O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quarta-feira, 04 de Novembro de 2009

Confesso que é uma desilusão. O tão apregoado O Símbolo perdido não passa de um decalque de O Código da Vinci, que já não me entusiasmara.

 

Desta vez, o filão é a maçonaria que Dan Brown descreve como uma sociedade de segredos e não uma sociedade secreta.

 

O protagonista é sempre o mesmo: Robert Langdon, professor de Harvard.

 

Provavelmente, será um brutal êxito de vendas.

 

O oculto atrai, prende e vende.

publicado por Theosfera às 23:02

A face oculta leva a que a palavra pareça quase oculta.

 

O embaraço do senhor Ministro da Economia é confrangedor e compreensível.

 

Certamente tinha muito mais a dizer. Mas alguma contenção impõe-se.

 

Também concordo que este não é tanto o tempo das palavras. É o tempo das acções. E das decisões.

publicado por Theosfera às 19:15

O Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, lamentou que a Europa do terceiro milénio troque os seus «símbolos mais queridos» pelas «abóboras do Halloween».

 

O número dois do Vaticano comentava assim a decisão do Tribunal Europeu de Direitos do Homem, emitida esta terça-feira, que define a presença do crucifixo nas escolas como uma violação da liberdade religiosa dos alunos e como contrária ao direito dos pais em educarem os filhos segundo as suas convicções.

 

O Cardeal Bertone considera tratar-se de uma «verdadeira perda».

 

«Devemos procurar conservar, com todas as nossas forças, os sinais da nossa fé, para quem crê e para quem não crê», concluiu.

 

Após ter manifestado o seu apreço pela iniciativa do Governo italiano, que anunciou recurso contra a decisão, o Secretário de Estado do Vaticano sublinhou que o crucifixo é «símbolo do amor universal, não de exclusão, mas de acolhimento».

publicado por Theosfera às 19:12

Hoje é dia de S. Carlos Borromeu, grande apóstolo dos seminários e dos sacerdotes. Eis o que ele nos diz acerca da nossa conduta, do nosso porte.

 

Confesso que todos somos fracos; mas o Senhor Deus pôs à nossa disposição os meios que, se quisermos, facilmente nos podem ajudar. Tal sacerdote desejaria adoptar a pureza de vida que lhe é exigida, ser casto e ter costumes angélicos, como é devido. Mas não se propõe lançar mãos dos meios para isso: jejuar, rezar, fugir de más conversas e de familiaridades perigosas.
Queixa se outro sacerdote de que, ao entrar no coro para salmodiar ou ao dispor se para celebrar missa, imediatamente lhe assaltam o espírito mil coisas que o distraem de Deus. Mas, antes de ir para o coro ou para a missa, que fazia ele na sacristia, como se preparou e que meios escolheu e empregou para concentrar a atenção?
Queres que te ensine como adiantar de virtude em virtude e, se já estiveste com atenção no coro, como estarás na vez seguinte ainda mais atento, para que o teu culto de louvor seja cada vez mais agradável a Deus? Ouve o que digo. Se já se acendeu em ti alguma centelha do amor divino, não queiras manifestá la imediatamente, não queiras expô la ao vento. Deixa o forno fechado, para não arrefecer e perder o calor. Evita as distracções na medida do possível. Conserva te recolhido com Deus e foge das conversas frívolas.
É tua missão pregar e ensinar? Estuda e consagra te a quanto é necessário para desempenhar devidamente esse ministério. Procura, antes de tudo, pregar com a tua própria vida e os teus costumes, para não acontecer que, vendo te dizer uma coisa e fazer outra, comecem a menear a cabeça e a troçar das tuas palavras.
Exerces a cura de almas? Não descures então o cuidado de ti próprio, para não te dares tão desinteressadamente aos demais que nada reserves para ti. Sem dúvida, é necessário que te lembres das almas que diriges, mas desde que te não esqueças de ti.
Compreendei, irmãos, que nada é tão necessário para todos os clérigos como a oração mental, que precede, acompanha e segue todas as nossas orações. Cantarei, diz o profeta, e meditarei. Se administras sacramentos, irmão, medita no que fazes; se celebras missa, pensa no que ofereces; se cantas no coro, considera a quem falas e o que dizes; se diriges almas, medita em que sangue foram purificadas. Tudo entre vós se faça com espírito de caridade. Assim poderemos vencer facilmente as inumeráveis dificuldades que inevitavelmente encontramos cada dia (formam parte do nosso ministério). Assim teremos força para fazer nascer Cristo em nós e nos outros.

 

publicado por Theosfera às 16:40

A notícia sobre a sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que define a presença do crucifixo nas escolas como uma violação da liberdade religiosa dos alunos, «foi recebida no Vaticano com surpresa e pesar».

 

Foi o que afirmou o senhor Padre Federico Lombardi, SJ, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, em declarações à imprensa, com as quais comentou a sentença da condenação europeia ao sistema vigente actualmente na Itália, de exposição do símbolo religioso nas salas.

 

«O crucifixo sempre foi um sinal de oferenda de amor de Deus e de união e acolhidmento para toda a humanidade. É uma pena que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade. Não é isso e não o é para o sentimento comum da nossa gente».

publicado por Theosfera às 16:26

É pena que se veja a Cruz como um mero símbolo religioso. Aquele que nela morreu não é exclusivo de nenhum grupo (nem de nenhuma religião); é património de toda a humanidade.

 

A presença de um símbolo não obriga a qualquer adesão. Aponta para uma identidade, para uma memória.

 

Ainda hoje, de manhã, entrei num estabelecimento comercial cheio de imagens religiosas ao lado de símbolos clubísticos. Cada um adquire o que entende. Ninguém se sentirá incomodado com a presença daqueles sinais.

 

Aos membros da Associação Portuguesa da Laicidade gostaria de pedir um mínimo de serenidade e um máximo de tolerância.

 

A convivência faz-se sempre pela positiva, pela inclusão. Nunca me senti inibido junto dos irmãos não crentes. Que ninguém se sinta perturbado pela presença de Cristo.

 

Mas, no fundo, continuo a pensar que o principal problema não é Cristo, não é a Cruz. Somos nós, cristãos, que, muitas vezes, não honramos a Cruz.

 

publicado por Theosfera às 16:19

Não gostava de viajar, mas tornou-se um viajante. Viajou pelo mundo, pela cultura, pela ciência, pelo tempo. Até aos 101 anos. Claude Lévi-Strauss morreu ontem. A última viagem levou-o à eternidade. Deus o receba na Sua infinita paz.

publicado por Theosfera às 13:41

«O trabalho espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Voltaire.

publicado por Theosfera às 11:55

Quando há eleições, o resultado só se sabe no fim.

 

É elementar.

 

Como é que um homem como Marcelo Rebelo de Sousa quer saber o resultado antes do princípio?

 

A sua insistência na candidatura de unidade não revelará mais medo de perder do que vontade de ganhar?

publicado por Theosfera às 11:53

O que faz o êxito de Marcelo é que diz de forma brilhante aquilo de que toda a gente gosta.

 

Querer ser candidato de unidade é uma coisa que cai bem no povo, mas Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro a saber que essa unidade não passa de uma miragem.

 

Mesmo que os outros candidatos desistissem, é sabido que, no fundo, as facções persistem.

 

O que é preciso é ter uma vontade, um desígnio.

 

Marcelo está a mostrar-se muito hesitante. Como actor político mostra-se quase a antítese do que é como comentador.

 

Se não fossem as facções, como é que se poderia falar de unidade?

publicado por Theosfera às 11:39

Escrevi, há cerca de um ano, um artigo (clique aqui) em que apontava Obama como um produto da mudança e, ao mesmo tempo, como um agente de mudança.

 

Sem querer ser simplista, creio que, passados doze meses sobre a sua eleição, é ainda a primeira premissa que se verifica. A segunda mantém-se como uma expectativa.

 

A vontade de mudança ajudou a eleger Obama. Cabe a Obama agilizar a mudança. Claro que não é fácil.

 

Para já, a mudança tem sido sobretudo de forma, o que não é pouco. Há um ambiente de descompressão na cena internacional, mas as grandes opções ainda estão por tomar.

 

Ressalve-se que aquilo que será bom para o mundo pode não ser visto como bom pelos Estados Unidos.

 

O que já se sabe é que, quanto à vida, Obama mostra-se bastante permissivo. As suas decisões sobre o aborto deixam-nos penalizados.

 

Para já, prolonga-se uma espécie de namoro entre Obama e o mundo. Mas o namoro não dura sempre.

publicado por Theosfera às 11:31

 

Na escatologia, importa não descartar esta possibilidade: o homem, no uso da liberdade, resolve instalar-se na sua auto-suficiência, negando-se a Deus e recusando a Sua oferta de salvação.
 
Ou seja, é Cristo quem nos salva, mas é sempre o homem que se pode (auto)condenar. É uma elementar decorrência da liberdade.
 
A situação decorrente desta decisão livre do homem contra Deus recebe o nome de inferno.
 
Esta é, sem dúvida, a suprema ousadia, a máxima insolência. Quem é o homem — perguntar-se-á — para dizer não a Deus? E sobretudo para pronunciar um não definitivo? Que, no fundo, traduz um não definitivo a si próprio?
 
Trata-se, no entanto, de uma possibilidade que resulta da liberdade humana. Possibilidade, de resto, claramente afirmada por Jesus (cf. Mt 25, 31ss.). Alguém se sentirá livre se só puder dizer sim?
 
Se o homem não pudesse recusar Deus, como poderia aceitá-Lo? O chamamento à salvação pressupõe, portanto, a possibilidade da perdição. Como diz Luis Ladaria, «as duas possibilidades estão intimamente relacionadas e só se sustentam uma com a outra».
 
Não se infira daqui, porém, que há uma simetria, na escatologia cristã, entre o céu e o inferno. Ou seja, não se conclua que as duas possibilidades estão no mesmo plano.
 
Não. É que, além de nos chamar à salvação, Deus proporciona-nos todos os meios para a alcançarmos. O maior dos quais é o Seu próprio Filho. Que Se ofereceu a Si mesmo por nosso amor. O caminho está aberto (Jo 14, 6).
 
Por conseguinte, só uma recusa deliberada e consciente do desígnio de Deus nos afastará d'Ele para sempre.
 
A vontade divina é que todos os homens se salvem (1 Tim 4, 10). Deus não destina ninguém para a condenação. Pois, como afirma Olegario González de Cardedal, «o juízo de Deus não inova nada, mas revela tudo».
 
Assim sendo, é a nossa existência terrena que se vai tornando construção de céu…ou de inferno.
 
publicado por Theosfera às 11:26

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