O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 03 de Novembro de 2009

Vasco Reis diz-lhe alguma coisa, estimado leitor?

 

Em 1934, ganhou o primeiro prémio literário com um livro chamado Romaria.

 

Ficou à frente de Fernando Pessoa, com o livro Mensagem!

 

Perguntar-se-á: como é possível?

 

Critérios são critérios e o que num momento se dispõe a História repõe

publicado por Theosfera às 19:53

 

Parece que foi ontem e já vai fazer vinte anos. O muro que se afigurava inderrubável afinal desmoronou-se.
 
O poder da vontade finalmente levou a melhor sobre a vontade de poder.
 
Naquele dia 9 de Novembro de 1989, sentimo-nos todos, uma vez mais, berlinenses.
 
Não era apenas um povo, o alemão, que se reunificava. Eram civilizações, desavindas, que se reaproximavam. Eram sonhos, distantes, que se materializavam.
 
O futuro estava ali. Tinha-nos visitado e mostrara vontade de ficar. Se o fim da História é a reconciliação e a paz, a História dava a impressão de ter encontrado o seu fim: o seu fim sonhado, o seu fim chorado, o seu fim sofrido, o seu fim conseguido e celebrado…
 
Mas, ao contrário do que pensavam muitos como Francis Fukuyama, o fim da História não se decreta em momentos de deslumbramento.
 
Depressa nos apercebemos de que a queda do muro constituiu uma realidade que não foi totalmente integrada e um sinal que não foi plenamente acolhido.
 
O muro caiu no exterior. Mas rapidamente outros muros se ergueram no interior: no interior da humanidade, no interior dos povos, no interior das comunidades, no interior das famílias, no interior das pessoas.
 
O adversário, quiçá o inimigo, já não é apenas o outro país. É, muitas vezes, a outra pessoa.
 
Se repararmos, os noticiários inundam-nos tanto com a pequena criminalidade como com os grandes conflitos.
 
O homicídio do vizinho (e, não raramente, do próprio familiar) ocupa tanto espaço como os ataques no Iraque ou os atentados no Paquistão.
 
 
2. O mundo está diferente e, por estranho que pareça, está também mais indiferente.
 
Há um muro crescente — e cada vez menos invisível — entre as pessoas, entre cada pessoa e o resto da sociedade, entre cada pessoa e o resto da humanidade.
 
Que elos de ligação subsistem? Que projectos comuns se mantêm?
 
Sem nos apercebermos, fomo-nos habituando a olhar para o outro como aquele que nos pode passar à frente na escola, como aquele que pode ficar com o nosso emprego, como aquele que pode remover-nos do nosso lugar, da nossa posição.
 
Como escreve Daniel Innerarity, «o estudo da sociedade dá-nos, hoje, a imagem de um campo desestruturado».
 
A sociedade está a deixar de ser uma agregação de pessoas que interagem para passar a ser, cada vez mais, uma federação de interesses que conflituam e, inevitavelmente, colidem.
 
O que há de comum não é um pensamento, um projecto ou um ideal, mas a exclusão, o risco e a simulação. Para Daniel Innerarity, «a centralidade destas dimensões ainda não converteu a sociedade numa coisa irreal, embora o pareça, mas impõe-nos a necessidade de modificar o nosso conceito de realidade».
 
 
3. Mudar sempre foi uma necessidade e impõe-se, crescentemente, como uma urgência.
 
Também este mês faz dois anos que o Papa Bento XVI alertou para esta prioridade.
 
«É preciso mudar!» Foram as palavras que saíram dos lábios do Santo Padre no dia 10 de Novembro de 2007.
 
O desígnio da mudança é transportado pela Igreja de Cristo desde sempre. Não se trata só de reconhecer a mudança. Trata-se, acima de tudo, de corporizar e de oferecer a mudança.
 
A Igreja não pode limitar-se a analisar as mudanças que se operam na realidade do mundo. Ela mesma tem de ser uma proposta de mudança dentro dessa mesma realidade.
 
4. Causa perplexidade verificar que, em Igreja, há quem prefira as mudanças operadas na realidade à mudança trazida pelo Evangelho.
 
Existe uma espécie de resignação perante as mudanças em curso no mundo e uma resistência à mudança proporcionada por Cristo.
 
Só que, ao invés do que se possa julgar, não é assim que melhor se serve as pessoas.
 
O mundo espera da Igreja algo diferente porque sente que a Igreja é portadora de uma diferença. Para dizer o que toda a gente diz e fazer o que toda a gente faz não é preciso haver Igreja.
 
Sucede que, na própria Igreja, se erguem muros. Nem o Papa está livre. Tantas vezes ele é aplaudido. Mas quantas vezes será seguido?
publicado por Theosfera às 16:31

Luís Filipe Menezes quer regionalização. Eu também. E muitos como nós.

publicado por Theosfera às 11:04

O Governo apresentou o seu programa.

 

Ao que parece, trata-se de um decalque do programa do PS.

 

O argumento é o de que foi o programa escolhido pelos eleitores.

 

Sim. Mas escolhido por uma maioria relativa.

 

O que os eleitores disseram é que querem um governo do PS mas aberto a outras ideias. Se só quisessem as ideias do PS, teriam dado maioria absoluta a este partido.

 

Como ponto de partida, nada a opor. Mas é preciso optimizar o diálogo. O diálogo de que tanto se fala, mas que, no fundo, tão pouco se pratica...

publicado por Theosfera às 10:58

Dalila Rodrigues foi despedida de mais um museu.

 

O pretexto foi não haver consenso quanto à sua continuidade.

 

É estranho quando, há dias, parece ter havido unanimidade no que concerne à avaliação do seu trabalho.

 

Tenho para mim que se está a esconder o verdadeiro motivo: a inveja.

 

Esta senhora apresenta resultados por onde passa. Os museus são muito visitados. A sua personalidade é forte. A sua competência é reconhecida.

 

Num país tão cinzento, brilhar aparenta ser um crime.

 

Bem dizia José Gil que, entre nós, a inveja não é um sentimento; é um sistema!

publicado por Theosfera às 10:54

A mesma imprensa que tanto vitupera o despedimento dos treinadores parece não descansar enquanto não vir mais um treinador despedido!

publicado por Theosfera às 10:52

 

Há, entretanto, uma segunda possibilidade: a opção do homem por Deus é sincera, mas a identificação com Ele ainda não é total. Necessitando, por isso, de um amadurecimento. Que elimine os últimos focos de resistência. Até que tudo no homem tenha o sabor da vida divina.
 
Este amadurecimento purificador tem na Teologia o nome de purgatório.
 
A menção do fogo, neste contexto, decorre das virtualidades que, aos olhos do homem, ele encerra. Sempre, com efeito, o fogo foi visto como sinónimo de acrisolamento do que é precioso. Trata-se, portanto, de uma situação marcada pela exultação e pela felicidade.
 
Sta. Catarina de Génova defendia mesmo que a seguir à felicidade do céu não há felicidade maior que a do purgatório. Pois é a felicidade de quem se entrevê no limiar da plenitude. E de quem tem a certeza de que essa plenitude está eminente. Para ser gozosamente fruída para todo o sempre.
publicado por Theosfera às 06:06

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