O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

As presidenciais já mexem e há nomes a saltitar.

 

Hoje, alguém alvitra a possibilidade de o Dr. Fernando Nobre, fundador da AMI, avançar.

 

Como é óbvio, não vou tomar partido em questões políticas.

 

Só tenho a dizer que o Dr. Fernando é mesmo nobre. É um enorme ser humano, um homem compassivo, sempre de mala feita para socorrer quem precisa.

 

Trocou a carreira e sacrificou até a família pela causa da humanidade sofredora.

 

É alguém que não vem dos partidos. É alguém que emerge da sociedade civil, da solidariedade, da tolerância, da compaixão, da dedicação aos outros.

 

Credenciais não faltam ao Dr. Fernando Nobre. É um homem bom. Como precisamos de bons! Na política. Em toda a vida!

publicado por Theosfera às 15:57

De António a 13 de Fevereiro de 2010 às 16:19
Fernando Nobre tem já o meu voto. O seu passado fala por ele. É um Homem bom e íntegro. Cáustico às vezes. Azedo também.Mas será melhor a hipocrisia, os discursos redondos, os refúgios formalistas, a falta de carácter mesclada de presunção e arrogância ?...

De Cristão atento a 13 de Fevereiro de 2010 às 19:26
Será mesmo assim, Padre João António?
O Dr. Fernando Nobre... será assim tão "nobre" como isso?
V. Reva. já não se lembra, por acaso, que o médico em causa, apesar de tudo (e também apesar de algum calculismo e exibicionismo à mistura, etc), é, afinal, um ABORTISTA declarado, como desgraçadamente tantos outros?
Isso não lhe diz nada? Ou é secundário? Uma questão menor?!

Atenciosamente,
Um amigo

De Theosfera a 13 de Fevereiro de 2010 às 19:37
Preferia que este comentário fosse assinado. Em qualquer caso, responde que desconhecia por completo qualquer simpatia do Dr. Fernando Nobre pelo aborto, o que, a ser verdade, me desgosta bastante. Tenho militado bastante nesta causa, das formas que me são possíveis. Escrevi muito e até fui atacado por isso. Quando ao Dr. Fernando Nobre ser exibicionista, eu não faria tal julgamento. O juízo é de Deus. Se o bem não é para ser divulgado (embora não deva ser feito com esse objectivo), fica todo o palco à disposição do mal? De todo o modo, mesmo com essa discordância fundamental, continuo a entender que o Dr. Fernando Nobre tem muita coisa boa na sua vida. Foi isso que quis, modestamente, relevar.
Saudações amigas no Senhor Jesus.

De António a 13 de Fevereiro de 2010 às 19:45
Quando você fizer pela Humanidade aquilo que Fernando Nobre fez por ela, tem legitimidade ética para o criticar.Eu votei NÃO no referendo sobre o aborto,mas isso não me confere o direito de me achar mais nobre do que aqueles que,em suas consciências,entenderam que deveriam votar SIM pela despenalização. Seja intelectualmente sério. E já agora: que postura tem em relação à pena de morte que se encontra aceite no Catecismo da ICAR ? Não lhe interessa a temática ? E o que é que você agora anda a fazer em prol das mulheres em risco de abortarem ? Milita nalguma organização cívica que vise prevenir essa possibilidade ?...

De Fátima a 13 de Fevereiro de 2010 às 20:18
Se cada um de nós fizesse um bocadinho, mas um bocadinho pequeno do que o Dr Fernando Nobre já fez, como o mundo seria muito melhor...

Não sou a favor do aborto. Condeno qualquer atentado à vida. Mas nunca vi as realidades que o Dr. Fernando Nobre já viu e vivenciou. Falo de olhos fechados e barriga cheia. Tenho dúvidas de que seres "absolutamente perfeitos" existam aqui na Terra.

Um Santo Domingo para todos!

De Maria da Paz a 13 de Fevereiro de 2010 às 20:41
Não consigo acreditar que o Dr. Fernando Nobre seja a favor do aborto. Não faz sentido, não tem lógica esta afirmação, quando todos sabemos o seu extenso e intenso "curriculum" pleno de humanidade, de compaixão e de atitudes de efectiva ajuda aos outros. O seu dinamismo é actuante e eficaz na luta contra o sofrimento humano. Como poderia esta Pessoa, com este perfil, ser a favor de tal monstruosidade?!!!
Peço desculpa, mas não acredito.
Maria da Paz

De Theosfera a 13 de Fevereiro de 2010 às 21:48
Muito obrigado a todos pela riqueza dos comentários e pela largueza de espírito revelada. Também tenho dificuldade em aceitar que um humanista seja a favor do aborto (ou da pena de morte). Mas confesso que nunca ouvi o Dr. Fernando Nobre pronicniar-se sobre tal. De qualquer modo, o bem que semeia é inapagável e impagável. Louvemos Deus por isso. Que é tanto. E que vem d'Ele!
Abraço amigo para todos no Senhor Jesus. Um santo domingo.

De António a 13 de Fevereiro de 2010 às 23:08
Alguém pode, em segura consciência, saber que resposta daria Cristo se fosse directamente interpelado neste sentido: as mulheres que pratiquem abortos devem, SIM ou NÃO,ser criminalizadas ?...

De Maria da Paz a 14 de Fevereiro de 2010 às 00:09
Ex.mo Senhor:
De facto, ninguém sabe que resposta daria Cristo perante esta pergunta candente.
Contudo, aposto que Jesus defenderia, intransigentemente, a Vida: a da Criança e a da Mãe. E que, em qualquer circunstância, agiria com a Sua Infinita Misericórdia e Sabedoria divinas.
Temos de ter em conta que muitas mulheres que abortam não pecam sozinhas: antes de mais os que com elas pecaram.
Mas também toda a estrutura da Sociedade (das diversas formas de Sociedade ao longo dos tempos e das diferentes culturas e mundividências). Quem ampara, com eficácia e com amor, as Mães em dificuldades? (Grávidas e depois ).
Que estruturas têm accionado os milhares de Governos para protegerem a maternidade? Nenhumas. Ou quase nenhumas e precárias a todos os níveis. A Igreja tem feito o que pode, mas não pode fazer tudo.
Os Governos, que cobardemente não enfrentam o problema com humanidade e nada fazem para que ele não chegue a acontecer , recorrem às leis do aborto e a todo um "cardápio" de anticonceptivos, sem se preocuparem com a educação esmerada e integral, que abrangeria a formação espiritual dos mais novos.
Quem dá formação aos Adolescentes e Jovens, no sentido de uma sexualidade sadia e responsável? Quem os forma para os valores do respeito por si mesmos e pelos outros? Quem os ajuda a descobrir o valor, a beleza e a nobreza de uma Vida pautada pelos padrões da Ética? Quem, ditatorialmente, retirou Deus da vida das Crianças, dos Adolescentes e dos Jovens, sem que eles (ou seus Pais, por eles) tenham a legítima e justa possibilidade de escolherem?
O que é hoje a Família, sem protecção do Estado (excepção feita aos "gays", claro !...) e o que é hoje a Escola, que nem ensina nem forma, nem educa?
Numa Mãe que deseja abortar, ou que o faz mesmo, há uma angústia indizível e um desespero infernal. Elas cairam na infinitude das malhas malditas, tecidas por sociedades apodrecidas e criminosamente indiferentes.
E temo que cada um de nós (ou muitos de nós) tenha, nestes crimes hediondos, uma fracção da culpa.
Deus nos ajude a sermos mais atentos e mais generosos.
Que Ele nos perdoe !
Os meus respeitosos cumprimentos.
Maria da Paz

De António a 14 de Fevereiro de 2010 às 15:57
Estimada Maria da Paz

Agradeço a sua prezada resposta.Aquando do referendo sobre o aborto,votei NÃO, mas devo dizer que não foi, para mim, uma decisão fácil. Perguntei-me várias vezes como decidiria Cristo se para tal fosse interpelado: as mulheres que pratiquem abortos devem ser ou não criminalizadas ? E creio sinceramente que Ele daria duas respostas: que é um Mal realizar abortos mas que nenhuma mulher deveria ir para a prisão se incorresse nessas faltas graves, na maioria das vezes cometidas em contextos de desespero humano.Não foi Cristo quem impediu que fosse aplicada a pena prevista para as mulheres adúlteras, que,no Seu Tempo, era considerada de inspiração divina ? Não foi Cristo quem nos ensinou que devíamos perdoar 70x7 vezes ? A problemática do aborto é muito séria e nós, os apologistas do NÃO, não temos, em minha opinião,o direito de ofendermos os nossos irmãos do SIM chamando-lhes " abortistas". Se assim fosse, teríamos que insultar 60% dos portugueses que votaram SIM, entre os quais algumas personalidades católicas, destacadas, da Igreja. Quem votou SIM não disse que sustentava a prática desse crime. O que disse foi que entendia que, num determinado contexto,essa reprovável prática devia ser descriminalizada,o que é algo totalmente diferente. Além do mais, a grande parte dos movimentos ditos PRÓ- VIDA são só MEIOS PRÓ-VIDA, pois não levantam nenhuma objecção à execrável pena de morte, exceptuando o exemplo notável da Comunidade de Santo Egídio. E, por último, alguém vê agora os militantes mais acérrimos do NÃO organizados para apoiarem as mulheres em risco de poderem abortar ?...A hipocrisia humana tem várias latitudes...

De Maria da Paz a 14 de Fevereiro de 2010 às 17:29
Ex.mo Senhor António:
Concordo plenamente com o que o Senhor disse, na resposta ao meu post ", e que muito agradeço. Aliás, creio que o que eu disse, anteriormente, ia muito nesse sentido.
E deveríamos, todos, apoiar, muito mais, as Mães em risco. E o maior apoio seria a prevenção, através de uma cuidada e elevada formação humana que abrangesse todos os adolescentes e jovens - e não essa "farsa criminosa" da "Educação Sexual" nas Escolas.
Efectivamente, há muita "teoria" e pouca prática na ajuda a quem precisa. Há, tem razão, Ex.mo Senhor, muita hipocrisia... E há, também, muita fragilidade humana, muita falta de generosidade. Por isso eu disse que muitos de nós têm uma fracção de culpa nestes casos terríveis.
Muito bem-haja pela sua atenção. Os meus cumprimentos.
Maria da Paz

De António a 15 de Fevereiro de 2010 às 01:34
Estimada Maria da Paz:

De novo, os meus agradecimentos.Como já referi, votei NÃO no referendo sobre o aborto, porque não consegui ultrapassar aquilo que, na altura, considerei ser o meu imperativo de consciência. Mas continuei sempre a fazer-me esta pergunta: " Como votaria Cristo ? SIM ou NÃO ? E não consigo imaginá-LO a votar NÃO...

De Maria da Paz a 15 de Fevereiro de 2010 às 21:32
Ex.mo Senhor António
Estamos no domínio da especulação o que tem a vantagem de nos levar a pensar, e a tomar cada vez mais consciência das nossas responsabilidades de Católicos.
Muito obrigada, Ex.mo Senhor, pela interpelação que me faz - reveladora da sua delicadeza de consciência e do seu empenhamento humanista neste tão candente problema humano.
E aqui deixo o meu imenso agradecimento e homenagem ao Rev.mo Senhor Doutor João António que, com a sua generosidade e empenho evangelizador, nos ilumina e nos oferece a possibilidade de expressarmos as nossas dúvidas e opiniões. Um "púlpito" muito especial e altamente pedagógico! Conto com a sua palavra iluminada de Teólogo eminente, para corrigir aquilo que, na minha ignorância, eu diga de incorrecto.

Mas voltando à pertinente e nada fácil pergunta de V. Ex.ª, vou tentar responder, na certeza de que não serei capaz dar uma resposta cabal. Como se costuma dizer: meti-me em boa!
Eu acho que, muito antes de todos nós, e há cerca de 2000 anos, Cristo votou NÃO ao aborto, como votou NÃO a toda a violência contra as pessoas, especialmente as mais frágeis, entre as quais se contam as crianças (nascidas ou antes de nascerem) e muitas (muitíssimas) mulheres. E os homens, também, em situação de vulnerabilidade. E para curar o Mal que perpassa pela Humanidade quis continuar, amorosamente, entre nós, no milagre e mistério da Eucaristia. E deixou-nos a Sua divina Mensagem de Amor, com a garantia da perenidade:«Em verdade vos digo (...): O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.» Mt . 24-35).
Se... se a Humanidade tivesse acolhido Cristo e O tivesse escutado, cumprindo, conscienciosamente, a Sua Palavra, não haveria ódios, nem guerras, nem violências. Não haveria erotismo desenfreado e irresponsável, nem pornografia a rodos; não haveria mulheres violadas ou seduzidas e abandonadas, não haveria adultérios, nem crianças negligenciadas e/ou assassinadas. E todos teríamos «o pão nosso de cada dia», sem aflições sufocantes para sustentar os filhos que Deus desse aos Esposos.
Mas estamos num mundo cheio de atropelos e, na generalidade, sem Deus como bússola. Apesar da Sua Presença amorosa entre nós, na Eucaristia, «tão vivo e real como está no Céu.»
Deus foi expulso da Sociedade e das Escolas. Foi expulso das Escolas, ditatorialmente, pelos governos democráticos (?!), à revelia dos Pais das crianças e adolescentes que frequentam o nosso (triste e medíocre) sistema educativo.
É preciso e é urgente proteger, eficazmente, a Família, e de um modo especial, a maternidade. De longe, a montante da enxurrada de problemas horríveis: é preciso e é urgente formar as crianças, os adolescentes e os jovens, no sentido de uma vivência sadia e responsável das suas vidas; é preciso e urgente dar, aos mais novos, um sentido para a Vida, em ordem ao respeito devido ao Outro, em ordem ao Amor - o Amor verdadeiro que é respeito, delicadeza, solicitude e empenhamento sério na felicidade e bem-
-estar do Outro. É preciso educar para a Espiritualidade.
E a todas as mulheres em dificuldades na sua maternidade, a todas, sem excepção, deveria ser dada uma muito cuidada atenção e toda a protecção e Amor. Desde a concepção do filho até à sua adolescência.

(Não me refiro àquelas mulheres criminosas que encaram o aborto como um direito e que o praticam sem escrúpulos e, como diz o Ex.mo Senhor José Mariano, «até se gabam de tal». E há muitos casos desses! Para essas, cadeia, por muitos e muitos anos.)
Apresento os meus cumprimentos.
Maria da Paz

De Nova Evangelização Católica a 15 de Fevereiro de 2010 às 01:38
Reverendo Senhor Padre João António:

Permite-me, uma vez mais, que eu diga o essencial do que sinto e vivo, não só segundo a minha 'consciência' -- esta é infelizmente muito relativa e pouco segura, enquanto outros valores bem mais altos se levantam --, mas também, e sobretudo, segundo a Palavra de Deus, para além da Doutrina e da Moral da Santa Igreja, a respeito deste seu polémico artigo em questão sobre o Dr. António Nobre?
Se sim, aí vai:

1. Estou inteiramente de acordo com o irmão identificado como "Cristão atento"; apenas com uma excepção relativa: em vez de 'exibicionista', diria, creio que mais exactamente, 'oportunista' (para além de 'calculista', claro)...

2. Quanto a mim, não há nenhum exagero em considerar o médico em causa (o da AMI e não o cardiologista brasileiro com o mesmo nome) de "abortista", dado que:

a) Ele é a favor do aborto criminoso em geral, ainda que com determinadas e falaciosas justificações, como aliás acontece com quase todos os que, do mesmo crime, são simpatizantes, cúmplices ou mesmo indiferentes...

b) Se a um simpatizante do socialismo chama-se socialista, do comunismo chama-se comunista, do bloco de esquerda chama-se bloquista, do nazismo chama-se nazista, do humanismo chama-se humanista, etc..., por que não se havia de chamar assim mesmo ('abortista') a um declarado simpatizante (ou militante) do aborto provocado e criminoso? Aliás, qual é a diferença objectiva entre pró-abortista e 'abortista' ou aborcionista (se é que há realmente alguma diferença substantiva ou literária)?

c) Para quem 'não acredita' (!?) que o presidente da AMI é mesmo "abortista", queira ler, por exemplo, o seguinte texto:
"Petição para o referendo à despenalização/liberalização do ABORTO:
«A petição é promovida por um conjunto de 40 proponentes, entre os quais estão: Elisa Ferreira, Jamila Madeira, António Reis, Maria João S. Lemos, FERNANDO NOBRE, Alexandre Quintanilha, Ulisses Garrido, Júlio Machado Vaz, Cipriano Justo, Paula Moura Pinheiro, Miguel Vale de Almeida e Ana Drago» "...

d) Para quem nem sequer acredita que ele é 'bloquista' (simpatizante do Bloco de esquerda), queira ver o seguinte vídeo, em que ele mesmo faz a apologia desse partido maoísta (da extrema esquerda):
http://www.youtube.com/watch?v=dQPI6Z1aZY0

f) Para quem 'não acredita' (provocantemente e claramente de má-fé!) que a Igreja Católica não faz o que pode e deve -- embora também eu acredite que pudesse fazer muito mais, se fosse mais piedosa, zelosa, diligente e radical (cristãmente falando), ou mais 'conservadora' no melhor dos sentidos -- pelas mulheres abortistas ou pró-abortistas, assim como pelas famílias em geral, queira consultar, por exemplo, o seguinte site (entre tantos outros que provam precisamente o contrário, muitíssimo mais do que qualquer outra instituição religiosa ou humanitária):

http://www.maoserguidas.org/index.htm

Disto quase ninguém fala, ou então deturpam ao máximo, tragicamente!...

(Conclui a seguir)

J. M.
-

De Nova Evangelização Católica a 15 de Fevereiro de 2010 às 01:53
. . .

(Conclusão)

f) Enfim, para quem diz ou pensa (julgo que tendenciosamente, pelo menos): "Numa Mãe ('mãe' e com letra maiúscula?!) que deseja abortar, ou que o faz mesmo, há uma angústia indizível e um desespero infernal. Elas cairam na infinitude das malhas malditas, tecidas por sociedades apodrecidas e criminosamente indiferentes»..., eu diria:
Não é bem assim, ou melhor, não é nada assim, desgraçadamente, na medida em que a maioria das mulheres que abortam (abortistas e criminosas), fá-lo premeditadamente - e até mesmo se gabam disso! -, muito embora influenciadas pela política e pelo ambiente favoráveis, extremamente decadentes e degradantes, bem assim como pela sua má ou péssima formação moral e ética, no mínimo...
O quê, a maior culpa é das "sociedades apodrecidas e criminosamente indiferentes", e não, nem sequer geralmente, das progenitoras abortistas (autênticas megeras!), assim como dos criminosos 'médicos' da cultura da morte e das parteiras anti-vida, salvo raras excepções?!
Alguém as obriga a praticarem tão hediondo crime - nem sequer genericamente o progenitor da mesma criança em gestação -, quanto a mim e à Igreja, e certamente quanto a Deus, ainda pior e mais gravoso do que o 'infanticídio' propriamente dito, ou seja, como sendo um verdadeiro 'homicídio pré-natal'?

O quê, o António residente ('católico não-praticante', dissidente e relativista, obstinado e extremista) a comparar -- sistemática, absurda e obcecadamente, sem que geralmente ninguém o corrija, elucide ou critique, antes pelo contrário! -- o «abominável crime do aborto» com a 'pena de morte' dos hiper-criminosos, atribuindo arbitrariamente tais culpas à Igreja Católica (sob o falso pretexto desta ser favorável ou tolerante em tais penas máximas!), assim como a dizer tantas outras barbaridades semelhantes, como já é seu velho hábito?!

Para além de tudo isso, eu pessoalmente (assim como muita gente íntegra e insuspeita), considero o presidente da AMI relativamente presunçoso e arrogante, tendencioso e faccioso, oportunista e calculista, como em geral todos os esquerdistas, por motivos óbvios, não obstante todo o seu eventual e notório mérito humanitário, mas mesmo assim, a meu ver, com saldo francamente negativo...

Nem todos os amigos e humanistas são-no de verdade, visto que a maior parte deles são interesseiros e presunçosos, egocentristas e arrogantes, vaidosos e exibicionistas... pelo que «já receberam a sua recompensa», segundo as Sagradas Escrituras e o ensinamento de Jesus Cristo.

Tais pessoas cobardes e hipócritas devem ser denunciadas, no mínimo, tal como fez o Divino Mestre, doa a quem doer.
Caridade Cristã não é, jamais, mera solidariedade humana, e muito menos desumana ou falsamente humanista, hipócrita e egocentrista.
Amigos leais e respeitadores, sinceros e altruístas, muito bem - bem-hajam! -, pois só estes merecem reconhecimento e aplausos, admiração e recompensa, mas são cada vez menos e mais difíceis de encontrar, lamentavelmente.
"Quem não quer ser lobo, não vista a pele", diz o povo, com toda a sabedoria.

Atenciosa e respeitosamente, em Jesus e Maria, sempre.
José Mariano
-

De António a 15 de Fevereiro de 2010 às 14:04
Você, José Mariano, tem o ódio no seu coração e é intelectualmente desonesto. Desvia a questão do aborto dos seus parâmetros essenciais. No referendo sobre essa temática, estava em causa a despenalização das mulheres que abortavam, numa altura em que algumas estavam sujeitas a julgamento e podiam ser condenadas a penas de prisão. 60% dos portugueses entenderam que, nas circunstâncias definidas pelo referendo, essa prática devia ser descriminalizada e o aborto legalmente permitido. Eu votei NÃO, mas isso não me confere o direito de denegrir pessoas com a estatura ética e intelectual de Fernando Nobre, José Mattoso, Frei Bento Domingues, Padre Anselmo Borges e o Bispo Arlindo Borges Coelho, todos apologistas do SIM. Vale a pena reflectir nas palavras sábias e certeiras de José Mattoso: "Compreende-se que a Igreja Católica condene, em princípio, a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Se há uma certa sacralidade no processo da multiplicação da vida, é preciso respeitá-la. Mas condenar a IVG em qualquer circunstância e, seja por que motivo for, corresponde a subordinar o homem ao sábado, e não o sábado ao homem. Os padres e bispos que o fazem correm o risco de se parecer demasiado com aqueles de quem Jesus dizia:«Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os aliviar» (Mt.23.4). Em vez de se obcecarem na condenação seria melhor preocuparem-se com a misericórdia." Você, de misericordioso, não tem nada. De candidato a pequeno Torquemada inquisitorial e pidesco tem tudo. Depois, você deve julgar que ainda vive nos tempos de Salazar, em que só havia lugar para a manifestação autorizada do pensamento único. Mas está enganado, Vai ter que conviver com católicos e cristãos de todos os sectores políticos sem excepção. Quanto à pena de morte, você nem sequer presta a menor atenção ao facto de Cristo ter sido condenado a essa pena ignominiosa. E não levanta a sua voz para se insurgir contra ela porque, além do mais, a hipocrisia também perpassa de todo o seu lamentável discurso caceteiro...

De Joaquim a 17 de Fevereiro de 2010 às 21:40
"uma altura em que algumas estavam sujeitas a julgamento e podiam ser condenadas a penas de prisão. " Isto é mentira. Ponto. Mentira. Não havia, não houve, nem haverá mulher alguma presa por abortar. Nem antes da nova lei (e, vá lá, desde 1997 - para fazer referência ao outro referendo), nem depois desta, apesar de continuar a haver criminosos assassínios de crianças nos ventres maternos. Quanto ao resto não me pronuncio, que não é nada comigo.

Paz e Bem!

De António a 19 de Fevereiro de 2010 às 14:08
Não é mentira Joaquim. Ponto. Não costumo falar sem conhecimento de causa.Mas existia de facto uma lei que previa a pena de prisão para as mulheres que abortassem.Também reprovo a prática do aborto e votei NÃO.Mas sou sensível a muitos argumentos dos que votaram SIM e que não têm menor ética do que você.Aliás, acha que os 60% dos que votaram SIM, são insensíveis à prática do aborto ou são sensíveis à penalização legal da prática ? Pensa porventura que, num país de tradição católica,como Portugal,essa larga maioria do SIM não é sensível à Doutrina de Cristo ? Você tem a certeza de que Cristo recomendaria o voto no NÃO ? " Quanto ao resto não me pronuncio,que não é nada comigo". Estamos conversados...

De António a 15 de Fevereiro de 2010 às 14:07
O seu a seu dono: por lapso referi no comentário anterior " Arlindo Borges Coelho" quando se trata do ex bispo do Porto Armindo Lopes Coelho.


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