O acontecimento de Deus nos acontecimentos dos homens. A atmosfera é sempre alimentada por uma surpreendente Theosfera.

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

As normas são para cumprir. A verdade é para respeitar.

 

Sei que não é fácil divisar a medida certa e a linha justa. Mas o que me preocupa não é apenas a divulgação das escutas. É também o conteúdo das mesmas. É tudo o que anda atrelado a estes tempos em que a vontade de poder luta com o poder da vontade.

 

Há quem veja adversários em toda a parte. Daí a tendência para controlar, para afastar.

 

E, neste capítulo, qualquer pretexto serve. Como advertia Chesterton, nem ter bom feitio ajuda. «Infelizmente, acontece o bom feitio ser, às vezes, mais irritante que o mau feitio».

 

É verdade que se o jornalismo não fosse acutilante, não teríamos tanto sensacionalisma. Mas também não teríamos tanta denúncia.

 

Mais uma vez aquiesço a Chesterton: «Não foi o mundo que piorou; as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito».

 

No fundo, no fundo, não é fácil conviver com a liberdade. Já dizia Ronald Reagan nos idos de 80: «A tocha da liberdade é quente. Aquece aqueles que a seguram. E queima aqueles que a tentam extinguir».

 

Há que despoluir a convivência. Há que pugnar pela verdade, pela rectidão e pela justiça. Só assim haverá paz.

publicado por Theosfera às 11:26

De António a 12 de Fevereiro de 2010 às 14:57
As normas são para cumprir se assim as nossas consciências o ditarem. E que fazer quando há conflito de valores, entre as normas legais e as consciências dos jornalistas ? Estes podem decidir acatar os imperativos das normas ou os imperativos das suas consciências. O que deve fazer um médico perante normas legais que firam a sua consciência ? Acatá - las ou obedecer à sua íntima consciência ? O que deve fazer um crente perante as concepções de Deus teologicamente dogmatizadas que conflituem perante o Deus que lhe fala ao coração ? Confesso que sinto admiração por um jornalista que acarrete com as consequências de violações de segredo de justiça se entender que há outros valores éticos superiores. E que não hesite em sentar-se no banco dos réus da pequena justiça humana para não responder perante a juíza da sua consciência. Se Gandhi ou Mandela tivessem obedecido à lei, os seus países nunca seriam independentes.Se Deus se revisse na lei moisaica,nunca Cristo interviria no episódio da mulher adúltera.Sócrates pode continuar a refugiar-se em questões formais, as cassetes podem continuar a ser destruídas, mas,se a verdade tiver que vir à tona de água, Deus arranjará maneira de o fazer por linhas só aparentemente tortas...

De Theosfera a 12 de Fevereiro de 2010 às 16:12
Perfeito, Bom Amigo. As mudanças foram corporizadas por quem teve a coragem de romper e a ousadia de arriscar. As situações excepcionais devem ser tratadas excepcionalmente. Às vezes, invoca-se a lei como um escudo contra a justiça. Obrigado por este brilhante contributo. Teria muito a dizer sobre isto. A experiência tem-me mostrado muito, mas ofereço, para já a minha solidariedade e algum silêncio. Mas estou com todos os incorformistas. E não esqueço o que disse a grande Lourdes Pintasilgo: «A fé é a paz da permanente inquietação». Nunca a fé pode ser vista como anestesia. E a fé está amassada na justiça. Jesus fala muito da justiça. Esta é a prioridade.
Que Deus o abençoe. Grande abraço.


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