O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

«A única maneira de ter um amigo é ser um».

Assim escreveu (sublime e magnificamente) Ralph Waldo Emerson.

publicado por Theosfera às 15:07

Lamego é uma cidade de gente hospitaleira e de grande coração.

 

Nos pequenos gestos mostra uma alma imensa.

 

Tenho procurado fazer umas caminhadas pelas ruas da cidade.

 

Pois, praticamente todos os dias, há um carro que pára e insiste para dar boleia. Agradeço, penhorado, explicando que, naquela altura, é mesmo para andar a pé.

 

Enquanto os passos se multiplicam, o coração agradece.

publicado por Theosfera às 15:03

Nunca deixei de cumprimentar alguém por causa de alguma doença.

 

Porque hei-de fazê-lo por causa da Gripe A?

 

A Gripe Sazonal também não é contagiosa? Também não é mortal?

 

Algum cuidado é preciso ter, sem dúvida.

 

Mas tenho para mim que a doença mais letal é o pânico. E o afastamento das pessoas!

publicado por Theosfera às 15:01

«A Justiça e o Estado são fracos com os fortes, mas, em contrapartida, sabem ser fortes com os fracos».

Assim escreveu (perspicaz e magnificamente) Constança Cunha e Sá.

publicado por Theosfera às 14:59

Eis o meu (hamletiano e insolúvel) dilema!

publicado por Theosfera às 14:58

Senhor, porque permites que o mal triunfe?

Porque ficas em silêncio diante dos que sofrem e são torturados?

Porque Te calas quando mais precisávamos de Te ouvir?

Porque levas tanto tempo a manifestar-Te?

Porque consentes que, dentro da Tua própria Igreja, Te desfigurem?

Não tardes mais, Senhor,

Há tantos a sofrer, a sair.

Mostra que és o Senhor.

Se possível, hoje, agora, já.

publicado por Theosfera às 14:55

A máxima de Descartes - penso, logo existo - parece uma evidência lapalissiana, mas torna-se cada vez mais problemática e quase subversiva.

 

Pensar é necessário, maravilhoso, mas também sumamente perigoso.

 

Daí a tendência para perseguir e eliminar quem se atreve a pensar e quem vive em coerência com o que pensa.

 

Jesus Cristo, uma vez mais e sempre, é o paradigma prototípico do preço que se paga pela ousadia de pensar.

 

Não descansaram enquanto não O eliminaram. Só que o homem põe e Deus dispõe.

 

O poeta confirma: Não há machado que corte a raiz ao pensamento.

 

Mas subsiste a fúria de combater quem pensa. Para muitos, pensar é não existir, é ter uma vida atribulada.

 

Resta Deus para não abandonar os que a Ele se entregam.

publicado por Theosfera às 14:48

 

A gratidão é — cada vez mais — um bem escasso, uma preciosidade. Que, para não se perder, deve ser incessantemente cultivada e promovida.
 
Sejamos gratos, pois. Mas não somente para com quem nos dá coisas.
 
Sejamos gratos também — e acima de tudo — para com quem nos abre caminhos, nos rasga janelas.
 
Sejamos gratos para com aqueles que nos falam de Cristo e nos trazem Deus.
 
A nossa tentação é considerar isso secundário, quiçá desprezível.
 
Mas é um bem inestimável.
 
Nunca esqueçamos quem, diante de nós, soube ser eco do Verbo e ressonância da Palavra!
publicado por Theosfera às 14:47

 

Uma autêntica Teologia da Libertação — poucos o negam — continua a ser indispensável.
 
Já uma necessária libertação da Teologia — muitos o reconhecem — é cada vez mais urgente.
 
A Teologia da Libertação cumpre uma importante função. A libertação da Teologia configura uma decisiva prioridade.
 
A determinada altura, deu-se muita atenção à Teologia da Libertação. Era bom que se dispensasse igual cuidado à libertação da Teologia.
 
O problema da Teologia da Libertação radicou (mais em Leonardo Boff do que em Gustavo Gutiérrez) na redução da salvação à libertação da exploração económica, política e social.
 
Mesmo aí, há que ressalvar que desempenhou um papel benfazejo, embora insuficiente.
 
A salvação trazida por Cristo é englobante. Envolve a libertação de toda a exploração e de toda a injustiça. Mas não fica por aí. Cristo liberta-nos do mal (de todo o mal), do pecado e da morte.
 
Aos teólogos da libertação devemos o alerta para o esquecimento da dimensão social da salvação. Mas a alguns teólogos da libertação devemos alertar que a salvação não é sectorial; é global. E, antes de ser uma conquista, a salvação é um dom, uma oferta.
 
Há salvação porque há um salvador. Há libertação porque há um libertador: Jesus Cristo.
 
Como refere Gustavo Gutiérrez, não é preciso sair da Bíblia (nem, muito menos, cultuar o materialismo marxista) para «deduzir a opção pela justiça e a opção pelo pobre.
 
Toda a Teologia tem de ser, pois e integralmente, uma Teologia da Libertação. Caso contrário, caucionará a injustiça tornando-se, por via disso, em Teologia da Opressão.
 
Não esqueçamos que, no calor do debate sobre esta corrente teológica, João Paulo II sustentou, sufragado certamente por Joseph Ratzinger, que «uma correcta Teologia da Libertação é não só útil, mas profundamente necessária».
publicado por Theosfera às 14:33

 

Sucede que uma Teologia da Libertação (que não é de agora, mas de sempre) pressupõe — e requer — uma libertação da própria Teologia.
 
Basicamente, a Teologia tem de se libertar da prisão do conceito e da tirania do preconceito.
 
O conceito é importante, mas não constitui o único nem o central. O conceito serve à Teologia para descrever, para apontar, para apelar, para arrotear. Mas nunca pode servir para comprimir, para esganar, para esgotar.
 
A missão do conceito é a transcorrência: da realidade da vida do Homem para a vida da realidade de Deus.
 
Quando a Teologia estaciona no conceito, pode ganhar em consistência, mas acaba por perder em pertinência. Torna-se um mero exercício diletante dos seus cultores.
 
Ora, a Teologia não se pode fazer apenas (nem principalmente) nas universidades. Tem de se fazer, primordialmente, na vida das pessoas.
 
A Teologia das universidades (e dos manuais) há-de ser ecóica relativamente à Teologia que se pratica na vida. Aquela tem de ser em eco desta. Se não, caímos no puro sebentismo.
 
Visa a Teologia não somente exercitar a análise, mas, acima de tudo, excitar a militância. A Teologia tem de apontar sempre para uma Teopraxia. O logos há-de desaguar no amor. Antes de mais e no fim de tudo, a Teologia está chamada a ser carta de amor.
 
O escopo da Teologia — volto a Gustavo Gutiérrez — não é uma simples metafísica religiosa, mas «o anúncio do Evangelho e o serviço da Igreja».
 
Aliás, já Paul Tillich afirmou, há décadas, que «a Teologia existe para servir a Igreja».
 
É, porém, na relação com a Igreja que a Teologia é chamada a superar um preconceito que, aqui e ali, se torna demasiado notório.
 
Trata-se do preconceito em relação ao Magistério. Como nota Ruiz de la Peña, parece que teólogo que não critique o Papa é falho de qualidade e destituído de prestígio.
 
Ainda recentemente, o Santo Padre advertiu que o debate teológico é, sem dúvida, sadio, mas «desde que procure a verdade e aceite que o Magistério tem sempre a última palavra».
 
O Magistério não é um entrave à Teologia. Pelo contrário, é o seu aliado, o seu interlocutor e, por assim dizer, a sua luz.
 
A Teologia é um serviço fundamental na Igreja, mas ela própria sabe que o carisma da interpretação válida da Revelação foi confiado a Pedro e aos Apóstolos em união com Pedro.
 
Em causa não está, pois, o poder ou a influência. Em causa está a fé. É aqui, aliás, que Joseph Ratzinger encontra a distinção entre Ciência da Religião e Teologia. Enquanto aquela se norteia primordialmente pela razão, esta guia-se sempre pela fé.
 
E é na fé que encontramos explicação para tudo. Especialmente para o (humanamente) inexplicável.
publicado por Theosfera às 14:31

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