O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 05 de Novembro de 2009

 O debate teológico sadio é bom para a Igreja, especialmente nas questões abertas, mas buscando a verdade e aceitando que o Magistério tem sempre a última palavra.

 

Assim explicou o Santo Padre, durante a audiência geral de quarta-feira, ao centrar a sua catequese numa das controvérsias mais famosas da Idade Média, entre dois grandes pensadores: São Bernardo de Claraval e Pedro Abelardo, representantes da teologia monástica e escolástica, respectivamente.

 

«Enquanto São Bernardo, típico representante da teologia monástica, enfatiza a fé, Abelardo, que é um escolástico, incide sobre a compreensão por meio da razão», explicou.

 

A controvérsia entre a «teologia do coração» e a «teologia da razão» terminou com a aceitação humilde dos seus erros por parte de Abelardo, e com a reconciliação entre ambos, através da mediação de São Pedro o Venerável, abade de Cluny.

publicado por Theosfera às 23:34

Há quem não queira a Cruz nas escolas.

 

Mas será que nós a queremos na vida?

publicado por Theosfera às 22:29

Este manifesto de Vítor Hugo, datado de 1876, mantém plena actualidade: «Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio! A Liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos».

publicado por Theosfera às 21:07

Confesso-me.

 

Sempre gostei de todos os clubes. Sempre tive amigos adeptos dos três grandes. E, como gosto de ver os amigos felizes, aprendi a gostar dos seus emblemas.

 

O que me levou,em criança muito criança, a pender um bocadinho mais para o Sporting não foram tanto os resultados; foi sobretudo o comportamento, o porte, a ética.

 

Tudo isto começa a ser posto em causa ao ver a sequência de apupos, assobios e lenços brancos na direcção da própria equipa.

 

Não estava habituado a isto.

 

Louvo a direcção por não embarcar em atitudes precipitadas.

 

Compreende-se a impaciência dos adeptos. Mas, no desporto, não se ganha só em campo. Ganha-se com os gestos, com a compostura, com o decoro, com a paz.

publicado por Theosfera às 21:01

Vítor Hugo já tinha alertado. O mal das nossas terras é que há mais bocas a falar do que cabeças a pensar. Quem está disposto a resolver este desequilíbrio?

publicado por Theosfera às 16:15

«O homem só é infeliz quando é injusto».

Assim escreveu (oportuna e magnificamente) Demócrito.

publicado por Theosfera às 14:05

«A amizade de um único ser inteligente é melhor que a amizade de todos os insensatos».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Demócrito.

publicado por Theosfera às 14:04

 

Não há realidade humana que não esteja envolvida pelo divino. Cristo nada deixou de fora. Nem sequer o sofrimento. Ou a morte (Fil 2, 8).
 
Este facto, contudo, parece não impedir que a morte continue a amedrontar e a esmagar. Mesmo aqueles que professam a fé n'Aquele que triunfou sobre a morte. Sinal — mais um — de que o crente não deixa de ser homem. Com todos os temores que fazem parte da existência humana. E que, perante a morte, atingem a máxima expressão.
 
Apesar da transfiguração da morte, operada por Cristo; apesar de ela nos abrir as portas para o encontro definitivo com a plenitude da vida; apesar de possibilitar aquele abraço com o Pai, para Quem caminhamos no tempo; apesar de tudo isto, continua a ser complicado lidar com a morte.
 
Se, com efeito, custa viver, muito mais custa morrer. Desde logo porque, cedo ou tarde, a morte quase sempre nos surpreende. Como se não contássemos com ela.
 
Mas é tal o impacto da morte que, ao vir até nós, altera (outros dirão: transtorna) definitivamente a nossa vida.
 
Para muitos, é um salto enorme, que atira o ser humano para o nada. Para o nosso olhar de crentes, é a grande oportunidade. O passo decisivo.A decisão suprema.
 
Mesmo assim estou certo de que, se pudéssemos, evitaríamos tal momento. Que, de resto, procuramos retardar o mais possível.
 
É por isso que o pensamento da morte inspira, acima de tudo, silêncio. Vivemos, de facto, como se ela não nos afectasse minimamente. Ou então como se ela só sobreviesse aos outros.
 
Cabe, porém, perguntar.
 
Será que, diante da morte, não resta ao homem outra possibilidade para lá do silêncio? Do mutismo? Da incapacidade de dizer seja o que for sobre algo que, apesar de tão complexo, se revela tão importante?
publicado por Theosfera às 14:00

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