O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

 

A Igreja é uma comunhão, um mistério de comunhão.Sabemo-lo desde sempre, mas não nos apercebemos há muito.
 
Foi sobretudo o Concílio Vaticano II (na sequência da investigação teológica que se foi efectuando) que nos chamou a atenção para a centralidade da comunhão.
 
E, vinte anos mais tarde (em 1985), o Sínodo dos Bispos advertiu que comunhão é o conceito mais adequado para compreender (e compendiar) toda a visão conciliar sobre a Igreja.
 
Mas o que é exactamente a comunhão?Talvez seja melhor começar pela via negationis: o que não é a comunhão?
 
A comunhão não é, obviamente, compatível com o individualismo. Mas também não é compaginável com a mera adição.
 
A comunhão não consiste, por exemplo, no simples facto de estarmos todos juntos. Pode ajudar mas não basta. A comunhão consiste em caminharmos todos em conjunto.
 
Às vezes, estamos juntos para desvelarmos a nossa descomunhão.
 
A comunhão não se sobrepõe à pessoa. Respeita e integra cada pessoa.
 
A comunhão é, antes de mais, acolhida e, por isso, rezada. Quem funda a comunhão da Igreja é a comunhão trinitária.
 
É este o percurso do Concílio: começa por Deus para chegar à Igreja e, de certo modo, para atingir o mundo.
 
Efectivamente, tão necessária como uma eclesiologia da comunhão é uma antropologia da comunhão.
 
Só existe, portanto, comunhão quando estamos sintonizados no mesmo Senhor, na mesma Igreja.
 
Existe comunhão quando partilhamos a mesma fé, a mesma esperança, o mesmo amor, as mesmas preocupações, os mesmos ideais.
 
Existe comunhão quando nos preocupamos com o irmão, com o outro, próximo ou distante. Quando lhe telefonamos. Quando lhe damos uma oportunidade. Quando respeitamos as suas palavras ou os seus silêncios.
 
A comunhão é sempre realidade e é sempre projecto. A realidade nunca atingirá o patamar ínsito no projecto.
 
A realidade fica sempre aquém.Deste modo, a comunhão é sempre passível de crescer.
 
Neste mundo, nunca estaremos no zénite da comunhão.Mas devemos tender para ele.
 
Sem comunhão, não há Igreja.Sem comunhão, não há vida.
publicado por Theosfera às 14:51

De António a 14 de Fevereiro de 2010 às 23:57
" Por trás da batuta, está a complexidade da vida, que pode ser vista como uma longa e difícil marcha de aproximação do Mistério, de Deus", disse Oscar Wilde,convertido ao Catolicismo antes de morrer. Deus, que não excomunga ninguém, não precisou de lhe perguntar qual era a sua orientação sexual, para o acolher no Seu Divino Amparo...

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