O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

 

Maria desponta, assim, como uma poderosa consciência crítica não tanto pela linguagem dos lábios, mas sobretudo pela (inultrapassável) linguagem da vida. A Sua adesão à proposta de Deus convoca, permanentemente, os discípulos de Seu Filho para o imperativo de se concentrarem na vivência do Evangelho em prol da transformação da humanidade.
 
Em Maria, a Igreja não olha para si. Olha para Deus e, a partir de Deus, olha para o mundo que Ele ama. Em Maria, a Igreja sente-se interpelada a não se deixar nunca burocratizar nem desfigurar. Em Maria, ela sabe (e sente) que as suas estruturas têm uma finalidade que as ultrapassa. Nunca percamos de vista que «não há uma autocompreensão da Igreja: a Igreja só se pode compreender no seu Senhor tal como Maria só Se compreende a partir do Filho».
 
Ministério e mistério, os dois são serviços e «serviços sobrenaturalmente fecundos». Na verdade, «a “serva” marial vive no puro serviço e tem o mesmo perfil fundamental que o ministério pretrino; também este deve ser mera referência ao Senhor, tal como toda a existência de Maria se refere a Ele.

 
publicado por Theosfera às 22:39

 

O ministério tem a (profiláctica) função de impedir «que a inevitável particularidade de um carisma ou de uma associação de carismas se cerre em si própria, e que, pelo contrário, a força a abrir-se a algo de muito maior do que esse nível carismático, pois tem as dimensões formais do “sim” mariano: tudo, realmente tudo o que Deus quer, mesmo que esteja infinitamente acima do meu horizonte».
 
É claro que as estruturas enfermam de problemas, de dificuldades. Mas, aí, o caminho não é combatê-las nem (muito menos) suprimi-las, mas purificá-las. Uma coisa temos de ter presente: Deus, para a Sua Igreja, não escolhe o que já está aperfeiçoado, mas o que mostra vontade de se aperfeiçoar.
 
Como notou Chesterton, quando lançou as redes da Sua grande sociedade, Cristo não escolheu, para pedra angular, o genial Paulo ou o místico João, mas alguém bastante frágil e oscilante. E foi sobre essa pedra que edificou a Sua Igreja. «Todos os impérios e todos os reinos se desfizeram devido à intrínseca e constante fraqueza que é terem sido fundados por homens fortes sobre homens fortes. Mas esta coisa única, que é a Igreja de Cristo, foi fundada sobre um homem fraco, e por isso é indestrutível. Porque nenhuma corrente é mais forte do o seu elo mais fraco».
 
Tudo isto causa estranheza, mas é a mais funda e bela verdade: «A Igreja não é uma academia de sábios, nem um cenáculo de intelectuais sublimes, nem uma assembleia de super-homens. É precisamente o contrário. Os coxos, os aleijados e os miseráveis de toda a espécie têm cabimento na Igreja, e a legião dos medíocres, que se sentem nela como em sua própria casa, são os que lhe dão o seu tom».

 
publicado por Theosfera às 22:36

 

A Igreja é um todo e um todo harmonioso: ela é carisma e estrutura, oração e organização, mistério e ministério. Não faz sentido, pois, antagonizar o que Cristo vinculou. Por isso, sem uma dimensão é todo o corpo que sofre. No seu conjunto, a Igreja é um corpo vivo, «o corpo vivo de Cristo, alimentado pela Eucaristia».
 
Daí que seja «completamente aberrante desvalorizar a estrutura». É que o próprio ministério, a tradição, a disciplina e o próprio Direito «também são espirituais, pneumáticos.
 
Meditando no Evangelho de S. João, vemos que a Igreja oficial (figurada em Pedro) e a Igreja do amor (ilustrada pelo Discípulo Amado) não estão de costas voltadas.
 
Deste modo, só quem vê ambas «como símbolos reais dessas duas facetas da Igreja de Cristo é que pode compreender a intenção do evangelista». Elas encontram-se em tensão harmónica: «a autoridade trabalha para o amor e o amor cede, respeitosamente, o passo à autoridade».
publicado por Theosfera às 22:32

O empresários defendem que, no próximo ano, não deve haver aumentos salariais.

 

Motivo: a inflação não aumentou. Ou seja, se o custo de vida não cresce, não devem crescer os salários.

 

Por amor de Deus! Como se pode tratar assim quem trabalha?

 

Se o custa de vida não aumenta, tem aumentado a produção e, portanto, a receita.

 

Então as receitas não devem ser distribuídas por quem trabalha?

publicado por Theosfera às 20:39

Os Gato Fedorento podem ter a sua graça, mas, sinceramente, acho desproporcionado que as maiores figuras do Estado se considerem no dever de ir a despacho ao programa.

 

Já lá estiveram a segunda e a terceira figuras do Estado: presidente da Assembleia da República e Primeiro-Ministro.

 

Por lá já passaram ex-Presidentes como Ramalho Eanes e Mário Soares.

 

É um pouco demais, confesso.

 

Pelos vistos, queriam terminar com uma ida do actual Chefe de Estado.

 

Ainda bem que o bom senso prevaleceu. Cavaco Silva não irá esmiuçar os sufrágios.

 

Não defendo a sacralização do poder. Mas a sua excessiva banalização também não contribui em nada para a dignificação da autoridade.

publicado por Theosfera às 20:33

Um pouco de calma, por favor.

 

As declarações de José Saramago até podiam ser um pretexto para um diálogo sério e para um aprofundamento sereno da Teologia, da Escritura.

 

Impressiona ver como quem aparece a comentar surge com ar crispado e com um tom quase irado.

 

Quando temos Deus no coração não nos exaltamos.

 

Serenidade e paz.

publicado por Theosfera às 20:13

Os concertos são a 2 e 3 de Outubro...do próximo ano. Mas os bilhetes já esgotaram.

 

Sinal dos tempos: corremos mais depressa atrás dos ídolos do que atrás de Deus?

publicado por Theosfera às 14:10

Mais uma manhã de borrasca por todo o país.

 

Desta vez, em Lamego não houve nada de anormal.

 

Em Lisboa, foi um dilúvio.

 

Diz o jornalista que muitas tampas saltaram no Martim Moniz.

 

Não é só na rua que saltam tampas.

publicado por Theosfera às 14:08

Não sei as causas primeiras nem conheço o objectivo último das declarações de Saramago.

 

De uma coisa, porém, estou seguro: quanto ao efeito.

 

A polémica em torno de Caim, o mais recente livro do Nobel, faz com ele seja um êxito. De vendas, claro.

publicado por Theosfera às 11:57

Quatro anos numa função são quase nada.

 

Mas no futebol e, ainda por cima, numa altura em que os treinadores saem e entram a toda a hora, os quatro anos de Paulo Bento à frente da mesma equipa têm um (quase) sabor a eternidade.

publicado por Theosfera às 11:54

A comunicação social obriga-nos a comprar toda a sorte de jogos.

 

A mesma comunicação social alerta-nos para o vício do jogo.

 

E esta?

publicado por Theosfera às 11:52

Clique aqui.

publicado por Theosfera às 11:51

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