O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Hoje, é o dia mundial da alimentação. Amanhã, é o dia mundial da erradicção da pobreza.

 

Dois dias, dois contrastes: hoje, lembramos os males dos excessos da comida; amanhã, recordaremos os malefícios do défice de comida.

 

Em Portugal, a pobreza afecta quase 20% da população. A maioria passa fome.

 

Não ouvimos falar da fome nestas camanhas eleitorais. O que vimos foi desperdiçar dinheiro que daria para saciar tanto estômago vazio.

publicado por Theosfera às 14:13

O Secretário da Congregação do Clero teve, ontem, uma importante intervenção que vale a pena reter:

 

A única razão da nossa vida e do nosso ministério é Jesus de Nazaré, Cristo e Senhor! A existência dos Sacerdotes encontra n’Ele, e somente n’Ele, a origem e o fim próprios e, no tempo, também o seu desenvolvimento. De fato, a relação íntima e pessoal com Jesus Ressuscitado, vivo e presente, é a única experiência capaz de levar um homem a doar totalmente a sua vida a Deus, em favor dos irmãos.

 

Nós bem sabemos como o Senhor nos seduziu, como o seu fascínio foi, para cada um de nós, irresistível, como afirma o profeta: “Tu me seduziste, Senhor, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e me subjugaste!” (Jr. 20, 7).

 

Este fascínio, como tudo o que é verdadeiramente precioso, deve ser continuamente defendido, guardado, protegido e alimentado, para que não se perca ou para que não se torne uma vaga recordação, insuficiente para reger o contraste, com frequência, agressivo, das realidades do mundo. A intimidade divina, origem de todo apostolado, é o segredo para custodiar permanentemente o fascínio por Cristo.

 

Antes de tudo somos Sacerdotes para estarmos estreitamente unidos a Cristo, Sumo Sacerdote, unidos Àquele que é a nossa única salvação, que deve ser o Amado do nosso coração, a Rocha sobre a qual fundamentamos cada momento do nosso ministério, Aquele que nos é mais íntimo de nós mesmos e que devemos desejar mais que tudo.

 

Cristo Sumo Sacerdote, lança-nos para dentro de Si. Esta união com Ele, gerada pelo sacramento da Ordem, comporta a participação à Sua oferta: “Unir-se a Cristo supõe a renúncia. Comporta não querermos impor a nossa estrada e a nossa vontade; não desejarmos tornar-nos isto ou aquilo, mas abandonarmo-nos a Ele em todos os lugares e modos como Ele quiser Se servir de nós” (Bento XVI, Homilia da Santa Missa do Crisma, 09-04-2009).

 

A expressão “estar unidos” recorda-nos que tudo o que fazemos não é obra nossa, fruto de um esforço voluntário, mas é obra da Graça que actua em nós: é o Espírito que nos configura ontologicamente a Cristo Sacerdote e nos doa a força de perseverar até o fim nesta participação na vida e, portanto, na obra divina.

 

A “vítima pura”, que é Cristo Senhor, remete para o insubstituível valor do celibato, que implica a perfeita continência pelo Reino dos Céus e a pureza que torna “agradável a Deus” a nossa oferta em favor dos homens.

 

 A intimidade com Jesus Cristo e a protecção da Virgem Maria, a “tota pulchra” e a “tota pura”, nos sustente no caminho quotidiano de participação à “obra de um outro”, na qual consiste o ministério sacerdotal, sabendo que, tal participação é portadora de salvação, antes de tudo, para nós que a vivemos: neste sentido, Cristo é a nossa vida!

publicado por Theosfera às 14:09

Partilho da opinião de muitos, para quem a Igreja passa por uma situação difícil, embora a sua situação nunca tenha sido fácil. Congar falava de outono da Igreja e Rahner de inverno da Fé.

 

Comungo ainda da percepção de que muitos dos problemas da Igreja têm que ver com os pastores, padres e bispos. Também nada disto é novo. Já, no século VI, Gregório Magno dizia o mesmo com palavras bem ácidas.

 

Mas, ao contrário de muitos (que respeito, como é óbvio), estou seguro de que Bento XVI não é o responsável pela crise. É, sim, a bússola para vencer a crise.

 

Aliás, se repararmos bem, tem todos os condimentos para justificar o nosso apreço.

 

É corajoso. Não se importa de estar em minoria. Diz o que tem de ser dito. Aponta para o essencial. É incompreendido e contestado.

 

Não lhes lembra ninguém?

 

O discípulo, de facto, não é superior ao Mestre.

 

Um dia, esperemos que não muito tarde, a Igreja vai dar conta do enorme valor deste Homem, de Bento XVI.

publicado por Theosfera às 10:56

«Apenas nos deveria surpreender o ainda podermos ser surpreendidos».

Assim escreveu (lúcida e magnificamente) La Rochefoucauld.

publicado por Theosfera às 10:54

Nas horas difíceis, os grandes desaparecem.

 

Nos momentos de dor, os grandes tornam-se pequenos.

 

Só os pequenos são verdadeiramente grandes.

publicado por Theosfera às 10:53

Só dez por cento dos portugueses leram a Bíblia. Isto em 2009. Isto no século XXI. Isto relativamente ao livro mais lido do mundo!

publicado por Theosfera às 06:19

Cristo deixou-nos uma enorme lição de humanidade.

 

Os discípulos de Cristo não podem destacar-se a não ser pelo humanismo.

 

Quem se entrega a Deus abre-se à plenitude do humano.

publicado por Theosfera às 00:45

Há 31 anos, ele dava-se a conhecer ao mundo, ele dava Cristo ao mundo.

 

João Paulo II foi eleito a 16 de Outubro de 1978.

 

Durante anos, a Sé de Lamego enchia-se para assinalar tão feliz evento.

 

O senhor D. António de Castro Xavier Monteiro exultava e fazia-nos vibrar.

 

João Paulo II nunca nos abandona. Nunca!

publicado por Theosfera às 00:16

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

A acção é importante. O activismo é perturbante.

publicado por Theosfera às 23:59

Tenho reflectido, bastante, sobre a evolução da blogosfera.

 

E o balanço que a realidade me faz chegar não é dos mais animadores.

 

Há um excesso de palavras, de insinuações, por vezes, mesmo de insultos.

 

Depois, há um tom de autocomprazimento que não é nada edificante.

 

No plano teológico-eclesial, predomina a quantidade, o carácter noticioso e a tendência autojustificativa.

 

O mais frequente é haver críticas (quase sempre, um pouco crípticas) ao Santo Padre.

 

Também abunda a propensão para, na mesma onda crítptica, responder a outros textos e a outras pessoas.

 

Não quero ser pessimista, mas, pelo que vejo, penso que o objectivo principal não está a ser conseguido: evangelizar.

 

Não deixemos, porém, de transfornar a blogosfera numa desejável teosfera.

publicado por Theosfera às 21:28

Há cem anos, a Igreja enfrentou um problema sobretudo externo.

 

Hoje, a Igreja defronta um problema sobretudo interno.

publicado por Theosfera às 19:47

Neste dia de Santa Teresa de Jesus, faz bem pensar na perenidade de Deus, por quem ela se encantou e que ela tão bem cantou.

 

Tudo passa, só Deus basta.

 

Daí a ousadia desta mulher que, em pleno século XVI, empreendeu uma reforma da sua Ordem.

 

Foi incompreendida. Foi impedida. Mas não recuou. Deus venceu. Através dela.

 

O medo asfixia. Só a fé nos devolve a respiração.

publicado por Theosfera às 16:14

Entre desistir e gritar, eis o que desponta como mais necessário: prosseguir!

publicado por Theosfera às 16:11

O povo simples tem sido cada vez mais o meu guia.

 

Nunca o povo simples me afastou da verdade de Deus e da profundidade da Vida.

 

Obrigado, povo!

publicado por Theosfera às 16:09

É apenas a sociedade que se descristianiza?

 

Não será também a Igreja que, aqui e ali, se descristifica?

publicado por Theosfera às 16:08

A História (desde a antiga à contemporânea) é feita de muita coisa que se diz.

 

E é tecida de imensa coisa que se esconde!

publicado por Theosfera às 16:06

Há pressões. Há ameaças. Há provocações. E, depois, nada se assume.

 

Decididamente, a vida não parece correr de feição para os simples.

 

Resta Deus. Ainda bem que Ele não falta quando todos falham.

publicado por Theosfera às 15:58

Há muito ódio.

 

Há muita ambição.

 

Há muita presunção.

 

Sim, mesmo na Igreja.

 

Quando é que, na Igreja de Cristo, seguimos os passos do Cristo da Igreja?

publicado por Theosfera às 12:14

«Tudo começa em mística e acaba em política».

Assim escreveu Charles Péguy.

publicado por Theosfera às 12:12

Duas coisas são fundamentais, estruturantes: a verdade e a paz.

 

Sem verdade, não há paz.

 

Sem paz, não há verdade.

 

Conjugar a verdade e a paz não é fácil.

 

Querer verdade sem paz e paz sem verdade é, pura e simplesmente, impossível.

publicado por Theosfera às 12:10

Os novos deputados estreiam-se hoje. Os novos ministros estrear-se-ão em breve. Não falta quem queira liderar partidos. O poder tem um sortilégio que atrai até o mais impreparado. E o serviço?

publicado por Theosfera às 12:08

«Existem dois lados em cada pergunta».

Assim falou Protágoras.

publicado por Theosfera às 12:05

A diarreia mata 1,5 milhões de crianças por ano. A fome mata um em cada seis pessoas.

 

E nós? Que podemos fazer? Que queremos fazer?

publicado por Theosfera às 12:04

 

Há muita poluição. Há muito ruído. No exterior. E sobretudo no interior. Urge mudar. Urge converter a atmosfera numa verdadeira teosfera. Será possível? Para Ele, não há impossíveis!

publicado por Theosfera às 12:01

Sim, é um novo caminho. Ao encontro do silêncio. Enquanto ele não me arrebata, vou procurar ser eco dele. E d'Aquele que palpita nele!

 

É por Ele que permaneço. E por quantos me aproximam d'Ele!

publicado por Theosfera às 11:55

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14




Últ. comentários
Sublimes palavras Dr. João Teixeira. Maravilhosa h...
E como iremos sentir a sua falta... Alguém tão bom...
Profundo e belo!
Simplesmente sublime!
Só o bem faz bem! Concordo.
Sem o que fomos não somos nem seremos.
Nunca nos renovaremos interiormente,sem aperfeiçoa...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
Sem corrigirmos o que esteve menos bem naquilo que...
online
Number of online users in last 3 minutes
vacation rentals
citação do dia
citações variáveis
visitantes
hora
Relogio com Javascript
relógio
pela vida


petição

blogs SAPO


Universidade de Aveiro