O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009

Alguém pode estar contente quando ferem a nossa mãe?

 

Serenos sempre. Mas conformados nunca.

publicado por Theosfera às 16:03

Há 29 anos, neste dia 4 de Dezembro, morreram Sá Carneiro, Amaro da Costa e quantos os acompanhavam.

 

Morreram ou foram mortos?

 

Quase três décadas depois, as dúvidas persistem.

publicado por Theosfera às 11:15

O ponto de partida de Zubiri reside não no ser mas mais além do ser. Ora, mais além do ser está a realidade, noção que alicerça e vertebra toda a sua trajectória metafísica e toda a sua construção teologal. Assente este ponto de partida, o decisivo nem sequer é a ideia que o homem possa fazer da realidade, mas a impressão da realidade no próprio homem.
 
Dado que «estar na realidade consiste em viver» e uma vez que «estamos na realidade na medida em que somos uma essência aberta», percebe-se que a instalação da realidade no homem desencadeie imperativamente a busca do seu fundamento último, que Zubiri denomina deidade e que, na prática, coincide com o que designamos por Deus. É assim que o homem e Deus são dois problemas afins, pelo que hão-de ser encarados e formulados não de forma adversativa, mas integradora.
 
A questão de Deus acaba por não ser menos antropológica que a questão do homem e, como nos adverte Hannah Arendt, a questão do homem acaba por não ser menos teológica que a questão de Deus. Daí que — sublinha Adolphe Gesché — apenas seja viável pensar Deus e o homem como intersignificantes.
 
Isto significa que Deus só é pensável com o homem e que o homem nunca é pensável sem Deus.

 
publicado por Theosfera às 11:14

Ao abordar a vida intratinitária, Zubiri demarca-se do conceito de pessoa (que, por estar constituído por inteligência, vontade, liberdade e responsabilidade, pode, na sua óptica, levar ao triteísmo) e de subsistência (que, na sua óptica, está muito dependente de pessoa).
 
Propõe, por isso, suidade, aquilo que constitui formalmente o carácter de uma pessoa. Em Deus, há três suidades realmente distintas, pois o Pai não é Seu da mesma maneira que o é o Filho, etc.. Isto não impede que haja uma compenetração interna na Trindade ao modo de uma circulação da natureza: cada suidade dá de si a outra e as três dão de si uma essência única.
publicado por Theosfera às 11:13

A principal novidade teológica de Zubiri consiste em realçar a dimensão teologal do saber humano e, correspondentemente, a vertente humana do conhecimento teologal.
 
Tudo isto se deve à originalidade do seu método assente na atenção dispensada à realidade. Sendo um método inovador, é também um método abrangente e integrador, capaz de acolher no seu seio os resultados de outros métodos.
 
Merece o maior aplauso por ter colocado o acento tónico na dimensão especular do Homem. Não é preciso sair do homem para encontrar Deus.
 
O Homem é espelho de Deus, o Qual, por isso, não é transcendente a ele mas transcendente nele.
publicado por Theosfera às 11:13

Deus deu-me o dom de ser gago.
 
A gaguez habituou-me a nunca chegar a uma palavra — falada ou escrita — sem ser por via de sucessivas tentativas e repetidos balbucios.
 
A gaguez ensinou-me que o melhor texto é o que ainda não foi escrito e que a palavra última é a que ainda está por pronunciar.
 
Temos, por isso, que continuar a buscá-la, não estacionando jamais naquilo que já fomos encontrando.
 
Não será este um poderoso (e muito necessário) exercício de humildade?
 
Obrigado, Senhor, por ser gago!
publicado por Theosfera às 11:12

«Há duas espécies de homens: os justos que se consideram pecadores e os pecadores que se consideram justos».

Assim escreveu (militante e magnificamente) Blaise Pascal.

publicado por Theosfera às 11:11

Hoje, 4 de Dezembro, faz 111 anos que nasceu Xavier Zubiri, o teofilósofo que nos mostrou Deus no Homem e o Homem em Deus numa intersignificação mútua e numa abertura recíproca.

 

Nascido em San Sebastián a 4 de Dezembro de 1898, baptizado no dia seguinte e falecido em Madrid a 21 de Setembro de 1983, o seu nome completo era José Francisco Javier Zubiri Apalategui.

 

Na família era conhecido como Josechu. Durante algum tempo oscilou entre Javier Zubiri, J. Javier Zubiri Apalategui e F. J. Zubiri. A partir de 1933 os seus escritos aparecem invariavelmente assinados como X[avier] Zubiri. Preferia, entretanto, que o tratassem apenas por Xavier. Aliás, o seu onomástico foi sempre assinalado a 3 de Dezembro, dia de S. Francisco Xavier, e véspera do seu aniversário.

 

publicado por Theosfera às 11:10

 

Vigiar é a atitude de alguém quem espera e prepara a chegada de Alguém.
Não decorre de um qualquer instinto inspectivo, controlador.
Não andamos na vida a vigiar os outros, mas antes de mais a vigiarmo-nos a nós mesmos.
Advento é vinda. Mas como virá Aquele que nós esquecemos, Aquele que nós teimamos em ignorar?
Quando consentiremos que a luz brilhe?
publicado por Theosfera às 11:06

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