mero ritual?

publicado por Theosfera às 15:31

Fala-se muito em lutar contra a pobreza. Mas, infelizmente, o que mais se vê é lutar contra os pobres.

 

Porque quando nada (ou pouco) se faz pelos pobres é como se contra eles estivéssemos.

 

Também aqui não são as palavras que valem. São os gestos. É a vida.

 

E como, assertivamente, sublinhou, há dias, Manuel António Pina, o que a União Euroepia reservou para esta causa é o mesmo que Sporting e Benfica gastaram num só mês em contratações: 17 milhões de euros!

 

Por isso é que somos pobres. Porque não canalizamos os recursos para as necessidades. Preferimos enterrá-los em coisas supérfluas.

publicado por Theosfera às 15:27

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