O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

«Uma obra de arte é uma confissão».

Assim escreveu (luminosa e magnificamente) Albert Camus.

publicado por Theosfera às 11:45

Helena Matos debita, nas páginas do Público de hoje, uma perspectiva verosímil acerca da questão Saramago.

 

Para ela, «Saramago é um razoável escritor e um excelente divulgador da sua obra». Neste sentido, «arranjar uma polémica com a Igreja é um investimento com risco zero e grande retorno mediático».

 

Impressiona, de facto, ouvir o escritor dizer que não tenciona abordar o Corão. O retorno mediático estaria assegurado, quiçá com juros. O problema é que o risco seria (infinitamente) maior...

publicado por Theosfera às 11:36

«O princípio da educação é pregar com o exemplo».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) Robert Turgot.

publicado por Theosfera às 11:25

Deus sempre encontrou Saramago apesar de Saramago dizer nunca ter encontrado Deus.

 

O que Saramago encontrou não foi o que Deus Lhe revelou. Foi, para já, o que nós lhe mostramos.

 

Tenho esperança no encontro!

 

Para já, sei que Deus está em Saramago e que Saramago está em Deus.

 

Deus sabe-o. Saramago (ainda) não o quer admitir?

publicado por Theosfera às 11:22

«O despotismo perpetua a ignorância e a ignorância perpetua o despotismo».

Assim escreveu (notável e magnificamente) Robert Turgot.

publicado por Theosfera às 11:18

Não seremos nós, crentes, os maiores abastecedores do ateísmo?

publicado por Theosfera às 11:17

José Saramago disse, ontem, na televisão que estava disposto a dialogar.

 

Óptimo.

 

Há uma coisa que valia a pena ter em conta.

 

Alega Saramago que «Deus não é de fiar, que é rancoroso e vingativo», etc..

 

Confesso que me custa sobremaneira grafar tudo isto!

 

Pergunto.

 

Como é que alguém qualifica assim quem, assumidamente, não conhece?

 

Como é que Saramago fala deste modo de alguém com quem diz nunca ter estado?

 

Não será que é por causa do que lhe dizem d'Ele?

 

Cá está o mesmo que sucede nas relações humanas.

 

Cada um de nós não é só o que é. Acaba por ser aquilo que dizem de nós.

 

O que nós, crentes, dizemos (e mostramos) sobre Deus não será o mais estimulante.

 

A responsabilidade deste desfiguramento de Deus não é, por isso, só de Saramago. Também é nossa. Também é minha!

publicado por Theosfera às 11:10

Bento XVI pediu  aos teólogos católicos de todo o mundo que não se limitem a enfrentar as grandes questões da humanidade desde um ponto de vista racional, procurando lançar sobre elas o olhar da fé.

 

Falando numa audiência geral centrada em São Bernardo de Claraval (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o Papa disse que as grandes reflexões teológicas podem ser um «exercício intelectual vão» se não forem sustentadas por «uma relação íntima com o Senhor».

 

«A fé é sobretudo um encontro – íntimo e pessoal – com Jesus Cristo», sublinhou, perante cerca de 16 mil peregrinos congregados na Praça de São Pedro.

 

O Papa dedicou a sua catequese a «um dos maiores Padres da Igreja», considerando São Bernardo como um exemplo de vida monástica e mestre de teologia espiritual.

 

«Para o Abade de Claraval, o verdadeiro conhecimento de Deus consiste na experiência pessoal de Jesus Cristo e do seu amor», indicou.

publicado por Theosfera às 06:15

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

 

1.Cada vez mais a realidade nos mostra que crentes e ateus são irmãos desencontrados que, às vezes, parecem desavindos.
 
Atenção. Desencontrados ou desavindos, mas irmãos.
 
O debate em torno do último livro de José Saramago tem, pelo menos, a virtude de nos pôr a todos a falar à volta do mesmo: de Deus.
 
É claro que o tom é crispado e as palavras soam azedas. De um lado, fala-se da Bíblia que não se lê devidamente. Do outro lado, comenta-se um livro que ainda nem sequer se terá lido.
 
Note-se que a Bíblia, que José Saramago tanto parece detestar, já lhe serviu de lastro para vários livros. De resto, a questão religiosa atravessa, transversalmente, a sua obra.
 
O problema é que o romancista extrapola conclusões teológicas sem fazer trabalho de teólogo e sem se preocupar com o menor esforço de exegese.
 
Dá a impressão de que, como tantos outros aliás, Saramago impõe um sentido à Escritura. O normal seria captar o sentido da Escritura.
 
 
2. Sucede que, acerca de Deus, Saramago estaciona — apenas! — no Antigo Testamento.
 
Ora, o Antigo Testamento é preparação, não é plenitude. A plenitude encontra-se no Novo Testamento. Aqui, Deus aparece como amor (cf. 1Jo 4, 8.16).
 
O que vem antes como atribuído a Deus tem, sobretudo, a ver com as percepções que o Homem foi tendo.
 
Um Deus que Se revela como amor, a ponto de dar a vida pela humanidade, não pode mandar matar nem caucionar comportamentos aberrantes. Se eles aparecem, é porque a vontade de Deus não foi devidamente percebida.
 
O progresso na revelação é um dado que salta à vista: não só na passagem do Antigo para o Novo Testamento, mas dentro do próprio Novo Testamento.
 
Com efeito, Jesus não Se dá a conhecer de uma vez. Só depois da Páscoa é que os discípulos tomam consciência da identidade de Jesus e, mais vastamente, de Deus.
 
3. Não há dúvida de que a provocação tem o especial condão de mobilizar a atenção e de suscitar o interesse.
 
De qualquer modo, o problema de fundo subsiste. Será que o problema de Saramago é mesmo com Deus?
 
É óbvio que, a determinada altura, é difícil destrinçar entre Deus e quem diz falar em seu nome.
 
Palpita-me que Saramago ainda tem muito para (nos) dizer. Sobre Deus, sobre a Bíblia, sobre a Igreja e sobre figuras e desfiguras da Igreja.
 
A questão Saramago não se dirime no mero palco da argumentação. A questão Saramago transporta-nos para o terreno da vivência.
 
 Pessoas como Saramago não olham tanto para o que dizemos. Olham, acima de tudo, para o que fazemos. Ou não fazemos.
 
 Insisto: pessoas como Saramago não é tanto a Deus que negam; negam-nos a nós, que, tão apressadamente, falamos d'Ele mas que, não raramente, vivemos nos antípodas d'Ele.
 
4. Não é, porém, o que Saramago diz que mais prejudica a Igreja. Será que alguém se tornou ateu com o ateísmo de Saramago?
 
 Há muitas coisas, dentro da Igreja, que a prejudicam muito mais. Não falta quem se tenha tornado ateu por causa de atitudes de membros da Igreja!
 
 É verdade que, como crente, também me fere ver um texto bíblico apodado de Livro dos Disparates.
 
 Mas há um tópico que pode pretextar um frutuoso diálogo. É quando o Autor diz que «a história dos homens é a história dos seus desentendimentos com Deus (por favor, Saramago, não grafe Deus com minúscula): nem Ele nos entende a nós, nem nós O entendemos a Ele».
 
 É impossível não ver aqui um fundo autobiográfico, mas o que ressalta é a relação.
 
 O seu azedume é que causa espécie. Creio que, para tal azedume, haverá muitas razões para lá daquilo que tem sido dito ou escrito.
 
Não sei as causas primeiras nem conheço o objectivo último das declarações de Saramago.
 
De uma coisa, porém, estou seguro: mesmo que Saramago se sinta longe de Deus, Deus não deixa de estar perto de Saramago.
 
E se Deus não afugenta ninguém, como é que nós, em Seu nome, podemos afastar alguém?
 
Discutamos, pois, todas as posições. Mas não entremos jamais no jogo da ofensa. Mesmo relativamente a quem (nos) possa ter ofendido…
 
publicado por Theosfera às 23:52

 

Acerca de Deus, Saramago estaciona — apenas! — no Antigo Testamento.
 
Ora, o Antigo Testamento é preparação, não é plenitude. A plenitude encontra-se no Novo Testamento. Aqui, Deus aparece como amor (cf. 1Jo 4, 8.16).
 
O que vem antes como atribuído a Deus tem, sobretudo, a ver com as percepções que o Homem foi tendo.
 
Um Deus que Se revela como amor, a ponto de dar a vida pela humanidade, não pode mandar matar nem caucionar comportamentos aberrantes. Se eles aparecem, é porque a vontade de Deus não foi devidamente percebida.
 
O progresso na revelação é um dado que salta à vista: não só na passagem do Antigo para o Novo Testamento, mas dentro do próprio Novo Testamento.
 
Com efeito, Jesus não Se dá a conhecer de uma vez. Só depois da Páscoa é que os discípulos tomam consciência da identidade de Jesus e, mais vastamente, de Deus.
publicado por Theosfera às 23:46

A questão Saramago não se dirime no palco da argumentação.

 

A questão Saramago transporta-nos para o terreno da vivência.

 

Pessoas como Saramago não olham tanto para o que dizemos.

 

Olham, acima de tudo, para o que fazemos. Ou não fazemos.

 

Continuo a pensar: pessoas como Saramago não é tanto a Deus que negam; negam-nos a nós, que, tão apressadamente, falamos d'Ele mas que, não raramente, vivemos nos antípodas d'Ele.

 

Depois, claro, como Deus quis envolver-Se com o Homem, é natural que Ele seja envolvido naquilo que este faz.

 

A chave é a vida.

publicado por Theosfera às 16:30

Veja aqui.

publicado por Theosfera às 12:05

Em matéria partidária, um padre está obrigado à independência.

 

Sei que muitos não acreditam nela.

 

Mas podem acreditar que não é por imposição que sou independente.

 

Sinto-me mesmo indepentemente.

 

Não me revejo totalmente na direita. Noto-lhe insegurança.

 

Não sintonizo completamente com a esquerda. Diviso-lhe incoerências.

 

Mas sinto necessidade de um equilíbrio. A política faz-se, necessariamente, à esquerda e aà direita, entre a esquerda e a direita.

 

O equilíbrio será a chave.

 

Gostei de ler, pois, esta afirmação de José Hermano Saraiva, um dos nossos sages mais renomados: «Sou um pássaro, que tem uma asa de esquerda e outra de direita. Caso contrário, não voaria».

 

Bem visto! 

publicado por Theosfera às 11:55

Inter não ganha. Barcelona e Liverpool perdem.

 

Os pequenos estão a mostrar a sua grandeza. No futebol.

 

Esperemos que não apenas no futebol!

 

 

publicado por Theosfera às 11:36

Nem sei que pense.

 

Nos Estados Unidos, há dioceses que abriram falência para poderem lidar com problemas jurídicos atinentes aos casos de abuso sexual.

 

E a justiça para com as vítimas?

 

Não há solução?

publicado por Theosfera às 11:33

Um robô está em Portugal a escrever a Bíblia. A bem dizer, está a escrever apenas o Novo Testamento.

 

Isto dá que pensar.

 

Não será que é também como meros robôs que tantos de nós a lêem e a escutam?

 

Quando a escreveremos na vida?

 

É aí, na vida, que a Palavra de Deus tem de (re)nascer!

publicado por Theosfera às 11:31

Portugal cai 14 lugares na promoção da liberdade de imprensa.

 

É triste.

 

A maioria dos portugueses considera que a pobreza veio para ficar.

 

É grave.

publicado por Theosfera às 11:29

Abrimos o jornal e ficamos embevecidos com um título destes: «Estou a gostar muito de Jesus».

 

Quem não gosta?

 

Jesus é tudo. É a resposta total para a pergunta total.

 

A questão é que a frase não se referia a Jesus Cristo, mas...a Jorge Jesus, treinador do Benfica.

 

O autor da confissão é Rui Costa, director desportivo do Benfica.

 

Mesmo assim, o nosso pensamento eleva-se para Cristo sempre que se ouve falar de Jesus.

 

Até as péginas de um jornal desportivo podem motivar uma (ainda que breve) meditação!

publicado por Theosfera às 11:25

Um gesto muito nobre, que deve ser saudado: Izmailov não joga há meses por lesão.

 

Acabamos de saber que está sem salário. Por vontade sua. Só quer receber quando jogar.

 

Isto é nobre. É raro. O meu sincero aplauso.

publicado por Theosfera às 11:23

Que é mais prejudicial: a gripe A ou a obsessão com a gripe A?

publicado por Theosfera às 11:22

Não é o que Saramago diz que mais prejudica a Igreja.

 

Há muitas coisas, cá dentro, que a prejudicam muito mais.

 

O que não deve sofrer o Santo Padre! 

publicado por Theosfera às 11:20

Vai alta a polémica em torno de Saramago, das suas declarações e do seu último livro.

 

É claro que, como crente, também me fere ver um texto bíblico apodado de Livro dos Disparates.

 

Mas há um tópico que pode pretextar um frutuoso diálogo (no fundo, o que mais deveria interessar-nos).

 

É quando o Autor diz que «a história dos homens é a história dos seus desentendimentos com Deus (por favor, Saramago, não grafe Deus com minúscula): nem Ele nos entende a nós, nem nós O entendemos a Ele».

 

É impossível não ver aqui um fundo autobiográfico, mas o que ressalta é a relação.

 

E, depois, é preciso ver que, para escrever (e ter sucesso na escrita), Saramago vai bater à porta de Deus, da Bíblia, da Igreja.

 

Ele é, pois, um interlocutor.

 

O seu azedume é que causa espécie. Creio que, para tal azedume, haverá muitas razões para lá daquilo que tem sido dito ou escrito.

 

Serenidade, paz e elevação é o que desejo.

 

Apelo, uma vez mais, para Miguel de Unanumo: «Nada nos une tanto como as nossas discordâncias».

publicado por Theosfera às 11:14

É uma combinação perigosa mas, infelizmente, cada vez mais frequente: a ignorância e o orgulho.

 

Há, de facto, quem debite as maiores alarvidades com o ar mais solene.

 

Desde Sócrates e depois de Cristo, ficamos a saber que a sabedoria é irmã gémea da humildade.

 

O problema é a dificuldade que alardeamos em aprender com os Mestres.

 

Aplauso, por isso, para a maturidade do jovem Tomás de Azevedo quando denuncia «a ignorância orgulhosa» dos empresários.

 

O ponto é que não são apenas os empresários que padecem desse (endémico) mal.

publicado por Theosfera às 11:09

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

 

Maria desponta, assim, como uma poderosa consciência crítica não tanto pela linguagem dos lábios, mas sobretudo pela (inultrapassável) linguagem da vida. A Sua adesão à proposta de Deus convoca, permanentemente, os discípulos de Seu Filho para o imperativo de se concentrarem na vivência do Evangelho em prol da transformação da humanidade.
 
Em Maria, a Igreja não olha para si. Olha para Deus e, a partir de Deus, olha para o mundo que Ele ama. Em Maria, a Igreja sente-se interpelada a não se deixar nunca burocratizar nem desfigurar. Em Maria, ela sabe (e sente) que as suas estruturas têm uma finalidade que as ultrapassa. Nunca percamos de vista que «não há uma autocompreensão da Igreja: a Igreja só se pode compreender no seu Senhor tal como Maria só Se compreende a partir do Filho».
 
Ministério e mistério, os dois são serviços e «serviços sobrenaturalmente fecundos». Na verdade, «a “serva” marial vive no puro serviço e tem o mesmo perfil fundamental que o ministério pretrino; também este deve ser mera referência ao Senhor, tal como toda a existência de Maria se refere a Ele.

 
publicado por Theosfera às 22:39

 

O ministério tem a (profiláctica) função de impedir «que a inevitável particularidade de um carisma ou de uma associação de carismas se cerre em si própria, e que, pelo contrário, a força a abrir-se a algo de muito maior do que esse nível carismático, pois tem as dimensões formais do “sim” mariano: tudo, realmente tudo o que Deus quer, mesmo que esteja infinitamente acima do meu horizonte».
 
É claro que as estruturas enfermam de problemas, de dificuldades. Mas, aí, o caminho não é combatê-las nem (muito menos) suprimi-las, mas purificá-las. Uma coisa temos de ter presente: Deus, para a Sua Igreja, não escolhe o que já está aperfeiçoado, mas o que mostra vontade de se aperfeiçoar.
 
Como notou Chesterton, quando lançou as redes da Sua grande sociedade, Cristo não escolheu, para pedra angular, o genial Paulo ou o místico João, mas alguém bastante frágil e oscilante. E foi sobre essa pedra que edificou a Sua Igreja. «Todos os impérios e todos os reinos se desfizeram devido à intrínseca e constante fraqueza que é terem sido fundados por homens fortes sobre homens fortes. Mas esta coisa única, que é a Igreja de Cristo, foi fundada sobre um homem fraco, e por isso é indestrutível. Porque nenhuma corrente é mais forte do o seu elo mais fraco».
 
Tudo isto causa estranheza, mas é a mais funda e bela verdade: «A Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens. É precisamente o contrário. Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres, que se sentem nela como em sua própria casa, são os que lhe dão o seu tom».

 
publicado por Theosfera às 22:36

 

A Igreja é um todo e um todo harmonioso: ela é carisma e estrutura, oração e organização, mistério e ministério. Não faz sentido, pois, antagonizar o que Cristo vinculou. Por isso, sem uma dimensão é todo o corpo que sofre. No seu conjunto, a Igreja é um corpo vivo, «o corpo vivo de Cristo, alimentado pela Eucaristia».
 
Daí que seja «completamente aberrante desvalorizar a estrutura». É que o próprio ministério, a tradição, a disciplina e o próprio Direito «também são espirituais, pneumáticos.
 
Meditando no Evangelho de S. João, vemos que a Igreja oficial (figurada em Pedro) e a Igreja do amor (ilustrada pelo Discípulo Amado) não estão de costas voltadas.
 
Deste modo, só quem vê ambas «como símbolos reais dessas duas facetas da Igreja de Cristo é que pode compreender a intenção do evangelista». Elas encontram-se em tensão harmónica: «a autoridade trabalha para o amor e o amor cede, respeitosamente, o passo à autoridade».
publicado por Theosfera às 22:32

O empresários defendem que, no próximo ano, não deve haver aumentos salariais.

 

Motivo: a inflação não aumentou. Ou seja, se o custo de vida não cresce, não devem crescer os salários.

 

Por amor de Deus! Como se pode tratar assim quem trabalha?

 

Se o custa de vida não aumenta, tem aumentado a produção e, portanto, a receita.

 

Então as receitas não devem ser distribuídas por quem trabalha?

publicado por Theosfera às 20:39

Os Gato Fedorento podem ter a sua graça, mas, sinceramente, acho desproporcionado que as maiores figuras do Estado se considerem no dever de ir a despacho ao programa.

 

Já lá estiveram a segunda e a terceira figuras do Estado: presidente da Assembleia da República e Primeiro-Ministro.

 

Por lá já passaram ex-Presidentes como Ramalho Eanes e Mário Soares.

 

É um pouco demais, confesso.

 

Pelos vistos, queriam terminar com uma ida do actual Chefe de Estado.

 

Ainda bem que o bom senso prevaleceu. Cavaco Silva não irá esmiuçar os sufrágios.

 

Não defendo a sacralização do poder. Mas a sua excessiva banalização também não contribui em nada para a dignificação da autoridade.

publicado por Theosfera às 20:33

Um pouco de calma, por favor.

 

As declarações de José Saramago até podiam ser um pretexto para um diálogo sério e para um aprofundamento sereno da Teologia, da Escritura.

 

Impressiona ver como quem aparece a comentar surge com ar crispado e com um tom quase irado.

 

Quando temos Deus no coração não nos exaltamos.

 

Serenidade e paz.

publicado por Theosfera às 20:13

Os concertos são a 2 e 3 de Outubro...do próximo ano. Mas os bilhetes já esgotaram.

 

Sinal dos tempos: corremos mais depressa atrás dos ídolos do que atrás de Deus?

publicado por Theosfera às 14:10

Mais uma manhã de borrasca por todo o país.

 

Desta vez, em Lamego não houve nada de anormal.

 

Em Lisboa, foi um dilúvio.

 

Diz o jornalista que muitas tampas saltaram no Martim Moniz.

 

Não é só na rua que saltam tampas.

publicado por Theosfera às 14:08

Não sei as causas primeiras nem conheço o objectivo último das declarações de Saramago.

 

De uma coisa, porém, estou seguro: quanto ao efeito.

 

A polémica em torno de Caim, o mais recente livro do Nobel, faz com ele seja um êxito. De vendas, claro.

publicado por Theosfera às 11:57

Quatro anos numa função são quase nada.

 

Mas no futebol e, ainda por cima, numa altura em que os treinadores saem e entram a toda a hora, os quatro anos de Paulo Bento à frente da mesma equipa têm um (quase) sabor a eternidade.

publicado por Theosfera às 11:54

A comunicação social obriga-nos a comprar toda a sorte de jogos.

 

A mesma comunicação social alerta-nos para o vício do jogo.

 

E esta?

publicado por Theosfera às 11:52

Clique aqui.

publicado por Theosfera às 11:51

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Leia aqui.

publicado por Theosfera às 22:30

Saramago falou. As televisões passam, ad nauseam, as suas declarações.

 

Provavelmente, o livro que lançou vai vender bem.

 

Tirando isso, que pretende o Nobel?

 

Não se tratará, lá no fundo, de um crente que se desconhece ou de um crente que não está com alguma coisa?

 

publicado por Theosfera às 22:20

Parece que José Sócrates terá proposto coligações a todos os partidos.

 

Isto é espantoso.

 

Percebe-se que proponha alianças á esquerda (e, aí, fale com o BE e o PCP) ou à direita (e, nesse caso, convide o PSD e o CDS).

 

Agora, propor indiscriminadamente alianças a todos significa que o programa de governo é tão híbrido que dá para tudo.

 

Ou será o sinal de que a governação será tão à vista que cada medida será negociada com todos os partidos até haver um (ou dois) que adiram?

 

Lá se vai a convicção. Uma vez mais...

publicado por Theosfera às 14:21

O problema não é o marketing.

 

O problema de comunicação da Igreja é de convicção.

 

Não sou contra cursos de comunicação.

 

Mas não há dúvida de que o melhor curso será sempre o aprofundamento da fé e a vivência do amor.

 

Tudo o resto virá por acréscimo.

 

Acreditem.

 

O maior comunicador da história nunca frequentou qualquer curso de publicidade.

 

O maior comunicador da história cativava por um único factor: pela autenticidade.

publicado por Theosfera às 14:19

Hoje, é o dia do ano novo para os nossos irmãos hindus. Já vão no ano 2066.

 

Foi com emoção que vi imagens do templo hindu em Lisboa.

 

É que, quando lá estive e enquanto não havia tal templo, era no salão da Paróquia onde trabalhei que se realizava o culto hindu.

 

Presenciei muitas das celebrações. A convivência foi sempre pautada por um grande respeito e enorme serenidade.

 

Quando morria alguém, eu ia lá rezar por eles e os hindus vinham rezar pelos defuntos católicos.

 

Deus aproxima todos os que n'Ele crêem.

publicado por Theosfera às 14:13

... em relação a tantos dircursos acerca d'Ele e a tantas atitudes em nome d'Ele!

 

(Espero que não se escandalizem, mas já os primeiros mártires morreram sob a acusação de ateísmo; eles confirmaram que o eram, sim, em relação aos falsos deuses, não em relação ao verdadeiro Deus)!

publicado por Theosfera às 14:10

«Se não existissem pessoas más, os bons advogados também não existiriam».

Assim escreveu (atenta e magnificamente) Charles Dickens.

publicado por Theosfera às 11:17

Era bom que alguns jovens de agora pensassem em que, um dia, também serão idosos. E era importante que reflectissem nisto: gostarão de ser tratados como eles os tratam agora?

 

Um dia, pensarão em direitos. Porque é que não pensam, agora, nos deveres?

publicado por Theosfera às 11:15

Perante as recentíssimas declarações de José Saramago, zurzindo, com inusitado furor, em Deus e na Bíblia, a minha curiosidade redobrou.

 

Gostava de saber, sinceramente, os motivos últimos de toda esta acidez. Sim, porque o ateísmo de Saramago é totalmente diferente do ateísmo de Vergílio Ferreira e de Miguel Torga. Se é que a estes dois últimos cabe o qualificativo de ateu.

 

Será que o problema de Saramago é mesmo com Deus? Não será com alguém que fala em nome de Deus?

 

É claro que, a determinada altura, é difícil segmentar e destrinçar entre Um e outros. Mas era bom que dissesse tudo.

 

Para ficarmos esclarecidos. Palpita-me que Saramago ainda tem muito para (nos) dizer. Sobre Deus, a Bíblia, a Igreja, figuras e desfiguras da Igreja...

publicado por Theosfera às 11:06

Oração: andamos tão preocupados com o excesso quando nem sequer sentimos o défice!

publicado por Theosfera às 10:59

Clique aqui.

publicado por Theosfera às 06:24

Domingo, 18 de Outubro de 2009

É dramático e chega a ser cruel, mas é a vida.

 

Há centenas (quiçá, milhares de jovens) que apostam tudo neste programa, nos Ídolos

 

Passam meses a sonhar e horas a esperar.

 

O que as imagens mostram mete, realmente, impressão.

 

Muitos, de facto, não têm voz. Mas a forma como o júri o refere deixa qualquer um abatido.

 

Daí a revolta de muitos.

 

Mas será que estas imagens deveriam passar?

publicado por Theosfera às 22:46

Cristo quer estar na Igreja. Mas será que todos na Igreja querem estar em Cristo?

 

Cristo não quer ser entendido sem a Igreja. Mas a Igreja não pode ser percebida sem Cristo.

publicado por Theosfera às 22:41

Há quarenta anos, perguntava-se: Igreja, que dizes de ti mesma?

 

Hoje, há motivos para questionar: Igreja, que estás a fazer do teu Senhor, do teu Cristo?

publicado por Theosfera às 22:37

Parece que o Telejornal faz, hoje, 50 anos.

 

Lembro-me de que, antes do 25 de Abril, começava às nove e meia da noite.

 

Recordo a notícia, dada por Pedro Moutinho, da tentativa de golpe nas Caldas a 16 de Março de 1974.

 

E nunca mais esquecerei o noticiário de 25 de Abril, nesse dia às sete menos vinte da tarde, apresentado por Fernando Balsinha e Fialho Gouveia.

 

Os apresentadores eram sóbrios, cultivavam um low profile de que, hoje, sinto saudades.

 

O tempo não anda para trás. Mas nem tudo o que avança, avança bem.

publicado por Theosfera às 22:21

Porquê toda esta pressa de Passos Coelho?

 

Será que não está a querer saltos em vez de passos?

publicado por Theosfera às 22:19

Como é possível isto, meu Deus?

 

Carregue aqui.

publicado por Theosfera às 22:08

O pensamento incide, habitualmente, sobre a complexidade. Simplificar o que é complexo é tão deletério como complexificar o que é simples.

 

Tenho pena, por isso, que o nosso Nobel, José Saramago, pense assim.

 

É livre de pensar assim. Nós somos livres de discordar.

publicado por Theosfera às 22:03

Raramente me revejo no que escreveu e disse Nietzsche.

 

Mas neste vatícinio não posso estar mais de acordo: «Um dia, teremos de reconhecer que o que falta nas nossas cidades são calmos, abertos e expansivos lugares para reflexão, lugares com amplos e altos claustros que nos protejam do mau tempo ou do sol excessivo, onde nenhum grito de comerciantes ou rumor de carruagens pode chegar, e onde as boas maneiras proibiriam até os padres de rezar em voz alta».

 

Nem mais!

 

Ainda seremos capazes de lobrigar uma reserva de serenidade e paz nos buliçosos (e, tantas vezes, belicosos) espaços urbanos?

publicado por Theosfera às 19:22

«Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que têm as trevas por luz e a luz por trevas».

Assim escreveu (pertinente e magnificamente) o profeta Isaías (5, 20).

publicado por Theosfera às 19:01

Sábado, 17 de Outubro de 2009

A militante coragem dos espanhóis ficou, hoje, uma vez mais, documentada! Multitudinariamente!

publicado por Theosfera às 22:16

O aparecimento de um livro é sempre um evento que deveria ser assinalado e acarinhado.

 

Um livro é sempre uma oferta que o presente faz à eternidade.

 

Nunca se perde o que se escreve. Guarda-se no papel e aninha-se na memória dos que consultam o que no papel se verte.

 

A Dra. Cristina Bernardes é uma jovem investigadora que, neste momento, está a preparar o doutoramento em Ciências da Educação.

 

O livro que apresentou, neste sábado, resulta da dissertação de mestrado em Estudos Portugueses interdisciplinares.

 

Versou o seu trabalho sobre um autor consagrado (Eça de Queiroz), um personagem conhecido (Jacinto) e uma obra popular («A Cidade e as Serras»).

 

O quadro é o século XIX, mas a temática continua a ser deveras pertinente nesta alvorada do século XXI: a decadência, o o tédio e o bocejo.

 

No fundo, tudo aquilo que nós vamos sentindo com força estava já em gérmen nos idos de novecentos.

 

Luis Racionero escreveu, há pouco, uma obra com o arrepiante título «Progresso decadente».

 

No fundo, Queiroz já entrevia o que, presentemente, se vê com toda a nitidez.

 

Esta apresentação teve a particularidade de ser protagonizada por gente pequena, mas com uma energia muito grande: os alunos do Colégio da Imaculada Conceição, estabelecimento do qual a Autora é Directora Pedagógica.

 

Parabéns pelo livro. Parabéns pela apresentação. Parabéns pela nobre simplicidade com que tudo decorreu.

publicado por Theosfera às 19:46

Sobre a participação dos cristãos na política em Portugal, há um factor que explica a situação embora não a justifique.

 

A situação, diga-se, é de grande desconforto.

 

A explicação vem desde a implantação da república. O clima de hostilidade, que conduziu à Lei da Separação (a qual, segundo João Seabra, mais não foi que uma submissão da Igreja ao Estado), conduziu a uma necessidade de protecção.

 

No Estado Novo, houve um ambiente de distensão. Assinou-se a Concordata e o Acordo Missionário. O Estado ofereceu protecção e a Igreja devolveu silêncio.

 

Não havia concordância total. Mas as discordâncias tratavam-se em privado. As poucas vozes da Igreja que se fizeram ouvir (Padre Abel Varzim ou D. António Ferreira Gomes) foram bastante incomodadas. Chegou a haver padres deputados na Assembleia Nacional!

 

Chegados à democracia, houve cidadãos que pensaram na constituição de um partido democrata-cristão.

 

Ouvida a hierarquia, esta disse que não contassem com o seu apoio. Trata-se de uma posição sensata.

 

O carisma da intervenção político-partidária não pertence aos bispos nem aos padres. Mas não lhes cabe tutelar a intervenção cívica dos cristãos.

 

O Concílio Vaticano II é, a este respeito, muito claro.

 

Na Gaudium et Spes, diz-se que nenhum partido (nem um eventual partido democrata-cristão) pode reclamar o exclusivo da mensagem evangélica.

 

E a Lumen Gentium assinala que cabe aos fiéis leigos a intervenção secular, incluindo, portanto, a política.

 

Concretizando, os cristãos não podem reclamar um apoio formal dos padres e dos bispos a um (ou mais) partido(s) que constituam. Mas também não precisam de pedir autorização para se organizarem politicamente.

 

A experiência europeia, neste campo, teve os seus limites. A chamada democracia cristã também colecciona falhanços. Mas nem isso desmerece o esforço de quem arriscou.

 

A União Europeia ficou a dever-se, por exemplo, a políticos desta área: Robert Schuman, De Gasperi ou Adenauer.

 

Em Portugal, optou-se pelo híbrido.

 

Sá Carneiro dizia inspirar-se na doutrina social da Igreja e fundou um Partido Social-Democrata, embora social-democrata se diga também o Partido Socialista.

 

E Amaro da Costa e Freitas do Amaral, que se assumiam como democrata-cristãos, fundaram um Partido do Centro Democrático-Social.

 

Com cada vez mais abstencionistas, há um espaço da nossa democracia que nunca foi preenchido. Hoje, talvez, já seja tarde.

 

Mas porque é que, por fas ou por nefas, nunca nos definimos completamente?

 

Não é muito curial ver o cristianismo adjectivado, quando ele é estruturalmente substantivo.

 

Mas é indiscutível que ele pode constituir um apport para o debate e para a acção.

 

Há cristãos em muitos partidos. Se puder haver cristãos em mais um partido, qual é o problema?

publicado por Theosfera às 12:01

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

 

1. Yves Congar falou do outono da Igreja, Karl Rahner dissertou sobre a invernia da Fé e o próprio Joseph Raztinger tem tecido abundantes considerações sobre a crise do Cristianismo.
 
Qualquer um de nós, aliás, mesmo que não verbalize de modo tão agudo a situação, percebe facilmente que as coisas não estão bem.
 
Não deixa sequer de ser curioso que, numa altura em que se vaticina o fim da crise económica, seja o próprio Papa a prevenir-nos para a continuação da crise eclesial.
 
Para ele, com efeito, «a autêntica crise mal começou; e devemos contar com grandes abalos».
 
Verdade seja dita que a questão não é de agora. No fundo, a Igreja parece ter contrato firmado com a adversidade.
 
Em Portugal, por exemplo, estamos em pleno centenário da implantação da República cujas relações com a Igreja foram tudo menos pacíficas.
 
Sucede que, ao contrário de outrora, o principal problema da Igreja não é externo. O principal problema da Igreja é interno.
 
De fora continuam a vir a interpelações. Mas é de dentro que, não raramente, emergem os maiores obstáculos.
 
É a Igreja que pede uma conduta. E, ao mesmo tempo, é de dentro da própria Igreja que surgem impedimentos a essa mesma conduta!
 
 
2. No tempo que passa, não há perseguições vindas do exterior. Mas não estamos livres de perseguições no interior.
 
O Santo Padre mostra apreço por uma Igreja de mártires. Mas não quer, de forma alguma, uma Igreja que provoque mártires.
 
A essência do Cristianismo — recorda Bento XVI — «é uma história de amor entre Deus e os homens». Só que nem sempre esse amor escorre entre os membros da mesma Igreja.
 
Daí que o Sumo Pontífice tenha pedido «menos burocracia e mais Espírito Santo».
 
É que dá a impressão de que estamos muito acomodados. Parece que só nos incomodamos com quem não se acomoda.
 
A preocupação deveria ser acolher o mundo. Mas, à primeira vista, a opção parece ser assimilar o espírito do mundo.
 
Ora, isto não convence nem atrai. É que, para assimilar o espírito do mundo, não é preciso pertencer à Igreja.
 
O mundo necessita de se ver acolhido, mas pela diferença, não pela redundância. Se oferecemos o que todos oferecem, por que motivo hão-de as pessoas vir ter connosco?
 
 
3. Desde o princípio, desde Jesus Cristo, a Igreja está a chamada a ser, no mundo, algo diferente.
 
É por isso que nunca pode haver, nela, conformismo ou resignação. A Igreja tem de sobressair por uma sadia inquietude e por um permanente despojamento.
 
O fundamental, para a Igreja, não é a adaptação. É a presença. É a presença da diferença.
 
Não há dúvida de que o cristão tem de estar no mundo. É essa a vontade de Cristo (cf. Jo 17, 18). Mas é também vontade de Cristo que o cristão não se dissolva no espírito do mundo (cf. Jo 17, 16).
 
Tratar-se-á, portanto, de um estar sem pertencer. Estamos no mundo, mas pertencemos a Cristo.
 
 
4. Os critérios da Igreja não podem ser os de uma qualquer organização. Os critérios da Igreja só podem ser os de Jesus Cristo, os do Evangelho.
 
Todavia, se olharmos para certas palavras e atitudes, até o mais desatento será tentado a perguntar: em que se distinguem os cristãos dos outros homens?
 
Como refere Joseph Ratzinger, «para a maioria, o descontentamento em relação à Igreja provém do facto de esta parecer uma instituição como muitas outras». Será que isto satisfaz?
 
Reparando bem, há uma tendência crescente para substituir a pela mera opinião. De resto, muitas intervenções permitem-se trocar o eu creio pelo eu penso ou, então, pelo nós decidimos!
 
É por tudo isto que a Igreja tem de prestar atenção ao exterior e tem de ter cuidado com o interior. Ela tem de servir para fora e de mudar por dentro. Só assim será convincente, atraente e atractiva.
 
Eis, pois, a questão decisiva: como é que os outros hão-de mudar se nós não nos queremos converter?
publicado por Theosfera às 21:29

 

Se estivermos atentos, Bento XVI já não fala tanto de secularização da sociedade como de auto-secularização da Igreja.
 
No limite, os papéis parecem trocados. Tanto encontramos sociólogos a aludir ao regresso de Deus como teólogos (e hierarcas) a divagar sobre o eclipse de Deus.
 
Será que, como anotava alguém há anos, corremos o risco de ter uma Igreja secularizada no meio de uma sociedade cada vez mais aberta e sensível ao espiritual?
 
Importa, como é óbvio, não generalizar nem entrar em pânico. Mas convém igualmente que não passemos ao lado dos sinais que nos vão chegando.
publicado por Theosfera às 20:47

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